<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957</id><updated>2012-02-16T20:13:25.480-08:00</updated><category term='poesia'/><category term='sempre um papo'/><category term='ética'/><category term='política cultural'/><category term='críticas'/><category term='Opinião'/><category term='livro'/><category term='transparência'/><category term='música'/><category term='educação'/><category term='universidades'/><category term='Leitura'/><category term='arte'/><category term='igreja católica'/><category term='2012'/><category term='volta redonda'/><category term='exposição'/><category term='ocidente'/><category term='agenda eleitoral'/><category term='teatro'/><category term='literatura'/><category term='satre'/><category term='opus dei'/><category term='cultura'/><category term='Livro Social'/><category term='história'/><category term='sala de aula'/><category term='estatísticas'/><category term='Crise'/><category term='Giovani Miguez'/><category term='notícias'/><category term='filosofia'/><category term='Geopolítica'/><category term='entrevista'/><category term='Paquistão'/><category term='Oriente Médio'/><category term='brasil'/><title type='text'>Blog do Djalma | Algumas notas literárias...</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Giovani Miguez</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_luRZPhIvz9Y/TP2SK9PDgjI/AAAAAAAAEFU/DTW_J8yAPj8/S220/avatarMiguez.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>129</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-6243860403868893037</id><published>2012-02-15T05:59:00.001-08:00</published><updated>2012-02-15T06:02:51.749-08:00</updated><title type='text'>HERANÇAS HOMÉRICAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-HwCuO-P1l_o/Tzu689HZK2I/AAAAAAAAAR0/7UjE6JVKHlQ/s1600/livro_mito_odisseiag.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 302px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5709362508982725474" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-HwCuO-P1l_o/Tzu689HZK2I/AAAAAAAAAR0/7UjE6JVKHlQ/s320/livro_mito_odisseiag.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A literatura tem duas vertentes que são fundamentais para serem discutidas em uma roda de amigos ou no meio acadêmico ou escolar. A primeira é o conhecimento literário via oralidade e a segunda através da própria escrita. A formação da cultura literária entre os helênicos, por volta doas séculos VII e VI a.C; com o ícone das letras gregas e precursor das obras mitológicas com o realismo, o poeta Homero. Este escritor publicou duas obras que são a grande referência para os escritores pós – Homero, com os clássicos “Ilíada” e “Odisséia”.&lt;br /&gt;Os escritores que vieram posteriormente, como o romano Virgílio, escreveu o clássico “Eneida” como um mosaico literário, semelhante a própria cultura heleno – latina e resgatada com muita propriedade pelo renascentista e barroco Dante Alighieri com a “Divina Comédia”, prontamente estudada pelo historiador Fernand Braudel, buscando as relevâncias da cultura clássica em um mundo que estava metamorfoseando. As obras de Homero foram escritas no alfabeto cirílico, escrita pelo seu sobrinho, cujo nome também é Homero devido a falta de capacidade do seu tio de escrever por causa da cegueira.&lt;br /&gt;A Grécia Antiga deixou – nos algumas cronologias, como uma crônica em mármore e redigida por um escritor desconhecido em 264 a.C em “Mármore de Paros” ou do cronista Eratóstenes que escreveu “Cronologia” ou o bibliófilo Apollodoro, com a obra “Biblioteca”, valorizando incunábulos, desde os deuses até as obras homéricas, com refinamento e classe. Estes escritores, foram verdadeiros arqueólogos do saber, não deixando no esquecimento, o historiador Tucídites com a obra “História das guerras do Peloponeso” ou do geógrafo Strabon, que mapeou com a escrita arcaica grega, o mundo helênico, tornando – se hors concours em descrição do seu tempo.&lt;br /&gt;Todos estes escritores foram pertinentes na costura, fios e rastros, no lirismo poético na literatura antiga e na lapidação das idéias, conceitos, historiografia e principalmente na composição cultural dos homens antigos e em formação, herdada pelo ocidente, deixando uma herança intelectual para nós e compreensão da formação das almas no mundo grego. Como em qualquer arte, e a literatura não é diferente, o gênio foi Homero e os demais são discípulos que não permitiram a morte de uma cultura literária, mesmo quando ocorreram pilhagens entre etnias no mundo grego.&lt;br /&gt;Os escribas foram fundamentais para a composição jurídica das Cidades – Estados, usando o sistema pictográfico como forma única e técnica para as sociedades antigas. A literatura e a história da literatura, são os únicos caminhos que podemos percorrer e entender o cotidiano e a temporalidade no mundo antigo e criarmos o paralelo com o nosso tempo presente. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-6243860403868893037?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/6243860403868893037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2012/02/herancas-homericas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6243860403868893037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6243860403868893037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2012/02/herancas-homericas.html' title='HERANÇAS HOMÉRICAS'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-HwCuO-P1l_o/Tzu689HZK2I/AAAAAAAAAR0/7UjE6JVKHlQ/s72-c/livro_mito_odisseiag.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-8093228061322988634</id><published>2012-02-13T08:42:00.000-08:00</published><updated>2012-02-13T16:46:22.146-08:00</updated><title type='text'>GARRAFAS AO MAR...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-0qRRDxHHhj4/TzlEVQm7rAI/AAAAAAAAARo/ypvcKyiACYw/s1600/Garrafa%2B%252B%2BIlha.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5708669134695017474" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-0qRRDxHHhj4/TzlEVQm7rAI/AAAAAAAAARo/ypvcKyiACYw/s320/Garrafa%2B%252B%2BIlha.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O escritor colombiano Gabriel García Márquez é considerado um dos maiores pensadores da literatura contemporânea, por filtrar as razões e loucuras, que dominam o intelecto humano. A obra que citarei é um conjunto de textos que percorre a vida e as observações do prêmio Nobel de Literatura e um fervoroso apreciador e defensor da cultura latino – americana [&lt;strong&gt; MARQUEZ, Gabriel Garcia - Eu não vim fazer um dircurso, Ed. Record - Rio de Janeiro, págs 127, 2011&lt;/strong&gt; ]. García Márquez faz críticas contundentes ao pensamento eurocêntrico e bem esmiuçada pelo escritor italiano Giovanni Papini: “A América Latina é feita de sobras da Europa”.&lt;br /&gt;A identidade de Simon Bolívar vai além da esfera geográfica, alimentando almas para sairmos de um gênero humano pequeno para engrandecermos e desfigurar estereótipos que ainda persiste na mente humana fora da América Latina, desejando o fim da interferência em todas as esferas. Como bem definiu Bolívar: “ Deixem – nos fazer tranquilo a nossa própria Idade Média”, uma crítica contundente por interferirem o curso natural do homem americano. O escritor da clássica obra “&lt;em&gt;Cem anos de solidão&lt;/em&gt;” vai nas linhas da alma dos que se sentem sós na sua Colômbia , terra arrasada pela miséria, fruto do narcotráfico, o hiato social entre a burguesia elitista que alimenta as cegas o tráfico no país.&lt;br /&gt;Nesta esplendorosa obra, o escritor valoriza os ofícios de escritor e jornalista, essenciais para a formação de almas, busca constante de auto - análise e da produção de ideias para serem comungadas por todos, sem distinção social e valorização do outro com textos jornalísticos em jornais sérios. Segundo o autor do livro, a Literatura é uma maneira &lt;em&gt;sui generis&lt;/em&gt; para fragmentarmos regimes que implicam atraso na formação do homem, e vemos com propriedade essas condições na retalhada América Latina, manchada de sangue e profundamente sentida com as mães na Plaza de Mayo, em Buenos Aires, que não se cansam de chorar pelos filhos que não poderão jamais enterrar. Como em um tabuleiro de peças soltas o sociólogo Zigmunt Bauman busca e monta explicações muito interessantes em um mundo moderno e pós - moderno, mas nós ainda tentamos encontrar uma identidade renascentista na América Latina, algo só comparável com a retalhação na África negra. Este belíssimo volume mostra para o mundo, que a América Latina pode e deve ser pensada pelos nossos escritores. Escritores latino - americanos, mesmo que tenhamos que jogar garrafas ao mar para que todos entendam, que nós pensamos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-8093228061322988634?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/8093228061322988634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2012/02/garrafas-ao-mar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/8093228061322988634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/8093228061322988634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2012/02/garrafas-ao-mar.html' title='GARRAFAS AO MAR...'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-0qRRDxHHhj4/TzlEVQm7rAI/AAAAAAAAARo/ypvcKyiACYw/s72-c/Garrafa%2B%252B%2BIlha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-1603704825923792954</id><published>2012-02-01T06:01:00.000-08:00</published><updated>2012-02-01T06:14:50.933-08:00</updated><title type='text'>POR QUE LER OS CLÁSSICOS?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-HBr1ieJfRtk/TylHLC1WJWI/AAAAAAAAARc/qQl3pMDpNac/s1600/livro.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 230px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704168658106197346" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-HBr1ieJfRtk/TylHLC1WJWI/AAAAAAAAARc/qQl3pMDpNac/s320/livro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O escritor e crítico literário Milan Kundera fez a seguinte definição sobre o fato de lermos boas obras, sobretudo obras clássicas: “&lt;em&gt;Todo leitor é um leitor de si mesmo&lt;/em&gt;”. Um clássico da literatura nos favorece para adentrarmos nos solilóquios e aforismos dos escritores e dos personagens, em um universo paralelo ou indiretamente fazemos parte dos elementos que compõe uma ficção ou não. Calvino faz a sua impressão ao definir a leitura de um clássico &lt;em&gt;“Toda releitura de um clássico é uma leitura de descoberta como a primeira&lt;/em&gt;”. Esta linha de pensamento requer deferência, com a obra do escritor italiano Ítalo Calvino [&lt;strong&gt; Por Que Ler os Clássicos? Companhia das Letras, SP, págs 380, 1993&lt;/strong&gt; ], citando obras lidas por ele, como os clássicos homéricos “Ilíada” e “Odisséia”, fontes plurais da cultura helênica e lirismo clássico herdada por todo o ocidente, como essência poética e humana. William Shakespeare e o dualismo amor/ódio na trama teatral e literário “Romeu e Julieta”, marcando a humanização renascentista e a dialética do bem e do mal. “Os irmãos Karamazov” do escritor russo Dostoievski é uma célula do vasto território russo, através da ficção, de uma forma idiossincrática na Rússia pré – Lênin de um Estado feudal falido e socialmente comprometido, angustiando essa sociedade em transição e à margem do arcaico e do moderno.&lt;br /&gt;“Os miseráveis” do escritor Victor Hugo relata as observações sociológicas e de uma certa forma, os resultados da França bonapartista e totalmente à mercê da burguesia, nada sensibilizada com as condições sociais dos denominados “&lt;em&gt;cagots&lt;/em&gt;”, tão marginalizados quanto os palestinos no Oriente Médio ou dalits na índia. Dante Alighieri com a sua obra “A Divina Comédia” é um pêndulo de um processo transitório feudal e profundamente estático para o moderno e movimentado mundo intelectual no século XV. Um livro que pode ser definido com um tratado sobre as estruturas mentais do “obscuro” mundo medieval e bem definida por Umberto Eco, uma exigência estética corporal e mental, seguindo a linha metahumana e metafísica&lt;br /&gt;O escritor e historiador Carlo Ginzburg com o seu “O queijo e os vermes” alimenta – nos com um novo olhar histórico, denominado micro – história, buscando a mentalidade do homem comum e do campo, um livro&lt;em&gt; sine qua non&lt;/em&gt; na literatura universal e entrelaçando com a história, através de uma nova maneira de construir uma narrativa com pilares culturais e fomentando uma idéia nova sobre a historiografia moderna. Fugindo dos estereótipos entre o Ocidente e Oriente, Calvino menciona a obra “Orientalismo” do escritor Edward Said, não só valorizando o lado intelectual e humano, mas os resultados da interferência européia no Oriente Médio, tendo um valor literário peculiar sobre o monoteísmo islâmico em um mundo que é um mosaico étnico e cultural. Ler clássicos, é claro, muitos não foram mencionados, são fundamentais para abrirmos nossas mentes e entendermos a compreensão sociológica, antropológica, geográfica e histórica do mundo numa linha temporal e única. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-1603704825923792954?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/1603704825923792954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2012/02/por-que-ler-os-classicos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1603704825923792954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1603704825923792954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2012/02/por-que-ler-os-classicos.html' title='POR QUE LER OS CLÁSSICOS?'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-HBr1ieJfRtk/TylHLC1WJWI/AAAAAAAAARc/qQl3pMDpNac/s72-c/livro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-6138422049671427573</id><published>2012-01-23T15:21:00.000-08:00</published><updated>2012-01-23T15:52:16.479-08:00</updated><title type='text'>INQUIETAÇÕES LITERÁRIAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NgEGFH8rHVc/Tx3sqw74NhI/AAAAAAAAARQ/Gkw3uoYcdwY/s1600/manuscritos.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 268px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700972922755626514" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-NgEGFH8rHVc/Tx3sqw74NhI/AAAAAAAAARQ/Gkw3uoYcdwY/s320/manuscritos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na condição de escritor e leitor, eu gostaria de citar obras que aguçam a minha curiosidade literária neste momento. Alguns livros que não foram lidos por circunstâncias ainda não explicadas, porém, acredito eu, falta de maturidade ou puro desinteresse nos temas propostos pelos autores ou livros que eu já li, entretanto, foram proibidos por questões ideológicas. Na semana passada li uma matéria sobre a obra condenada pelo clérigo islâmico e falecido Khomeini, “&lt;em&gt;Versos Satânicos”,&lt;/em&gt; do escritor Salman Rushdie e publicado nos anos 80. Hoje, radicais islâmicos condenam livros, assim como a Igreja Católica fez nos tempos medievais, colocando autores na berlinda e considerando obras uma verdadeira afronta à formação cultural e intelectual dos conservadores religiosos. Ideias e retóricas são forças –motrizes para alimentar os nossos neurônios, mas muitos foram e são colocados como antro da perdição humana, proibidos nos Estados Totalitários. As obras &lt;em&gt;“O&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Processo&lt;/em&gt;” e &lt;em&gt;“Metamorfose&lt;/em&gt;” do lírico escritor tcheco Franz Kafka, foram proibidos na extinta União Soviética, por ter uma conotação burguesa, assim como o escritor, dramaturgo e filósofo moderno Jean – Paul Sartre com o famoso “&lt;em&gt;A Idade da Razão&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Um livro sobre a vida de um romântico e intelectual burguês, na França da clássica Piaf pós – II Guerra Mundial. Sartre, para os leigos, era membro do Partido Comunista Francês, entretanto, sua obra não foi publicada na URSS. Carlos Drummond de Andrade foi achincalhado em um colégio de jesuítas, em Friburgo. Seus poemas passaram batidos e seu reconhecimento ficou em segundo plano e mágoas nada poéticas em Drummond, com crônicas que serão em breve publicadas. Um dos maiores escritores da Turquia, Orhan Pamuk, tornou – se &lt;em&gt;persona non grata&lt;/em&gt; por ter um posicionamento político. Seu posicionamento custou caro, no que se refere à publicação do seu livro “&lt;em&gt;Neve&lt;/em&gt;” no território turco, sob constante observação do Ministério da Cultura na Turquia. O livro “&lt;em&gt;Em nome de Deus&lt;/em&gt;” do escritor David Yallop cita o submundo da cristandade, mantida em segredo por séculos e conceitos que não condizem com a filosofia cristã. Um livro que mostra o Vaticano com um telhado de vidro tão frágil quanto nos tempos de Lutero, mas um livro parcialmente lido por mim. São obras que não tive a oportunidade de ler, mas acredito que no momento oportuno, chegarão em minhas mãos naturalmente, absorvendo as observações desses ora célebres, ora “perigosos” autores que deixa-me inquieto e curioso, assim com a obra “&lt;em&gt;Os Manuscritos do Mar Morto” &lt;/em&gt;( foto ) do escritor Laperrousaz, citando pergaminhos intactos encontrados em meados do século XX, e hoje encontram – se na Universidade Hebraica de Jerusalém, ou seja, uma verdadeira arqueologia filológica e literária antiga e cânone bíblico. A inquietude toma o pensamento que vagueia entre essas obras. E que obras!! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-6138422049671427573?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/6138422049671427573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2012/01/inquietacoes-literarias.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6138422049671427573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6138422049671427573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2012/01/inquietacoes-literarias.html' title='INQUIETAÇÕES LITERÁRIAS'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-NgEGFH8rHVc/Tx3sqw74NhI/AAAAAAAAARQ/Gkw3uoYcdwY/s72-c/manuscritos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-8852724988213523404</id><published>2011-12-07T15:02:00.000-08:00</published><updated>2011-12-07T15:54:15.519-08:00</updated><title type='text'>SAQUAREMAS E ESCRAVOS NO IMPÉRIO DO CAFÉ.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Pr_ntM6WWLw/Tt_5C07fUAI/AAAAAAAAAQ4/9U7Poa8ZMuM/s1600/lei%2Baurea"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 247px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683535081728069634" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Pr_ntM6WWLw/Tt_5C07fUAI/AAAAAAAAAQ4/9U7Poa8ZMuM/s320/lei%2Baurea" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A historiografia tradicional pautou uma ideia bem peculiar, ao definir a cultura agrícola do Brasil Imperial e pós – emancipação da Metrópole portuguesa, numa linha branca e dominadora e negra subjugada, numa condição passiva. O repensar dos historiógrafos ganha notoriedade com vários trabalhos atuais, dentre eles, do historiador Tâmis Parron, com uma bela pesquisa científica, transformada em uma obra voltada para a política escravocrata no Império entre 1826 e 1865 [&lt;strong&gt; PARRON, Tâmis. A política da escravidão no Império do Brasil: 1826 - 1865. Ed. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, págs 373, 2011&lt;/strong&gt; ]. A antítese entre defensores do escravismo no Brasil e os abolicionistas é vista no primeiro capítulo do livro, com o pensamento do baiano José de Alencar em 1867, com uma publicação em formas de cartas ao Imperador, como um fiel defensor da escravidão e temendo a desestruturação do complexo econômico e membro do Partido Conservador, aliás, um partido que dominou a cultura política e escravocrata, denominada na época como o tempo saquarema ( 1830 – 1860 ).&lt;br /&gt;Por outro lado, a nata da &lt;em&gt;intelligentsia&lt;/em&gt; pró – abolição, defendia o fim da escravidão, como as obras da historiografia do século XIX “&lt;em&gt;A emancipação dos escravos&lt;/em&gt;” ( 1884 ) de Rui Barbosa e o &lt;em&gt;“Abolicionismo&lt;/em&gt;” ( 1883 ) de Joaquim Nabuco. Estados Unidos, Cuba e o Brasil foram os maiores comerciantes de escravos, mantendo o trabalho nestas respectivas terras para manter aquecida uma economia de algodão no Sul dos Estados Unidos, anil e cana – de – açúcar em Cuba e o café no Brasil. Mesmo assim, debates estavam cada vez mais acalorados no ceio político na capital do Império Brasileiro, e temores com os levantes de escravos, como a Revolta dos Malês ( 1835 ) em Salvador, a Revolta de Manuel Congo ( 1837 ), na freguesia de Pati do Alferes, comarca de Vassouras e a sublevação de escravos na freguesia de Carrancas, comarca do Rio das Mortes, Rio de Janeiro, em que escravos dizimaram a família Junqueira.&lt;br /&gt;Neste momento, os escravos giravam em torno de 60% à 70% nas comarcas e províncias, exigindo cada vez mais o processo imediato da abolição de escravos. A resistência era sentida entre regressistas escravistas, com amplo domínio nas câmaras municipais no Poder Executivo e no momento de crise do Brasil pós – D. Pedro I, no que se refere o Período Regencial ( 1831 – 1840 ) e prontamente combatido pelo padre Feijó. A expansão agrícola fica visível no Centro – Sul do país, no eixo Rio de Janeiro – Vale do Paraíba – Minas Gerais com a ocupação de saquaremas ( conservadores ) nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, alinhados com o Poder Moderador, criado na Constituição de 1824 e tendo como &lt;em&gt;leitmotiv&lt;/em&gt; a escravidão legal e ilegal em vilas de Piraí, Valença, Barra Mansa do Barão de Airuoca e Bananal como novas fronteiras do café.&lt;br /&gt;O Império entre 1836 – 1839 teve uma enorme intensidade do tráfico negreiro, com uma porcentagem de 540%, transplantando assim, cerca de 270 mil africanos. Segundo o historiador José Murilo de Carvalho, este corporativismo favoreceu os regressistas no tempo saquarema e a hegemonia, expressão bem empregada pelo filósofo Gramsci, ao dizer que a hegemonia é obtida mediante a "orientação impressa pelo grupo fundamental dominante a vida social" e o Estado como "aparelho de coerção". Os levantes de escravos incomodava os saquaremas, como no caso da insurreição quilombola de Vassouras ( RJ ), com um forte teor conspiratório contra o senhores do café e a febre amarela, assolando os cativos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A pressão externa para o fim do tráfico negreiro acirrava os ânimos entre liberais e conservadores. Neste zabumbar, os liberais temiam um confronto militar entre o Brasil e Inglaterra, devido as divergências econômicas e ideológicas sobre a escravidão e a forte pressão do fim do tráfico negreiro, após a criação da Lei Bill Aberdeen ( 1845 ). O visconde de Olinda temia um colapso da economia com o fim da escravidão, mas a ideia do fim do escravismo ganhou força após a abolição da escravatura nos Estados Unidos em 1863, substituindo paulatinamente no Brasil, os negros escravos por europeus e chineses livres, com a total erradicação do sistema escravocrata em 1888 com a Lei Áurea ( Foto ). Como bem definiu o escritor Rui Barbosa&lt;em&gt;:"Ninguém, neste país, divinizou jamais a escravidão&lt;/em&gt;", com uma ruptura de um arcaísmo e iniciando um novo Brasil, livre e prestes à implementar a cultura republicana e positivista. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-8852724988213523404?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/8852724988213523404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/12/saquaremas-e-escravos-no-imperio-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/8852724988213523404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/8852724988213523404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/12/saquaremas-e-escravos-no-imperio-do.html' title='SAQUAREMAS E ESCRAVOS NO IMPÉRIO DO CAFÉ.'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Pr_ntM6WWLw/Tt_5C07fUAI/AAAAAAAAAQ4/9U7Poa8ZMuM/s72-c/lei%2Baurea' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-1849804719995967157</id><published>2011-11-30T14:47:00.000-08:00</published><updated>2011-11-30T14:57:47.217-08:00</updated><title type='text'>A RETÓRICA E AS IDEIAS!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-beiWpd_hsdY/Tta0v8i2FZI/AAAAAAAAAQs/MYoxSf6pDEE/s1600/michel%2Bfoucault.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 296px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680926715773588882" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-beiWpd_hsdY/Tta0v8i2FZI/AAAAAAAAAQs/MYoxSf6pDEE/s320/michel%2Bfoucault.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O historiador e filósofo Michel Foucault deixou um grande legado professoral, surgindo a obra A ordem do discurso [&lt;strong&gt; FOUCAULT, Michel -A ordem do discurso – São&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Paulo, Edições Loyola. Págs 80, 1996&lt;/strong&gt; ] de grande relevância na minha formação de professor, cidadão crítico, animal político e escritor, dando ênfase na importância e parcimônia nos discursos que são trabalhados fora e dentro do mundo acadêmico. Esta obra é a aula inaugural no Collége de France, pronunciada pelo filósofo e historiador Michel Foucault ( 1926 – 1984 ). Segundo o pensador francês, o discurso pode apresentar reflexos, como inclusão de seres ou exclusão, como a interdição de falas ou algo que foi escrito, causando um mal – estar ou não, como microfísica do poder.&lt;br /&gt;A retórica tem essência na História. Nasceu com os primeiros filósofos gregos, buscando a fala e posteriormente com a escrita, a consolidação de uma ideia que ainda encontrava – se no campo da metafísica, porém o objetivo máximo, é transformar um pensamento em algo concreto, sólido, sereno e estável para entrincheirar valores deturpados e tão presentes no nosso cotidiano. Segundo o escritor argentino Carlos Miguel, ninguém tem certeza se existiu ou não o poeta grego Homero ( o nome Homero, significa “mendigo cego”), ou seja, o modelador do espírito grego, no entanto, deixou um legado com as suas obras: “&lt;em&gt;Ilíada&lt;/em&gt;” e &lt;em&gt;Odisséia&lt;/em&gt;” devido a recitação dos poemas helênicos, feita pelo próprio Homero e pelos seus admiradores, valorizando a cultura grega e uma retórica sobre a valorização da razão como um todo.&lt;br /&gt;Na Idade Média, a retórica era monopolizada pela cristandade, principalmente nos principais centros acadêmicos como de Paris, Salamanca, Oxford, Pisa e Gregoriana de Roma, com uma retórica teocrática e indivisível. A sociedade civil européia, excluída e amedrontada com fatos mitológicos sombrios, ignorância no campo do saber e impedidos de construir um espírito crítico, sentia os efeitos das mazelas sociais. O resgate da crítica construtiva ganha consistência no Renascimento Italiano, tanto nas artes, como nas obras de Maquiavel, passando por Erasmo de Rotterdam, Miguel de Cervantes, entre outros.&lt;br /&gt;Desde o século XIX, segundo o sociólogo polonês Zigmunt Bauman, a loucura tem uma ligação forte com o discurso e padrão de comportamento dos marginalizados e esquecidos, colocados em hospícios, verdadeiros depósitos de gente, no qual políticos e as elites realizavam verdadeiras limpezas sociais. Talvez ninguém na história, tenha apresentado discursos tão inflamados como Hitler durante o nazi – fascismo, tentando levantar a auto – estima da sociedade germânica, com uma retórica hierárquica e hegeliana, enfim, consolidando a sua luta com idéias absolutas e limpeza étnica. “O poder, de que queremos nos apoderar”, não morreu com os regimes totalitários, eles estão impregnados em todos os segmentos da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-1849804719995967157?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/1849804719995967157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/11/retorica-e-as-ideias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1849804719995967157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1849804719995967157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/11/retorica-e-as-ideias.html' title='A RETÓRICA E AS IDEIAS!'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-beiWpd_hsdY/Tta0v8i2FZI/AAAAAAAAAQs/MYoxSf6pDEE/s72-c/michel%2Bfoucault.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-332951211343905058</id><published>2011-11-16T13:42:00.000-08:00</published><updated>2011-11-16T14:06:45.405-08:00</updated><title type='text'>O RISO E A ROSA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xvh4SRSK-WE/TsQyrxigiAI/AAAAAAAAAQg/GGKv_GhIxqI/s1600/O-Nome-da-Rosa-livro.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 214px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5675717158007506946" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-xvh4SRSK-WE/TsQyrxigiAI/AAAAAAAAAQg/GGKv_GhIxqI/s320/O-Nome-da-Rosa-livro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como professor de História e historiógrafo, eu pude analisar o filme e ler a obra O Nome da Rosa do escritor italiano Umberto Eco [ &lt;strong&gt;ECO, Umberto - O Nome da Rosa. Ed. Difel. Lisboa, págs 500, 2004&lt;/strong&gt; ] descrevendo a postura detetivesca e cultural de uma das maiores mentes da intelectualidade italiana. Nestas duas oportunidades eu procurei analisar a seguinte pergunta: Jesus riu? O historiador medievalista Jacques Lê Goff foi em busca das respostas com o trabalho intelectual dos teólogos medievais.&lt;br /&gt;No Antigo Testamento, encontramos palavras que apresentam uma forte ligação com a palavra riso. Temos logo de cara duas palavras: &lt;em&gt;sâhaq&lt;/em&gt;, que qualifica “alegre ou positivo” e &lt;em&gt;lâac&lt;/em&gt;, que apresenta um riso irônico, zombeteiro ou maldoso. Na cultura grega existem termos diferenciados, porém uma mesma raiz do conceito: &lt;em&gt;gelán&lt;/em&gt;, “rir”, e &lt;em&gt;Katagelán,&lt;/em&gt; “zombar de”. Na Idade Média o risus ganha um conceito de pecado, voltado para o prazer ainda na Alta Idade Média . Os teólogos deixaram um legado artístico e cultural, com marcas de um Cristo, com um semblante sério ou de sofrimento na cruz com as artes sacras bizantinas e ortodoxas.&lt;br /&gt;O filósofo grego Aristóteles dizia nas suas interpretações, que o riso é próprio do homem, e este questionamento ganhava novas interpretações com autores cristãos, que estudavam o homo risibilis, não no sentido de ridicularizar o homem com uma postura irônica, e sim como um ser que apresenta espontaneamente o riso naturalmente. Os teólogos relatam nas suas análises, que na Idade Média, ninguém ri sozinho. Para Lê Goff: “De que, de quem se ri, com quem se ri?” Como um bom herdeiro dos Annales na França, o historiador foi nas estruturas sociais e nas mentalidades da cultura do riso, de uma forma coletiva e a risada mostra a sociabilidade no mundo medieval.&lt;br /&gt;Na Idade Média Central, o homem cristão apresentava uma leve liberdade com o riso, tendo como o espaço significativo para este exercício, a literatura cômica, tendo estudiosos das línguas latina e dialetos regionais no meio acadêmico. Na chamada Baixa Idade Média o aristotélico Rabelais fez a seguinte declaração: “rir é próprio do homem” . Nem o Rei da França São Luís aguentou o riso na sexta – feira, dia da morte de Cristo. No filme e na obra literária de Umberto Eco, temos um personagem fictício ultra – conservador e monge Jorge de Burgos, como um inimigo cruel do riso numa Igreja recalque, porém o riso não é obra do diabo e sim do homem. Eco refletiu como poucos nesta belíssima obra a dialética e a retórica entre os próprios cristãos a verdadeira concepção filosófica do homem medieval e sua estética em um mundo não tão distante da nossa realidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-332951211343905058?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/332951211343905058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/11/o-riso-e-rosa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/332951211343905058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/332951211343905058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/11/o-riso-e-rosa.html' title='O RISO E A ROSA'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-xvh4SRSK-WE/TsQyrxigiAI/AAAAAAAAAQg/GGKv_GhIxqI/s72-c/O-Nome-da-Rosa-livro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-4622242959901347584</id><published>2011-11-08T13:58:00.000-08:00</published><updated>2011-11-08T16:19:40.861-08:00</updated><title type='text'>PROSAS DE UM POETA VANGUARDISTA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-KgHrWB6f1ck/TrmoBwGKWsI/AAAAAAAAAQU/Y5EnLf-zafA/s1600/RainerMariaRilke.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 225px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5672749953693932226" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-KgHrWB6f1ck/TrmoBwGKWsI/AAAAAAAAAQU/Y5EnLf-zafA/s320/RainerMariaRilke.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A leveza espiritual era uma das marcas registradas do escritor e poeta tcheco Rainer Maria Rilke ( 1875 – 1926 ). Este artista de sensibilidade humana era um neoromântico vanguardista e um pensador lírico, estudado por mentes brilhantes como Pedro Süsseking e Manuel Bandeira, enaltecendo as prosas do poeta, que tinha um amplo domínio da língua alemã. Sua escrita refinada alimentava as almas mais agudas e sensitivas, buscando a transparência da sua alma e conceitos humanos que ficam perdidos dentro dos espíritos que estão entregues as angústias e dilemas do nosso cotidiano. Entre 1902 e 1908, o poeta escreveu com uma sutileza &lt;em&gt;sui generis &lt;/em&gt;e finura como poucos, rabiscando linhas de uma forma subjetiva, dando ênfase nos rumos de uma forma poética:&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;O mundo estava no rosto da amada – e logo converteu – se em nada, em mundo fora de alcance, mundo – além.&lt;br /&gt;Porque não o bebi quando o encontrei no rosto amado, um mundo à mão, ali, aroma em minha boca, eu só seu rei?&lt;br /&gt;Ah, eu bebi. Com que sede eu bebi. Mas eu também estava pleno de mundo, e bebendo, eu mesmo transbordei&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;Rilke escreveu cartas para o amigo, intelectual e jovem Franz Xavier Kappus, com doses homeopáticas de ânimo e sabedoria, nos momentos de inquietações e sofrimento da sociedade buscando o bem com ele mesmo e ajudando o próximo, sem interesses mundanos, alimentando -se com uma auto – reflexão em um mundo tão cruel. O medo, o novo, são elementos que representam a doce loucura kafkiana, ou seja, uma verdadeira metamorfose para o amadurecimento do ser pleno de uma forma poética e inteligente. Em um mundo de incertezas, Rilke queria ser o arquipélago emocional, explorando as letras, palavras firmes para almas enfraquecidas em uma Europa dividida em modernização metalúrgica e um feudalismo peculiar numa Rússia, prestes a realizar uma Revolução, em um turbilhão de ideologias colocadas como verdadeiras bandeiras e com pitadas de extremismo. Esta breve citação, não passa de um grão de areia em uma vastidão de pensamentos líricos de um legitimo representante do pensamento moderno, em um mundo em transformação, deixando um legado pertinente e sábio. Rilke foi e ainda é moderno em todos os sentidos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-4622242959901347584?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/4622242959901347584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/11/provas-de-um-poeta-vanguardista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/4622242959901347584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/4622242959901347584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/11/provas-de-um-poeta-vanguardista.html' title='PROSAS DE UM POETA VANGUARDISTA'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-KgHrWB6f1ck/TrmoBwGKWsI/AAAAAAAAAQU/Y5EnLf-zafA/s72-c/RainerMariaRilke.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-9165659748505481313</id><published>2011-11-03T17:04:00.000-07:00</published><updated>2011-11-03T17:27:38.299-07:00</updated><title type='text'>O CAFÉ E O DEVIR</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-_CKHX3rMQ_4/TrMuWKtZEVI/AAAAAAAAAQI/fXypbvFOOdU/s1600/xicara.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 313px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670927314156327250" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-_CKHX3rMQ_4/TrMuWKtZEVI/AAAAAAAAAQI/fXypbvFOOdU/s320/xicara.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O comediante Chico Anysio fez em uma determinada ocasião, a seguinte definição sobre as três refeições do nosso dia a dia: &lt;em&gt;“O brasileiro tem café, almoço e jantar”&lt;/em&gt;. Claro, em um país tão desigual, nem todos conseguem alimentar – se no desjejum, mas uma xícara de café é indispensável na vida de muitos, obviamente, por aqueles que são apaixonados ou dependentes mesmo da bebida que foi execrada pela igreja Católica, por ter pertencido aos árabes muçulmanos e foi quase excomungada no século XVI, mas o bom senso prevaleceu, foi batizada como bebida cristã e popularizada entre burgueses intelectualizados na Europa.&lt;br /&gt;Tradicionalmente, só ou com amigos, tomo o meu café. Claro, um bom espresso pós – almoço, forte e adocicado, aguça o meu cérebro em tardes que são verdadeiros convites a uma cama e silêncio. O dever do trabalho é rapidamente substituído pelo devir extremamente perene entre um gole e outro de um café bem preparado, acompanhado de um amanteigado e água com gás. Observações com o meu mundo e os mundos que me cerca, não deixa nenhuma dúvida que a maiêutica socrática não pertence aos filósofos e educadores, mas sim, está intrínseco na vida das pessoas, carregados de observações e tendo como combustível para as ideias, o espresso que é servido em muitos cafés, olhando o ontem e o hoje.&lt;br /&gt;Um bom livro torna – se um bom companheiro com o café, favorecendo o encurtamento do tempo, relendo a belíssima obra “&lt;em&gt;História do Cerco de Lisboa&lt;/em&gt;” do glorioso escritor lusitano José Saramago, ocupando o meu tempo com um romance histórico inteligente e fluindo na minha mente a próxima aula. Ao término de mais um capítulo do &lt;em&gt;best – seller&lt;/em&gt;, me dirijo à garçonete: “Mais um espresso, por favor!” e com uma gentileza bastante peculiar, ela me reponde: “Pois não, senhor”, seguindo com a minha leitura, observações ao meu redor, aguardando o tempo, sem pressa, porque já tive pressa.&lt;br /&gt;Aproxima – se da hora do repouso de um trabalhador, aguardando a conta da simpática senhorita que me atendeu, pensando que no dia seguinte, no momento oportuno, continuarei com o meu ritual de ocupar o meu tempo, entre a manhã e o vespertino, com um bom café, se bobear, acompanhado de amigos que possam somar, multiplicar e dividir as suas leituras herméticas sobre o mundo. Nada melhor que o café e o devir nietzscheano para adoçar a vida!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-9165659748505481313?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/9165659748505481313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/11/o-cafe-e-o-devir.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/9165659748505481313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/9165659748505481313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/11/o-cafe-e-o-devir.html' title='O CAFÉ E O DEVIR'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-_CKHX3rMQ_4/TrMuWKtZEVI/AAAAAAAAAQI/fXypbvFOOdU/s72-c/xicara.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-3530418136221081036</id><published>2011-10-25T05:51:00.000-07:00</published><updated>2011-10-26T05:17:00.063-07:00</updated><title type='text'>AS VEIAS ABERTAS DO CONTINENTE AFRICANO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-IGctHvG8D4o/Tqay18h_tVI/AAAAAAAAAP8/PcwHqtifVYo/s1600/africanas.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 216px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5667413820943873362" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-IGctHvG8D4o/Tqay18h_tVI/AAAAAAAAAP8/PcwHqtifVYo/s320/africanas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos tempos da faculdade, eu tive a oportunidade de ler a obra do escritor uruguaio Eduardo Galeano, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“&lt;/strong&gt;As veias abertas da&lt;/em&gt; &lt;em&gt;América Latina&lt;/em&gt;”. Este belo exemplar, escrito no início da década de 70, confirmou a tese da Doutrina Monroe, esmiuçando o retalhamento dos norte – americanos na América Latina. Não muito distante dessa linha, encontra – se o continente africano, objeto de cobiça desde o século XV e desfigurado pelos europeus ao longo dos séculos. Essa ideia ainda é mantida nos tempos atuais e bem citada pelo escritor moçambicano Mia Couto [ &lt;strong&gt;COUTO, Mia: E se Obama fosse africano? Companhia das Letras, São Paulo, págs 202, 2009&lt;/strong&gt; ]. Esta obra é um conjunto de ensaios, com observações profundas sobre a formação plural da cultura africana, isentando a dívida histórica dos colonizadores, fazendo uma &lt;em&gt;mea culpa&lt;/em&gt; que envolve Estados Totalitários, conflitos étnicos tribais e religiosos.&lt;br /&gt;Um dos países que pode ser definido como um microcosmo da realidade nua e crua da África pós – colonização é o Zimbábue, citado na obra, devido a perseguição de negros contra a minoria branca e a extrema pobreza, que representa a África como um todo. A África Central com o conflito entre as etnias Tutsi e Hutus, a resistência de rebeldes armados, muitos jovens e crianças no Chifre da África, especificamente, na Eritréia , Serra Leoa com uma intensa e marcante guerra civil e a tentativa dos angolanos de reconstruírem o país pós – guerra civil.&lt;br /&gt;O escritor vai no campo das hipóteses com a finalidade de eliminar estereótipos e um estruturalismo político – ideológico com totalitarismo, com a seguinte pergunta: E se Obama fosse africano? Segundo Mia Couto, o presidente Barack Obama, descendente de africanos, não seria eleito na África por não ser definido na própria África como negro, e sim mulato. Além, é claro, de não existir uma unidade étnica, o que impediria de ser eleito em um continente que representa um verdadeiro mosaico étnico e cultural. O escritor africano cita suas referências literárias, principalmente autores brasileiros. Dentre eles, escritores que reforçaram o conceito de literatura regional, Jorge Amado e Guimarães Rosa reforçando o Modernismo com obras intensas. O escritor mostra as veias de um continente, mas reforça as utopias que não saíram do campo metafísico, mas sem perder a esperança de reconstruir o continente africano e manter viva a História da África. Um livro que mostra uma ideia bem mais ampla sobre a formação humana e com uma antropologia cultural única de um povo que deixou legados para todos os povos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-3530418136221081036?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/3530418136221081036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/10/as-veias-abertas-do-continente-africano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/3530418136221081036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/3530418136221081036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/10/as-veias-abertas-do-continente-africano.html' title='AS VEIAS ABERTAS DO CONTINENTE AFRICANO'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-IGctHvG8D4o/Tqay18h_tVI/AAAAAAAAAP8/PcwHqtifVYo/s72-c/africanas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-6334334258477110888</id><published>2011-10-18T05:45:00.000-07:00</published><updated>2011-10-18T08:42:41.091-07:00</updated><title type='text'>CRÔNICA DE UMA MORTE AINDA NÃO ANUNCIADA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-f-Bu0naj0kc/Tp14-3OOHtI/AAAAAAAAAPw/ytyfzKGoAPo/s1600/mapa%2B-%2Bmundi.png"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 199px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5664816927672770258" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-f-Bu0naj0kc/Tp14-3OOHtI/AAAAAAAAAPw/ytyfzKGoAPo/s320/mapa%2B-%2Bmundi.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há exatos dez anos, eu li a obra do sociólogo alemão Robert Kurz “&lt;em&gt;O colapso da modernização&lt;/em&gt;”, citando a derrocada da União Soviética e a prostração dos russos comunistas pós – Gorbatchev. Os louros da vitória norte – americana reforçaram a auto – sapiência e a soberba dos anglo – saxões, tendo como referencial o presidente Ronald Reagan, com a vitória ideológica do capital frente ao comunismo. Os aforismos foram substituídos por um único sistema, uma única ideia, nascimento é claro, do neoliberalismo econômico, privatizando o capital em um mundo pós – moderno. Este mesmo mundo encontra – se numa berlinda social, exigindo de nós uma nova percepção geográfica sobre “quem é de quem” numa concepção neocolonial, criada é claro, pelos norte – americanos e europeus. Certamente, os geógrafos Hatzel e Paul Vidal de la Blache teriam que refazer novos conceitos cartográficos sobre o mundo, deixando murchas a soberba e o darwinismo para trás perante a ascensão dos emergentes.&lt;br /&gt;O sociólogo e escritor Zigmunt Bauman definiu o capitalismo como um parasita, alimenta – se do próprio sistema. Sim, faço a mesma leitura do Bauman, acrescentando que este sistema vive através de metamorfoses, regenera – se, mesmo que ela venha buscar o marxismo, tema, agora, divinizado nos centros acadêmicos e tomando medidas keynesianistas defendidas pelos desesperados economistas para pulverizar a marcha dos “indignados” em Roma, Madri, Londres, Nova York, numa dialética entre capitalistas. Não vejo na atual conjuntura uma luta de classes, e sim, a luta da classe A contra tributos devido a crise mundial do capitalismo. Muitos vivem de aparência, tentando materializar a sua própria existência, fruto do parasitismo cânone do sistema e a inércia de uma elite imoral e amoral.&lt;br /&gt;Este hiato social só favorece e reforça o conceito existencialista dos &lt;em&gt;insiders&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;outsiders&lt;/em&gt; numa esfera global, tema pertinente pelos filósofos Heidegger e Habermas em um passado não muito remoto e contemporâneos da Crise de 29, buscando o papel do homem no século XX. Mas não desejo me aprofundar em epistemologia e sim em temas empíricos que corriqueiramente estão sendo relatados nos principais veículos de comunicação, conversas amigáveis em cafés e com uma utopia que toma conta de mim. O fim dos duelos do mercado financeiro, bom senso dos "donos do poder" e humanização do próprio homem. Só assim poderemos ver prosperidade e comunhão entre os povos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-6334334258477110888?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/6334334258477110888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/10/cronica-de-uma-morte-ainda-nao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6334334258477110888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6334334258477110888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/10/cronica-de-uma-morte-ainda-nao.html' title='CRÔNICA DE UMA MORTE AINDA NÃO ANUNCIADA'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-f-Bu0naj0kc/Tp14-3OOHtI/AAAAAAAAAPw/ytyfzKGoAPo/s72-c/mapa%2B-%2Bmundi.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-7301371565112113065</id><published>2011-10-04T07:31:00.000-07:00</published><updated>2011-10-04T15:10:58.919-07:00</updated><title type='text'>A PUNIÇÃO COLETIVA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vYGCxVhrgyU/TosaCK_lqHI/AAAAAAAAAPo/rJE0Jm6X61k/s1600/palestina_mapa.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 262px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659645981334284402" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-vYGCxVhrgyU/TosaCK_lqHI/AAAAAAAAAPo/rJE0Jm6X61k/s320/palestina_mapa.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O último encontro entre líderes mundiais foi marcado pela reivindicação da autoridade palestina, Mahmoud Abbas, no reconhecimento do Estado da Palestina, com um pedido formal na ONU e prontamente aceita pela maioria das nações, sobretudo, dos Estados Árabes, que passam por uma transição cultural e política, conhecida no momento atual como “Primavera Árabe”, florescendo o espírito democrático que estava em cada um dos jovens no mundo árabe. Obviamente, a idéia é comungada pelos palestinos desde a criação do Estado Israelense, em 1948, com assentamentos, já existentes para os palestinos, desde os primeiros movimentos sionistas que deram início no século XIX. O problema vai além dos conflitos étnicos e passa por questões básicas, mas sem perder a sua complexidade, como a geografia que separa a Cisjordânia da Faixa de Gaza e entre os dois o território israelense.&lt;br /&gt;As dificuldades são inúmeras, como a falta de alimentos, água potável, explorando principalmente o lençol freático da Palestina atendendo assentamentos judeus, tanto em Israel quanto na Palestina. Recentemente, um navio turco foi impedido de levar mantimentos para os palestinos, após o confisco de israelenses, abrindo uma profunda crise diplomática entre Turquia e Israel. Na atual conjuntura geopolítica, a Turquia tem sido um importante ator nas relações entre o Ocidente e Oriente. Algo que não era visto desde a formação do Império Otomano. A situação é degradante nos territórios palestinos, e ainda por cima, o Congresso Americano decidiu retirar os U$200 milhões, após o pedido formal de Abbas de reconhecer a Palestina como Estado em Nova York. É uma punição coletiva, agravando o setor social e econômico em toda a Palestina. O muro que separa os territórios palestinos de Israel pode ser encarado como um apartheid étnico, com a justificativa de conter terroristas palestinos e libaneses que visitam a Jerusalém Oriental, sagrada e revindicada pelos palestinos como capital do seu Estado. Os acordos anteriores não surtiram o efeito esperado, fracasso dos mediadores norte - americanos e europeus e colocando a ONU novamente como o principal protagonista nas mediações no Oriente Médio. Esperar por um bom senso de todos para que todos possam amenizar a angústia dos palestinos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-7301371565112113065?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/7301371565112113065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/10/punicao-coletiva.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/7301371565112113065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/7301371565112113065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/10/punicao-coletiva.html' title='A PUNIÇÃO COLETIVA'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-vYGCxVhrgyU/TosaCK_lqHI/AAAAAAAAAPo/rJE0Jm6X61k/s72-c/palestina_mapa.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-7477209424250104163</id><published>2011-09-27T18:32:00.000-07:00</published><updated>2011-09-27T18:57:48.381-07:00</updated><title type='text'>O SÉCULO CRISTÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-NTe2ZiLFWo4/ToJ6WH9jRUI/AAAAAAAAAPg/H_grOEXynmw/s1600/ConstantinoXI.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 243px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657218602443687234" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-NTe2ZiLFWo4/ToJ6WH9jRUI/AAAAAAAAAPg/H_grOEXynmw/s320/ConstantinoXI.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No século IV, o Império Romano estava subdividido em quatro coimperadores, que dominavam o espaço geográfico imperial de uma forma fraterna entre imperadores que dividiam o Oriente Romano ( Grécia, Turquia, Síria e Egito ) e o vasto Império do Ocidente, que ia do Danúbio até o Magreb dominado pelo Imperador Licínio e as antigas Gália Cisalpina, Hispânia e Britânia pelo conquistador Constantino, porém um certo ladrão chamado Maxêncio, usurpou a Península Italiana e Roma.&lt;br /&gt;Mas após um sonho de caráter divino, Constantino converteu – se ao cristianismo, em que um anjo daria a notícia da vitória em nome de Deus e Cristo, surgindo o crisma da vitória sobre Maxêncio. Licínio era pagão e o paganismo conviveu harmoniosamente com a cristandade entre 313 e 324 d.C. Na ótica cristã, o paganismo era uma superstição desprezível, uma filosofia da verdade, suprema sobre o neoplatonismo, agnosticismo e paganismo. A dialética entre o cristianismo e o paganismo estava num crescimento razoável no século IV, mas havia semelhança entre a nova religião e as culturas mitológicas, no quesito protecionismo.&lt;br /&gt;Segundo o autor do livro Paul Veyne [ &lt;strong&gt;VEYNE, Paul – Quando nosso mundo se tornou cristão: [ 312-394 ] – Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, páginas 385, 2010&lt;/strong&gt; ], um renomado historiador, a idéia de aviso metafísico não tem origem propriamente cristã, e é anterior ao nascimento de Cristo. Comprovada pelo militar romano Marco Aurélio, temendo a sede de seus legionários, mas o deus Júpiter Pluvius mandou chuva como resposta divina. Constantino não só converteu – se em cristão em 312, mas também consolidou um Império Cristão com moralidade, mistério e simplicidade.&lt;br /&gt;Uma fascínio entre a simplicidade e complexidade ainda não compreendida por muitos no século IV. Como um libertador espiritual, Constantino consolidou a cristandade com conquistas, como na carta de Constantino a Ário, no ano 324: &lt;em&gt;“Está em meus desígnios restaurar e harmonizar o corpo do nosso mundo [ romano ], que estava gravemente ferido&lt;strong&gt;;&lt;/strong&gt; meu objetivo é corrigir isso&lt;/em&gt; &lt;em&gt;pela força das armas”.&lt;/em&gt; Com propriedade, Constantino libertou Roma em 315 do ditador pagão Maxêncio, “inspirado pela divindade”, &lt;em&gt;instinctu divinitatis&lt;/em&gt;, com a testemunha ocular do escritor cristão Lactâncio.&lt;br /&gt;Na gestão imperial de Constâncio II, a prática de sacrifícios que até então era tolerado, foi perdida por imperadores pós – Constantino. O judaísmo caiu na desgraça, com um antissemitismo de pagãos e cristãos, tendo Constantino como um representante legítimo do Salvador na Roma libertina, bem esclarecido pelo historiador romano e pagão Amiano Marcelino, ao defini-lo como “renovador e agitador das coisas”, como um profeta do Império Cristão, escrevendo de uma forma hegeliana, enfim plena, aos bispos que estavam reunidos no Concílio de Tiro: “&lt;em&gt;Não podereis negar que sou autenticamente servidor de Deus, porque minha piedade faz com que tudo viva em paz; os próprios bárbaros, que até o presente ignoravam a Verdade, agora conhecem Deus graças a mim, seu servidor, louvam seu nome como convém e o temem, porque os fatos os levaram a constatar que Deus era por toda parte meu escudo e minha providência; eles nos temem porque temem a Deus&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Mesmo tendo alternância entre imperadores pagãos e cristãos, o cristianismo ganha solidez em um século de Constantino, formando uma mentalidade nova e herdada desde Constâncio II até o Imperador Teodoro, no século VI, com novos desafios, com cismas e o choque ideológico com o islã pós – Maomé. Com isso, o cristianismo torna – se a nova plenitude do homem, estilhaçando a cultura politeísta pagã, tão presente na prostituta Roma e que resistiu até a sua queda em 476d. C. Um livro excelente, intenso, escrito com clareza de ideias pelo historiador medievalista Paul Veyne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-7477209424250104163?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/7477209424250104163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/09/o-seculo-cristao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/7477209424250104163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/7477209424250104163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/09/o-seculo-cristao.html' title='O SÉCULO CRISTÃO'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-NTe2ZiLFWo4/ToJ6WH9jRUI/AAAAAAAAAPg/H_grOEXynmw/s72-c/ConstantinoXI.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-4859611408534375134</id><published>2011-09-22T07:24:00.000-07:00</published><updated>2011-09-22T16:39:56.279-07:00</updated><title type='text'>1808: UM ANO HISTÓRICO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-t067wYseQtg/TntJw0ZBEYI/AAAAAAAAAPY/uHreGBoTyZc/s1600/djoaoviaa.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 318px; FLOAT: left; HEIGHT: 316px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655194860139909506" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-t067wYseQtg/TntJw0ZBEYI/AAAAAAAAAPY/uHreGBoTyZc/s320/djoaoviaa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O início do século XIX pode ser considerado um momento – chave na decadência do Antigo Regime e um novo momento dos movimentos político e econômico, dentre eles, destaco a ascensão do Império Britânico, fruto da Revolução Industrial e do “novo” Carlos Magno do período dos oitocentos, Napoleão Bonaparte e objeto de estudo do historiador e precursor da obra Laurentino Gomes [ &lt;strong&gt;GOMES, Laurentino. 1808: Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil. São Paulo, Ed. Planeta do Brasil, 2007, págs 414&lt;/strong&gt; ]. Portugal era o Estado Absolutista mais pobre, com uma monarca enlouquecida. D Maria I não tinha mais condições ou faculdades mentais para governar um Estado à deriva e D. João VI não tinha competência para governar e conter o avanço napoleônico em terras ibéricas, optando estrategicamente, seguir para a sua possessão colonial.&lt;br /&gt;Napoleão percebeu ao longo do tempo, que o Estado Português estava alinhado com a Coroa Britânica, exigindo das tropas francesas uma invasão peninsular, com o apoio da Espanha, porém o triunfo foi substituído pela precariedade, ausência de organização e soldados maltrapilhos ao adentrarem no território lusitano. Portugal era o Estado mais atrasado, com uma mentalidade conservadora, com ojeriza às ciências iluministas que tomavam conta da França pré – napoleônica e voltada para os filósofos Diderot e Voltaire. Após a descoberta dos franceses das relações joaninas com a Inglaterra, Napoleão decidiu invadir Portugal, colocando a família real na berlinda e obrigando – os à fugir para o Brasil.&lt;br /&gt;Foi uma viagem extremamente perigosa e sem qualquer higiene nas naus, em que muitos dividiam o espaço das embarcações com ratos, baratas, pestes que se formavam, frio úmido nas águas do Hemisfério Norte e calor equatorial nas águas no Hemisfério Sul, formando condições desumanas nos cem dias de viagem entre Lisboa e o Brasil. O historiador Laurentino Gomes prioriza um dos capítulos ao arquivista Luiz Joaquim dos Santos Marrocos, que ficou por conta do imenso acervo da Real Biblioteca e trazido para o Brasil, construindo bibliotecas em Salvador e Rio de Janeiro. Nesta viagem, vieram cerca de 15.000 pessoas. Após a chegada da família real, o Brasil foi aos poucos se integrando, em torno de uma Monarquia e com o processo de descolonização do Brasil, primeiramente com a Abertura dos Portos às Nações Amigas e com a elevação do Brasil a Reino Unido Portugal e Algarves e uma nova e definitiva estrutura para a modernização administrativa do Brasil e com um valor histórico excepcional.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-4859611408534375134?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/4859611408534375134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/09/1808-um-ano-historico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/4859611408534375134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/4859611408534375134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/09/1808-um-ano-historico.html' title='1808: UM ANO HISTÓRICO'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-t067wYseQtg/TntJw0ZBEYI/AAAAAAAAAPY/uHreGBoTyZc/s72-c/djoaoviaa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-6473468720077423399</id><published>2011-09-05T18:33:00.000-07:00</published><updated>2011-09-06T06:30:52.702-07:00</updated><title type='text'>MARCAS HISTÓRICAS: OS 10 ANOS DO 11 DE SETEMBRO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-yJaKmDnlsb0/TmV8TmhEgfI/AAAAAAAAAPQ/mosTscy5OV0/s1600/11-de-setembro.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 271px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649057983804768754" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-yJaKmDnlsb0/TmV8TmhEgfI/AAAAAAAAAPQ/mosTscy5OV0/s320/11-de-setembro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há exatos 10 anos, o mundo viu pela TV os ataques terroristas nas torres gêmeas, em que a Al – Qaeda do falecido Osama Bin Laden, furtou dos norte – americanos e seus aliados, a tão sonhada paz pós – Guerra Fria. Naquele momento, o governo de George W. Bush saiu da esfera “Alice no país das maravilhas” e entrou no alerta vermelho, um Estado totalmente despreparado para um atentado daquele porte, fruto do descaso da CIA, FBI, algo que não poderia acontecer, devido o atentado de 1993 na torre sul, de um Pentágono totalmente voltado para os assuntos de segurança externa, como conflitos étnicos na África subsaariana, Irã, Palestina, Rússia, países comunistas e Iraque.&lt;br /&gt;O atentado ao World Trade Center mostrou que as fronteiras norte – americanas estavam vulneráveis nas costas do Pacífico e Atlântico e com uma fiscalização rígida entre o México e os EUA, porém a fronteira entre o Canadá e os EUA ainda mantém até hoje uma fragilidade. Bem diferente do pente – fino que domina os aeroportos, não só dos EUA, mas em todo mundo. Após os atentados no Pentágono e no WTC, o nível de xenofobia dos ocidentais “civilizados” perante os muçulmanos de origem árabe à americana, pode ser vista com o pouco trato e etnocêntrico em Londres, Paris ou Nova York, deturpando o verdadeiro objetivo e a finalidade do Islã, sobretudo, por acreditarem que todo muçulmano tem perfil ou simpatia pelo terrorismo. O atentado de 11 de setembro de 2001, foi um divisor de águas, porque simplesmente, os EUA também caiu como potência econômica e imperialista, gastando trilhões de dólares no Afeganistão para tomar Cabul do Talibã, numa farsa das armas de destruição em massa no Iraque. Armas que os EUA vendeu para Saddam Hussein e alimentando a Guerra Irã – Iraque ( 1980-1988 ) para que os &lt;em&gt;sunitas&lt;/em&gt; iraquianos combatessem os &lt;em&gt;xiitas&lt;/em&gt; iranianos, liderados por Khomeini, o líder da Revolução Iraniana, em 1979. O feitiço virou contra o feiticeiro, um Estado que faz contas para reverter um &lt;em&gt;déficit&lt;/em&gt; de 15 trilhões de dólares, assistindo a China crescer 9% no último trimestre e um novo realinhamento nas relaçoes internacionais. De um Estado muitas vezes unilateral, da Doutrina Monroe à Doutrina Bush, vejo um Estado encolhido na geopolitica internacional e que busca uma postura mais flexível, multilateral. Para os &lt;em&gt;Tea Party&lt;/em&gt; é socialismo e para os Democratas é uma herança maldita do texano Bush. A morte de Bin Laden não representa um fim, mas mais uma etapa de uma Guerra que dura há 10 anos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-6473468720077423399?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/6473468720077423399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/09/marcas-historicas-os-10-anos-do-11-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6473468720077423399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6473468720077423399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/09/marcas-historicas-os-10-anos-do-11-de.html' title='MARCAS HISTÓRICAS: OS 10 ANOS DO 11 DE SETEMBRO'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-yJaKmDnlsb0/TmV8TmhEgfI/AAAAAAAAAPQ/mosTscy5OV0/s72-c/11-de-setembro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-5141522025661832453</id><published>2011-09-04T11:55:00.000-07:00</published><updated>2011-09-04T12:05:08.553-07:00</updated><title type='text'>OPUS DEI E O NASCIMENTO DO OCIDENTE:MENTALIDADE, CULTURA E CRISTANDADE NA IDADE MÉDIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MhwVy_A6FIc/TmPLjlWvWFI/AAAAAAAAAPI/EsUNTpPVH_w/s1600/foto%2Bmedieval.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 278px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648582169836083282" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-MhwVy_A6FIc/TmPLjlWvWFI/AAAAAAAAAPI/EsUNTpPVH_w/s320/foto%2Bmedieval.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O pecador ainda que seja Rei, é escravo, não de um único&lt;br /&gt;homem,mas de tantos senhores quantos sejam seus vícios”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Santo Agostinho&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o historiador Hilário Franco Júnior, a Idade Média pode ser dividida em três períodos: a Alta Idade Média que compreende a queda de Roma em 476 d.C até o ápice do feudalismo clássico que nasceu no antigo e renascentista Império Carolíngio, no século IX. A Idade Média Central com a consolidação do Sacro Império Romano – Germânico entre os séculos X e XIII, tendo o domínio intelectual, corporal e cultural do clero nos feudos e nas cidades.&lt;br /&gt;E temos a Baixa Idade Média entre os séculos XIV e XVI, com a decadência do sistema feudal, a polarização da Peste Negra que alterou significativamente a demografia da Europa em quase 50% [ 1 ]. Temos então, o nascimento do Ocidente pós – queda de Roma com o Concilio de Cartago no século IV, e formalizando a Igreja como única instituição religiosa na Europa.&lt;br /&gt;A Alta Idade Média, como toda a Idade Média, é rica em paradoxos entre a cultura heleno – latina pagã e a cultura judaica – cristã, surgindo uma mentalidade puritana e bem ortodoxa dentro da Igreja, vigiando e punindo, com raras exceções de liberdade. O historiador e herdeiro direto da Escola dos Annales Jacques Le Goff, compara com muita competência a cristandade com a mitologia grega e o seu politeísmo, ou seja, temos uma religiosa monoteísta com um Deus supremo, mas com figuras santas que prestam contas para um Deus maior, assim como deuses gregos prestavam contas para Zeus [ 2 ].&lt;br /&gt;A Europa passava por um turbilhão de emoções com a chegada de novos povos bárbaros, que buscavam terras férteis e temperança, fugindo de climas áridos e extremamente frios, atravessando os Monteis Urais, derrubando definitivamente as barreiras romanas que se encurtaram até o rio Danúbio desde a queda de Adriano, imperador romano da Dinastia dos Antoninos ( 96 – 192 d.C ). A Idade Média é bem definida em dois grupos bem distintos, os estabelecidos e os outsiders [ 3 ] , termos explorados no estudo sociológico de Norbert Elias, sobre uma comunidade inglesa, mas também podemos dizer que é uma herança medieval com os “puros”( insiders ) e “pecadores” ( outsiders ), numa dialética entre a vida material e espiritual, principalmente com um tema pertinente na época o corpo.&lt;br /&gt;O papa Gregório, O Grande definia o corpo de &lt;em&gt;“abominável vestimenta da alma&lt;/em&gt;”, como templo da luxúria e gula, entretanto, o corpo também é exaltado na cristandade com o corpo de Cristo e o seu sangue na Santa Ceia, regatando o valor da carne e do sangue: “&lt;em&gt;O Verbo se fez carne&lt;/em&gt;”( I, 14 – 18 ) verdadeira &lt;em&gt;opus dei&lt;/em&gt;, como podemos encontrar no Evangelho de João. Na história da sexualidade medieval, a mulher é o pecado: “&lt;em&gt;A mulher , pois, vendo que o fruto daquela árvore era bom para se comer, e era formoso, e agradável à vista, tomou dele, e comeu, e deu ao seu&lt;/em&gt; &lt;em&gt;marido, que comeu do mesmo fruto com ela&lt;/em&gt;” ( III, 21 ). A redenção vem com a Maria, mãe de Deus, símbolo da pureza e do espírito feminino. [ 4 ] Na Idade Média Central temos o ápice do sistema feudal, funcionando com os &lt;em&gt;oratores&lt;/em&gt; , aqueles que oram, &lt;em&gt;bellatores&lt;/em&gt; aqueles que protegem o feudo e os&lt;em&gt; laboratores&lt;/em&gt;, aqueles que trabalham no campo, os servos. A cultura mítica está presente neste período histórico com a Cocanha, um país imaginário, com fartura e abundância de alimentos e bebidas típicas da época, sem trabalho e ociosidade, algo considerado pecaminoso na Igreja [ 5 ]. Carlos Magno tenta restaurar a formação geográfica do antigo Império Romano, buscando resistência das invasões árabes, liderado pelo bem conhecido Gibr Al Tarik, que controlava as zonas portuárias na maioria das cidades na Península Ibérica e região franca e combatido por Carlos Martel.&lt;br /&gt;A Baixa Idade Média representa a falência múltipla da sociedade medieval com doenças, conflitos entre camponeses e&lt;em&gt; jacquerries&lt;/em&gt; ( urbanos ), Guerra dos Cem anos entre franceses e ingleses e a Guerra de Reconquista entre árabes e europeus. Na mentalidade cristã medieval, a doença foi enviada por Deus para castigar os pecadores, fruto da doença da alma [ 1 ]. O conflito entre cristãos e muçulmanos ganha consistência na Península Ibérica, cercando cidades como Lisboa, Celta, Vigo, Coimbra, deixando um legado cultural e filológico significativo [ 6 ].&lt;br /&gt;Com a decadência do feudalismo, o burguês medieval ganha força econômica e descrédito da Igreja com a chamada &lt;em&gt;usura&lt;/em&gt;, obter lucro, algo considerado imoral para a instituição religiosa até o fim da Idade Moderna. Muitos foram excomungados e enterrados sem receber extrema unção, ou seja, porta fechada para o paraíso e porta de entrada para o inferno [ 7 ]. Entre a Península Balcânica e o Oriente Médio, temos a consolidação do Império Otomano e o fim do Império Bizantino, conquistado pelo muçulmano Maomé II [ 8 ]. A Idade Média é repleta de estereótipos, considerada por alguns como “Idade das Trevas”, pelo simples fato de uma minoria ter monopolizado o saber e as idéias, por outro lado, o historiador Jacques Le Goff define este tempo como o molde do homem moderno e contemporâneo. Para Le Goff, a Idade Média vai além do seu tempo cronológico e encerra o seu ciclo na Revolução Francesa ( 1789 ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ 1 ] FRANCO JR, Hilário – A Idade Média: O Nascimento do Ocidente – São Paulo: Editora Brasiliense, 2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ 2 ] LE GOFF, Jacques – Deus da Idade Média: Conversas com Jean – Louc Pouthier – São Paulo: Editora Civilização Brasileira, 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ 3 ] ELIAS, Norbert – Os Estabelecidos e os Outsiders – Rio de Janeiro: Editora Jorge Zahar, 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ 4 ] LE GOFF, Jacques e TRUONG, Nicolas: Uma história do corpo na Idade Média – Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira – São Paulo, 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ 5 ] JR HILÁRIO, Franco – A Cocanha: o mito de um país imaginário, Cotia, SP - Editora Ateliê, 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ 6 ] SARAMAGO, José – História do cerco de Lisboa: Companhia das Letras, São Paulo, 1989&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ 7 ] LE GOFF, Jacques – A Bolsa e a Vida – Editora Civilização Brasileira – São Paulo, 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ 8 ] GIBBON, EDWARD – Declínio e Queda do Império Romano – Companhia de Bolso, São Paulo, 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-5141522025661832453?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/5141522025661832453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/09/opus-dei-e-o-nascimento-do.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/5141522025661832453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/5141522025661832453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/09/opus-dei-e-o-nascimento-do.html' title='OPUS DEI E O NASCIMENTO DO OCIDENTE:MENTALIDADE, CULTURA E CRISTANDADE NA IDADE MÉDIA'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-MhwVy_A6FIc/TmPLjlWvWFI/AAAAAAAAAPI/EsUNTpPVH_w/s72-c/foto%2Bmedieval.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-4921805433156502280</id><published>2011-08-30T11:58:00.000-07:00</published><updated>2011-08-30T18:02:17.285-07:00</updated><title type='text'>A MEMÓRIA VEGETAL:DA APOLOGIA À FORMAÇÃO DAS ALMAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-E0jdWudkUWc/Tl04VR2-MTI/AAAAAAAAAPA/XcD7I2idUUc/s1600/Frontispicio.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 224px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646731446014849330" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-E0jdWudkUWc/Tl04VR2-MTI/AAAAAAAAAPA/XcD7I2idUUc/s320/Frontispicio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Recentemente, o escritor Umberto Eco publicou vários textos, tendo como principal tema, o livro e as memórias literárias, rica em hermenêutica voltada para os três tipos de memória: social, mineral e vegetal no livro [&lt;strong&gt;ECO, Umberto - A memória vegetal e outros escritos sobre bibliofilia, Ed: Record, Rio de Janeiro - RJ, págs 271, 2010&lt;/strong&gt; ]. A memória social são heranças de fatos e ideias, transmitidas com um &lt;em&gt;tetê –à – tetê&lt;/em&gt; coletivo, herança histórica de gerações ou de um passado recente. Para o escritor, o analfabeto ou iletrado, a memória fica comprometida, sofre de esclerose intelectual por não exercitar a memória. Posteriormente, surge a escrita com a memória mineral, em tábuas de argila com os escribas ou esculpidos sobre pedra; além do uso no nosso tempo atual, com a utilização do silício para o funcionamento de computadores.&lt;br /&gt;Por último, surge a memória vegetal, primeiramente, em pergaminhos. No século XII, passaram à produzir livros com trapos de linhos, algodão e cânhado, facilitando a sua existência e temporalidade por séculos. Hoje, um livro de bolso não tem uma duração de mais de 70 anos. Como um bom bibliófilo, ele cita os trabalhos de Lindisfarne sobre memórias vegetais de uma forma poética e douta da mitologia medieval, com lirismo clássico do latim, rica e presente entre os celtas e irlandeses. A outra obra referencial é de “&lt;em&gt;Lê Três Riches Heures&lt;/em&gt;”, do Duque de Berry. Um incunábulo raríssimo que mescla uma literatura que nos proporciona uma visão peculiar do autor sobre as cores do mundo na Idade Média Tardia; uma pincelada literária pré – renascentista.&lt;br /&gt;O resgate da cultura literária heleno – latina foi bem observada pelo autor desta bela obra, com citações homéricas de ilhas, insulares que enriquecem uma literatura romântica com elementos geográficos a partir dos séculos XVI e XVII. Uma literatura surrealista dos bibliógrafos, como o alemão Khunrath, com estudos em hebraico, alemão e latim e citado com deferência por Eco, citando &lt;em&gt;Anau 1609&lt;/em&gt;, como uma relíquia e apologia literária por ele e pelos rosacruzistas. Uma obra rica em alquimia, cabala, ciência e &lt;em&gt;mythologia christhiana&lt;/em&gt; ou mitologia cristã, com um teor hermético e profano perante a Igreja Católica. Só o frontispício da obra já era o suficiente para colocar a obra no universo herético. Neste universo literário surgem os loucos literários, verdadeiros doidos com temas bizarros como maneiras e posições para dormir em 30 páginas, análises duvidosamente científicas comparando o volume e o odor de fezes entre franceses e alemães. Eco cita os chamados loucos literários profissionais sob o ponto de vista de "especialistas" ou críticos literários. Em 1851, Moby Dick foi recusado na Inglaterra com a seguinte avaliação:"&lt;em&gt; Não achamos que possa funcionar no mercado da literatura para jovens. É longo, de estilo antiquado, e cremos que não merece a reputação de que parece gozar&lt;/em&gt;". Flaubert, em 1856, com a célebre Madame Bovary, recebeu a seguinte carta:"&lt;em&gt;Cavalheiro, o senhor sepultou seu romance num cúmulo de detalhes que são bem desenhados, mas totalmente supérfluos".&lt;/em&gt; O crítico literário francês Eugéne Poitou dizia o seguinte sobre Honoré de Balzac:"&lt;em&gt;Em seus romances não há nada que revele particulares dotes imaginativos, nem trama, nem os personagens. Balzac jamais ocupará um lugar de destaque na literatura francesa".&lt;/em&gt; Um grande equivoco, é claro, com literaturas surreais ou simplistas, Eco enaltece como poucos a memória vegetal e sua importância no passado, presente e principalmente para o futuro. Um livro denso e completo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-4921805433156502280?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/4921805433156502280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/08/memoria-vegetalda-apologia-formacao-das.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/4921805433156502280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/4921805433156502280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/08/memoria-vegetalda-apologia-formacao-das.html' title='A MEMÓRIA VEGETAL:DA APOLOGIA À FORMAÇÃO DAS ALMAS'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-E0jdWudkUWc/Tl04VR2-MTI/AAAAAAAAAPA/XcD7I2idUUc/s72-c/Frontispicio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-3247734157494812628</id><published>2011-08-22T18:04:00.000-07:00</published><updated>2011-08-22T18:25:31.633-07:00</updated><title type='text'>A CIVILIZAÇÃO CELTA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-PrtPRr-33yI/TlL-sLF9YuI/AAAAAAAAAO4/u8ZplfN_zuo/s1600/stonhange800x600.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643853317894136546" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-PrtPRr-33yI/TlL-sLF9YuI/AAAAAAAAAO4/u8ZplfN_zuo/s320/stonhange800x600.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma das civilizações mais interessantes no estudo da antiguidade é a etnia Celta, que ocupava o espaço geográfico da Lutécia, bem conhecido por nós como Paris. A formação do povo francês se deu na Proto – História, isto é, período entre a Pré – História e a História, que é determinado com a Idade do Cobre e Idade do Ferro e prontamente estudado pelo escritor Ricardo Corrêa Coelho [&lt;strong&gt; COELHO, Ricardo Corrêa, Os franceses, Ed. Contexto, São Paulo, SP, págs 384, 2008&lt;/strong&gt; ].&lt;br /&gt;A civilização celta era de origem ariana e caucasiana, e o seu tronco linguístico era indo – europeu, sob forte influência de línguas anglo – saxônicas. Os celtas eram divididos em povos e tribos, com rituais próprios, leis e costumes distintos, sem apresentarem uma unidade política, porém o comportamento religioso era polarizado por todos, com a cultura druída.&lt;br /&gt;Na cultura linguística do termo celta, exploramos o seu significado com a interpretação grega da palavra, como &lt;em&gt;galatai&lt;/em&gt;, que significa “invasor” e a interpretação latina da palavra celta, como &lt;em&gt;gallus&lt;/em&gt;, que em francês, surge a definição gaulês. Nem todos, é claro, eram gauleses. O termo é genérico para aqueles que viviam na antiga Gália e não tinham origem gaulesa. A Gália ocupava os espaços da França, Bélgica, o extremo oeste da Alemanha e o Norte da Itália.&lt;br /&gt;Os gauleses viviam da agricultura, caça, pesca e bebiam cerveja, como todos os povos do norte da Europa. Hoje, os franceses degustam um bom vinho, devido a influência romana, após a conquista de Julius Cesaris, no ano 51 a.C; na Batalha de Alésia, derrotando Vercingetorix. Os cultos religiosos eram celebrados pelos guardiões do saber, ou seja, os próprios druidas, que exerciam a função de sacerdotes e tinham diversas funções na sociedade gaulesa. A origem da palavra celta&lt;em&gt; dru – wi – des&lt;/em&gt;, quer dizer, “muito sábio”. O conhecimento era transmitido via oral, apesar do profundo conhecimento dos druidas da escrita, carregado de cultura etrusca, enfim, berço cultural da Península Itálica.&lt;br /&gt;A classe dos druidas era subdividida: em bardos, que dominavam a arte da oratória, da poesia, sátiras ou louvores e os ovados, que celebravam os cultos, dominando a medicina e a adivinhação. heranças gaulesas deixada para os romanos é simplesmente gigantesca. A primeira e mais significativa é no plano militar. Eram bons ferreiros, criaram a espada moderna para combates, o surgimento do barril, substituindo as ânforas de barro para armazenar água, vinho e azeite, prontamente usada pelos gregos e romanos, e por ultimo, o sabonete. A herança cultural dos celtas é completa, que respingou não só nos europeus, mas na maioria dos povos euro – americanos. Uma cultura mística e mítica que ocupou parte da história europeia em um passado distante, mas não esquecido. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-3247734157494812628?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/3247734157494812628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/08/civilizacao-celta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/3247734157494812628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/3247734157494812628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/08/civilizacao-celta.html' title='A CIVILIZAÇÃO CELTA'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-PrtPRr-33yI/TlL-sLF9YuI/AAAAAAAAAO4/u8ZplfN_zuo/s72-c/stonhange800x600.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-6834824214629785149</id><published>2011-08-17T17:38:00.000-07:00</published><updated>2011-08-17T17:47:54.997-07:00</updated><title type='text'>A ALFABETIZAÇÃO, INCUNÁBULOS E CULTURA NA ITÁLIA MODERNA.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-XDLOXn-AFmg/TkxgFvOawYI/AAAAAAAAAOw/dVOLut5o7Ng/s1600/texto%2Bmedieval.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 236px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641990084880941442" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-XDLOXn-AFmg/TkxgFvOawYI/AAAAAAAAAOw/dVOLut5o7Ng/s320/texto%2Bmedieval.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O professor e historiador da Universidade de Cambridge, Inglaterra, Peter Burke fez uma belíssima pesquisa científica sobre a formação da língua vernácula italiana, apresentando paradigmas na alfabetização dos italianos entre os séculos XIV, XV e XVI [ &lt;strong&gt;BURKE, Peter, A Escrita da História, UNESP, São Paulo – SP, págs 354&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;1992&lt;/strong&gt; ] esmiuçando quatro estilos de alfabetização nos negócios, família, Igreja e Estado que foram fundamentais na formação cultural e intelectual na terra dos Médici e Dante Alighieri. Segundo o historiador, o uso da alfabetização ganhou um forte interesse na segunda metade do século XX, após o grande interesse de novas nações com o processo de alfabetização e o estudo do caso entre antropólogos e sociólogos nos principais centros acadêmicos dos EUA e Europa, enaltecendo a escrita e a língua latina.&lt;br /&gt;O uso da alfabetização nos negócios foi importante para a consolidação da classe burguesa entre os séculos XIV e XV, exigindo o mínimo de conhecimento contábil e das letras mercantis, &lt;em&gt;lettera&lt;/em&gt; &lt;em&gt;merchantescha&lt;/em&gt; , permitindo desta forma, uma melhor organização do corpo burocrático e na consolidação dos negócios nos anos trezentos e quatrocentos na Itália Moderna. A enorme quantidade de notas, recibos, contratos e livros de contabilidade, assustando até hoje pesquisadores deste período histórico. Segundo o historiador, foram encontrados cerca de 500 livros de contabilidade, com uma riqueza de informações, dando ênfase nos cálculos aritméticos dos florentinos na Baixa Idade Média.&lt;br /&gt;O segundo domínio da alfabetização é o familiar, mais especificamente, o da família patrícia urbana, analisando as cartas familiares, fazendo uma distinção entre três tipos de documento familiar: os documentos como &lt;em&gt;post mordem&lt;/em&gt;, ou seja, testamentos, inventários etc. Estes documentos deveriam ser muito bem guardados em cofres para o caso de uma disputa familiar pela herança do falecido. O segundo modelo de carta tem um forte apelo emocional e até passional, com cartas de esposas a seus maridos, dando detalhes domésticos e de grupos sociais que eram vinculados. O terceiro e último uso é o da alfabetização familiar, pode ser definido como “memórias”, com ou sem uma mentalidade saudosista, com uma característica de miscelânea, relatada com característica economicista e poética.&lt;br /&gt;Os membros do clero eram, obviamente, letrados para a celebração de missas e estudo de textos sagrados de caráter teológico, apresentando neste grupo, o maior número de letrados entre os séculos XV e XVI, entretanto, foram encontrados nestes dois séculos, eclesiásticos iletrados que escandalizou membros do Baixo e Alto Clero, porém existiam leigos letrados em Florença, com um nível cultural apurado. Por outro lado, os letrados eram considerados um problema para a Igreja, temendo o avanço da literatura ortodoxa e pagã desde o surgimento da imprensa. O clero temia que os leigos lessem obras “heréticas” numa Europa que sentia os efeitos da literatura protestante, já disponível naquela época. A Inquisição teve um papel fundamental na censura de textos e obras, traduzidas do latim para as línguas vernáculas e condenações, como aconteceu com o moleiro Menocchio, estudado pelo historiador Carlo Ginzburg.&lt;br /&gt;A alfabetização teve uma importância primária na burocratização dos Estados, dando importância no funcionalismo, remonta no mínimo, o tempo da antiga Mesopotâmia com os escribas, que construíram um Estado com leis, implementando uma alfabetização técnica para a sociedade mesopotâmica. No Egito Antigo, segundo o estudo do historiador Ciro Flamarion Cardoso, os egípcios lapidaram o Estado com documentos jurídicos, formalizada pela&lt;em&gt; intelligentsia&lt;/em&gt; egípcia. No caso dos italianos, ocorreu uma conexão entre escrita e administração nos estados maiores como Milão, Veneza, Florença, Roma e Nápoles. Estes estados apresentavam relatórios, leis, censos, enfim, dados e registros fundamentais na alfabetização dos estados, permitindo um melhor controle da Igreja sobre o seu rebanho e do Estado sobre os seus súditos. O controle era excessivo inclusive com o sexo feminino. Entre os séculos XIV e XV, alguns homens argumentavam que as meninas não deveriam apresentar qualquer interesse pela escrita e leitura, sugerindo a permanência delas em casa, esperando o seu futuro marido e um total esquecimento da escola.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-6834824214629785149?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/6834824214629785149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/08/alfabetizacao-incunabulos-e-cultura-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6834824214629785149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6834824214629785149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/08/alfabetizacao-incunabulos-e-cultura-na.html' title='A ALFABETIZAÇÃO, INCUNÁBULOS E CULTURA NA ITÁLIA MODERNA.'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-XDLOXn-AFmg/TkxgFvOawYI/AAAAAAAAAOw/dVOLut5o7Ng/s72-c/texto%2Bmedieval.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-5513223042456605728</id><published>2011-08-13T18:52:00.000-07:00</published><updated>2011-08-13T19:01:31.615-07:00</updated><title type='text'>A GUERRA PARTICULAR DE LENIN E O VAPOR DA FILOSOFIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1VOwnpHqQgM/TkcsVOkq7TI/AAAAAAAAAOk/MSc5Q_iXps0/s1600/lenin-2011.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 243px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640525801505615154" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-1VOwnpHqQgM/TkcsVOkq7TI/AAAAAAAAAOk/MSc5Q_iXps0/s320/lenin-2011.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A formação intelectual e cultural do Estado russo ganha credibilidade entre os eslavos e objeto de estudo do escritor e filósofo Isaiah Berlin, com a obra [&lt;strong&gt; BERLIN, Isaiah, Pensadores Russos, Companhia das Letras, São Paulo, SP. Págs 318, 1988 &lt;/strong&gt;] tendo como os principais pioneiros da &lt;em&gt;intelligentsia&lt;/em&gt;, os escritores Tolstoi e Dostoievski, que iluminavam a cultura literária russa, com forte apelo do pensamento francês, no governo absolutista da czarina Catarina, a Grande ( 1762 – 1796 ), porém valorizando as raízes da língua russa e a cultura oriental entre os eslavos, abraçando as heranças dos bizantinos, com o primeiro “César” russo, Ivan, o Terrível ( 1530 – 1584 ).&lt;br /&gt;A Revolução Russa ( 1917 ) mudou radicalmente a vida dos intelectuais, devido a perseguição implacável de Lênin, com os formadores de opinião. Toda a nata de pensadores russa e burguesa foi perseguida e expulsa. Lênin queria transformar a Rússia em centro ideológico do mundo, implantando um regime ideológico extremista, e eliminando a cultura acadêmica tradicional da burguesia – cristã.&lt;br /&gt;Alexandra “Tosltaia”, filha do grande escritor Tolstoi, ficou estarrecida quando soube do interesse de Lênin em transformar a casa do seu pai numa propriedade pública, eliminando as raízes culturais e literárias do escritor eslavo. “Tolstaia” tinha um desejo de transformar a casa em um museu ou casa da cultura.&lt;br /&gt;Lênin era antimetafísica e ateu convicto, desprezando o “etnocentrismo romano – germânico”, buscando novos valores e novos “deuses”( ele próprio e Karl Marx ). Vários intelectuais foram presos e obrigados a sair da Rússia, assistindo o aprofundamento da miséria humana, numa Rússia faminta e pedindo grãos para o governo norte – americano, numa época em que o materialismo deveria ser eliminado no Império Soviético, com uma postura paradoxal. As universidades de Moscou e São Petersburgo fecharam suas portas para os principais intelectuais, dentre os quais destaco Nicolai Losski, um filósofo e estudioso da história da filosofia e do pensamento de Spinoza e Nikolai Berdiaev, um socrático russo e escritor gabaritado, que embarcou no exílio, com os demais intelectuais numa Europa desconhecida, no chamado “Vapor da Filosofia”. A intelligentsia russa buscou abrigo em cidades como Berlim, Praga e Paris, observando e lendo o principal jornal vermelho Pravda, deturpando as principais atividades intelectuais dos exilados, e o espírito de liberdade, com uma retórica tosca e com o historicismo, ou seja, nacionalismo e pan – eslavismo . A autocracia czarista foi violentamente substituída pela autocracia bolchevique.&lt;br /&gt;O filósofo Schopenhauer foi um crítico do seu tempo, mostrando um mundo cruel, implacável numa selva ideológica com leis duras. O pensamento, é claro, era um reflexo da Europa pós – I Guerra Mundial ( 1914 – 1918 ), buscando uma crítica racional e moderna. A situação dos pensadores era nada boa, passando por privações, como fome e miséria. Vários intelectuais ganharam um trocado criando jornais para os emigrantes russos e intensa atividade literária na Universidade de Praga.&lt;br /&gt;Em Berlim, os pensadores ganharam credibilidade no meio acadêmico, porém a ascensão do nazismo obrigou a burguesia com raízes judaicas, numa nova diáspora, seguindo para a capital francesa. A insegurança e o medo da polícia secreta soviética assustava os russos, como observou um membro da comunidade eslava em Paris:&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Aqueles que não viveram sob o regime soviético podem achar difícil imaginar a psicologia das pessoas que deixaram aquele paraíso na primeira década da nova ordem (...) mas naquela época ninguém que pertencera à velha Rússia podia estar seguro de sua vida e de seu bem – estar até o último minuto de sua existência. Uma palavra descuidada (...) uma batida seca na porta (...) uma carta escrita de forma descuidada. Não conseguíamos descuidar nos livrar da reação instintiva de medo&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;Mesmo assim, a intelectualidade ganhou um relativo espaço no meio acadêmico, dando palestras ou cursos sobre Dostoievski, Pasternak e Tolstoi na Sorbonne. Os filósofos interpretavam as impressões do escritor Dostoievski sobre a metafísica dos russos e a luta constante contra o ateísmo moderno. A luta entre o liberalismo e o marxismo totalitário, exigiu da intelligentsia uma reflexão sobre as idéias absolutas e relativas, prontamente debatidas por Hegel e Kant no século XVIII, e a busca do martelo de Nietzsche, com o objetivo de estilhaçar a ideologia marxista, com metáforas e pensamento crítico. O filósofo Heidegger foi um fiel crítico da anticultura metafísica e do materialismo histórico no século XX, agradando o estado soviético, que por sinal, absorveu o positivismo de Augusto Comte. Temos uma síntese do caos russo, com a análise do escritor e historiador russo Andrei Siniavski: “&lt;em&gt;Uma inversão: na União Soviética os cozinheiros começaram a administrar o Estado, enquanto no exterior, exílio, os intelectuais se tornaram cozinheiros (...)”&lt;/em&gt; O resultado não poderia ser mais desastroso. De um rico Estado em cultura literária e arte bizantina, tornou – se numa cozinha com cozinheiros cortando e sangrando a história literária da Rússia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-5513223042456605728?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/5513223042456605728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/08/guerra-particular-de-lenin-e-o-vapor-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/5513223042456605728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/5513223042456605728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/08/guerra-particular-de-lenin-e-o-vapor-da.html' title='A GUERRA PARTICULAR DE LENIN E O VAPOR DA FILOSOFIA'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-1VOwnpHqQgM/TkcsVOkq7TI/AAAAAAAAAOk/MSc5Q_iXps0/s72-c/lenin-2011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-2494362059941540580</id><published>2011-07-31T07:07:00.000-07:00</published><updated>2011-07-31T13:45:08.786-07:00</updated><title type='text'>O LIVRO É UM SANTO REMÉDIO!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-LetM0QtNEGo/TjVk5JNpt6I/AAAAAAAAAOc/YdkUUeMEBIs/s1600/inside-shakespeare-and-co.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635521441612543906" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-LetM0QtNEGo/TjVk5JNpt6I/AAAAAAAAAOc/YdkUUeMEBIs/s320/inside-shakespeare-and-co.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro dia vi um médico recomendando na TV que uma boa alternativa para a recuperação da saúde de seus pacientes, além dos exercícios físicos e a dosagem correta do medicamento de laboratório, é o livro, que por sinal, tem um papel importante na recuperação de seus pacientes. Sim, o livro tem este poder de criar um misto de bem- estar imensurável, ocupar –se com uma ideia nova e absorver palavras novas e porque não, positivas. Considero, sem ser piegas ou dopado de emoções literárias, que uma biblioteca pública ou uma confortável livraria, podem ser descritos como farmácias repletas de remédios, sem prescrição médica e cheia de química entre escritores, historiadores, antropólogos e sociólogos com as letras, percorrendo mundos internos e externos do homem e de tudo aquilo que o cerca.&lt;br /&gt;Comprar um livro é um prazer que nem todos compartilham, mas os apaixonados pela literatura sabem que o primeiro prazer de um leitor ou escritor, antes mesmo de percorrer as primeiras linhas de uma obra, é comprar um livro e sentir a atmosfera literária em um ambiente rico em conhecimento. Nada é mais charmoso que uma livraria com um bom café, para muitos, uma bebida que aguça o intelecto dos principais escritores, pensadores e leitores, fomentando o saber entre um gole e outro, escrevendo e apreciando aquele cafezinho em um final de tarde; não importa se é em um final de expediente ou em um sábado à tarde. Não importa. O prazer é o mesmo e ocupar – se com uma boa leitura é fundamental para lapidarmos o nosso espírito, é compartilhar com o escritor o seu pensamento, é uma identificação única consigo mesmo e fundamentalmente é descobrir o seu papel no mundo, lavando a alma tirando as entranhas que depreciam o espírito humano. Por tanto, leiam não como uma bula de remédio, mas sinta e veja o impacto de um livro de uma forma plena e verdadeira. Em países como França, Inglaterra, Portugal e Argentina encontramos um número expressivo de leitores, com mente sã e corpos preparados para uma vida longa, não só por causa da boa estrutura dos hospitais públicos, mas principalmente, por causa dos bons hábitos na alimentação e leitura. Muitos vão se perguntar e talvez me perguntem: “Mas aqui no Brasil poucos gostam de ler?” Sim, uma forte e maldita herança de governos e escolas despreparadas para a cultura literária, mas hoje, vejo jovens e adultos cada vez mais voltados para este belo prazer. A ideia já foi implementada e está sendo incorporada paulatinamente nas escolas, nas feiras literárias e nas livrarias; um projeto que já é real e extremamente saudável. O livro é um santo remédio para todos que precisam preencher suas almas com energia intelectual e sabedoria.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-2494362059941540580?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/2494362059941540580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/07/o-livro-e-um-santo-remedio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/2494362059941540580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/2494362059941540580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/07/o-livro-e-um-santo-remedio.html' title='O LIVRO É UM SANTO REMÉDIO!'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-LetM0QtNEGo/TjVk5JNpt6I/AAAAAAAAAOc/YdkUUeMEBIs/s72-c/inside-shakespeare-and-co.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-2341149182030621685</id><published>2011-07-26T06:56:00.001-07:00</published><updated>2011-07-26T07:54:10.721-07:00</updated><title type='text'>TERRORISMO, FUNDAMENTALISMO E CULTURA NO SÉCULO XXI</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-aSfLqezl8RY/Ti7LDGDiQcI/AAAAAAAAAOM/kB4cx1T7Y-k/s1600/oslo2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 183px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633663437912555970" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-aSfLqezl8RY/Ti7LDGDiQcI/AAAAAAAAAOM/kB4cx1T7Y-k/s320/oslo2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia 22 de julho de 2011, a Noruega sofreu o seu pior ataque contra o povo norueguês, desde a II Guerra Mundial, abalando a sociedade e desmistificando a falsa ideia de segurança em um dos países que apresenta um baixo nível de violência e qualificado como um dos países com uma qualidade de vida, no mínimo, invejável tornando – se uma referência na UNESCO e organismos internacionais, entretanto, o terrorista norueguês Andrew Behring, nos mostrou que está vivo o fundamentalismo cristão, com raízes no neonazismo que toma conta em cerca de 20% das cadeiras nos parlamentos da Alemanha, Áustria, Itália, França e Holanda, com uma retórica voltada não mais para os judeus, e sim, para os muçulmanos e estrangeiros oriundos da África, Ásia e América Latina.&lt;br /&gt;A carta deixada pelo terrorista é uma orientação ideológica da extrema – direita, com um arianismo sem qualquer base científica e cultural, uma antropologia deturpada, darwinismo social que ainda prevalece desde os tempos do neocolonialismo no século XIX. Fica bem claro este tipo de pseudo – análise, quando ele cita em uma de suas cartas sobre o processo de que a miscigenação contribui para a corrupção, disfunção social como no Brasil, segundo as observações do terrorista. Não há nenhuma prova razoável para afirmações dessa categoria e não existe comprovação científica e cultural que a miscigenação forme uma sociedade menos civilizada. A Itália virou um feudo particular de Silvio Berlusconi, numa Itália que esteve envolvida com Brigadas Vermelhas, os “&lt;em&gt;carabinieri”&lt;/em&gt; , o poder judiciário, máfias e Igreja Católica lambuzada até o pescoço com corrupção e crimes que foram parcialmente resolvidos entre as décadas de 70 e 80 e a Inglaterra que está envolvida em um profundo escândalo, que por sinal não é o primeiro. Parafraseando e sem aforismos o historiador Raymundo Faoro, “os donos do poder” na mídia sensacionalista, polícia e políticos nos provam que corrupção, atitudes antiéticas não são "Made in Brazil". A formação de um povo determina uma riqueza cultural, exaltada por intelectuais como Lévi – Strauss, Peter Burke, Sérgio Buarque de Hollanda, Gilberto Freyre, entre outros e neste atual estágio socioeconômico, o Brasil já ocupa a sétima colocação na economia mundial, passando a Itália, um país que enfrenta especulações na crise do euro. Uma sociedade multicultural favorece a economia, flexibiliza a produção numa sociedade heterogênea, como no Brasil, Índia e China e apontados como as grandes potências do século XXI. A sociedade se modernizou, porém a mentalidade de cruzadas entre povos reforça a ideia de que o homem não conhece o homem devido as barreiras da xenofobia e intolerância numa esfera global. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-2341149182030621685?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/2341149182030621685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/07/terrorismo-fundamentalismo-e-cultura-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/2341149182030621685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/2341149182030621685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/07/terrorismo-fundamentalismo-e-cultura-no.html' title='TERRORISMO, FUNDAMENTALISMO E CULTURA NO SÉCULO XXI'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-aSfLqezl8RY/Ti7LDGDiQcI/AAAAAAAAAOM/kB4cx1T7Y-k/s72-c/oslo2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-6171764733176044330</id><published>2011-07-16T10:43:00.000-07:00</published><updated>2011-07-16T11:26:24.681-07:00</updated><title type='text'>EM QUE CRÊEM OS QUE NÃO CRÊEM?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-nVFu-KPI4Kc/TiHQ0D7RTxI/AAAAAAAAAOE/s8qWRtt6PsQ/s1600/etica.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 195px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630010602015510290" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-nVFu-KPI4Kc/TiHQ0D7RTxI/AAAAAAAAAOE/s8qWRtt6PsQ/s320/etica.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O escritor e filósofo Umberto Eco alimentou uma dialética bastante saudável com o teólogo italiano Carlo Maria Martini, buscando reflexões de uma forma elementar sobre a crença dos que não crêem, em temas ligados a ética, o imperativo religioso sob uma perspectiva laica e judaica – cristã [ &lt;strong&gt;ECO, Umberto e MARTINI, Carlo Maria: Em que crêem os que não crêem? Rio de Janeiro, Record, págs 154, 2011&lt;/strong&gt; ] construindo exemplarmente uma percepção e sensibilidade, que percorra um dos temas mais fascinantes da cultura cristã, o apocalipse, numa perspectiva menos traumática e mais racionalista, sob uma ótica científica e natural, sem a intervenção divina e totalmente humana na natureza.&lt;br /&gt;O papel da mulher sem um senso – comum do sexo masculino sobre elas e sem uma ideia depreciativa, com uma classificação racional e moderna, principalmente no tempo pós – moderno e kantiano, fragmentando ideias, até então, absolutas. A dialética entre os dois não foi movida somente por forças antagônicas e muito menos por uma soberba intelectual ou &lt;em&gt;intelligentsia&lt;/em&gt; prosaica, mas por uma ética comum sobre o homem, a vida e um existencialismo sartreano, mesmo sendo ateísta, reconhecendo que valores são fundamentais para o funcionamento da ética, com a tutela de Deus e a moralização do ser. É um livro que nos mostra, que não existe ceticismo, e sim um posicionamento sobre as coisas. O debate acalorado entre os dois fomenta o conceito democrático sobre o mundo e o ser maior que é o homem, de uma forma tolerante e cavalheiresca, principalmente, pelas observações racionais entre um leigo ( Eco ) e um especialista ( Martini ) em que ambos defendem em todas as esferas, o valor maior do homem sobre todas as coisas, a ética sem identidade religiosa ou laica, mas simplesmente, universal. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-6171764733176044330?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/6171764733176044330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/07/em-que-creem-os-que-nao-creem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6171764733176044330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6171764733176044330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/07/em-que-creem-os-que-nao-creem.html' title='EM QUE CRÊEM OS QUE NÃO CRÊEM?'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-nVFu-KPI4Kc/TiHQ0D7RTxI/AAAAAAAAAOE/s8qWRtt6PsQ/s72-c/etica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-1336665305896475177</id><published>2011-06-21T06:51:00.000-07:00</published><updated>2011-06-21T14:59:40.601-07:00</updated><title type='text'>O ESTRUTURALISMO LITERÁRIO E A HERMENÊUTICA ANTROPOLÓGICA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bjDqbePt-C4/TgCksa_b_1I/AAAAAAAAAN8/FF68eBfA2YE/s1600/dostoievski.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 241px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620673418024976210" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-bjDqbePt-C4/TgCksa_b_1I/AAAAAAAAAN8/FF68eBfA2YE/s320/dostoievski.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O teórico da literatura e escritor Tzvetan Todorov buscou os formalistas da gramática eslava, tendo como base fundamental o estruturalismo linguístico, citando a herança metodológica da língua, sob um ponto de vista antropológico de um dos principais precursores do estruturalismo, o renomado antropólogo Lévi – Strauss [ &lt;strong&gt;TODOROV, Tzvetan, As estruturas narrativas, Ed: Perspectiva, São Paulo, págs 202, 2008&lt;/strong&gt; ]. A finura e estética dos formalistas russos entre 1915-1930 foi fundamental na formação do léxico literário, tanto científico quanto romântico para o funcionamento do corpo literário de uma forma prolixa, sem deixar de lado o coloquial na linguagem eslava.&lt;br /&gt;A linguagem como bem definiu o filósofo francês Paul Valéry, é a extensão da literatura com categorias linguísticas &lt;em&gt;sui generis&lt;/em&gt;, metalinguística que enriquece narrativas históricas e a - históricas e principalmente homogêneas e heterogêneas, bem exploradas por escritores como Dostoievski ( Foto ) e Gogol com suas produções literárias que preenche a metafísica e hermenêuticas no mundo acadêmico e no mundo literário em toda a Europa. A poesia torna – se objeto de estudo no campo teórico, condensando versos com uma crítica não reducionista, mas mantendo a maneira clássica e o conservadorismo do corpo poético e literário com significações e com ausência de forma e conteúdo nos versos que são escritos. Todorov enfatiza o diálogo e a retórica subjetiva e particularmente de uma forma abstrata em obras com uma narrativa romanceada entre os autores e seus leitores, lapidando como uma pedra bruta a essência das estruturas narrativas, tendo como principais laboratórios, clássicos literários de Homero à Sir Arthur Conan Doyle para as suas teses e confirmações. Uma hermenêutica feita por um &lt;em&gt;hors – concours&lt;/em&gt; em teoria literária e que vale a pena ser lido. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-1336665305896475177?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/1336665305896475177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/06/o-estruturalismo-literario-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1336665305896475177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1336665305896475177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/06/o-estruturalismo-literario-e.html' title='O ESTRUTURALISMO LITERÁRIO E A HERMENÊUTICA ANTROPOLÓGICA'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-bjDqbePt-C4/TgCksa_b_1I/AAAAAAAAAN8/FF68eBfA2YE/s72-c/dostoievski.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-7876228917742145246</id><published>2011-05-23T17:25:00.000-07:00</published><updated>2011-05-23T17:37:38.444-07:00</updated><title type='text'>OS INTELECTUAIS E O PARADOXO NO MODERNISMO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-T5CGKb4nx4w/Tdr9E_qXPqI/AAAAAAAAANw/X-o8GYviRSo/s1600/rioantigo.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 190px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610074548093796002" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-T5CGKb4nx4w/Tdr9E_qXPqI/AAAAAAAAANw/X-o8GYviRSo/s320/rioantigo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Brasil pós – Monarquia Imperial e pós – escravidão desejava definitivamente de um divórcio com o passado colonial escravocrata e esboçar uma cultura moderna, voltada para o capitalismo burguês, urbano e centrado na ruptura com um passado que marcava contemporâneos e principais expoentes literários da República progressista: João do Rio, Lima Barreto e Olavo Bilac, estudados pela competente historiadora Magali Gouveia Engel, com um artigo intitulado “&lt;strong&gt;Modernidade, dominação e resistência: as relações entre capital e trabalho sob a ótica de João do Rio&lt;/strong&gt;”. Este interessante e pertinente artigo nos leva nas mais profundas mazelas sociais no Rio antigo ( foto ), bem sinalizada pelos cronistas que extirpavam a utopia moderna implementada pela burguesia, com textos extremamente reais de uma sociedade marginalizada e resistente ao trabalho, fruto da cultura depreciativa que foi enraizada na escravidão&lt;br /&gt;A sobrevivência desigual já presente, fruto da falta de mobilidade social, exigiu de muitos trabalhadores um trabalho árduo, insalubre e desumano, similares ao trabalho dos escravos de um passado ainda presente na mente de ex – escravos, no trato humano e na falta de oportunidades, alimentando a norma culta da língua portuguesa, crônicas com um apelo social de João do Rio e Lima Barreto, este último, apresentava uma certa simpatia com os movimentos marxistas – leninistas na Rússia dos czares. Mas a historiadora mostra uma outra vertente na Modernização, fruto do capitalismo, com a ótica de Olavo Bilac, um real defensor da modernização e civilização da antiga Capital Federal e do sistema econômico. As crônicas da nata intelectualizada e publicadas nos principais periódicos cariocas, foram fundamentais para mostrarmos como o antimodernismo estava presente na literatura e como os guardiões da literatura enfrentaram uma República totalmente paradoxal e em um processo de transição de ideias e mentalidades. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-7876228917742145246?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/7876228917742145246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/05/os-intelectuais-e-o-paradoxo-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/7876228917742145246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/7876228917742145246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/05/os-intelectuais-e-o-paradoxo-no.html' title='OS INTELECTUAIS E O PARADOXO NO MODERNISMO'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-T5CGKb4nx4w/Tdr9E_qXPqI/AAAAAAAAANw/X-o8GYviRSo/s72-c/rioantigo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-8722136771514785857</id><published>2011-05-19T17:39:00.000-07:00</published><updated>2011-05-20T06:49:31.104-07:00</updated><title type='text'>CRÔNICAS CARIOCAS E O MODERNISMO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-hdZV42OdRM0/TdW9oaQtCqI/AAAAAAAAANo/bAAgP-bWIig/s1600/rio%2Bantigo%2Brua%2Bda%2Bcarioca%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 222px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5608597412901620386" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-hdZV42OdRM0/TdW9oaQtCqI/AAAAAAAAANo/bAAgP-bWIig/s320/rio%2Bantigo%2Brua%2Bda%2Bcarioca%2B2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No final do século XIX e nas primeiras décadas do século XX, surge uma nata de escritores, que moldam a literatura brasileira, com textos de grande relevância no processo de construção do conhecimento literário – independente da formação intelectual dos autores – buscando uma reflexão de caráter social, político e cultural. Um dos formadores de opinião era uma dos maiores responsáveis na lapidação da língua portuguesa, Machado de Assis: “A história é uma castelã muito cheia de si e não me meto com ela. Mas a minha comadre crônica, isso é que é uma velha patusca, tanto fala como escreve, fareja todas as coisas miúdas e grandes, e põe tudo em pratos limpos”.&lt;br /&gt;Seguindo nesta linha de raciocínio, encontramos outros cronistas que apresentavam suntuosidade na arte de escrever, como Lima Barreto , João do Rio e Olegário Mariano e analisados pelo crítico literário Nicolau Sevcenko [ &lt;strong&gt;SEVCENKO, Nicolau. Literatura como missão, Ed. Brasiliense, São Paulo, Pags 385, 1983&lt;/strong&gt; ]. O escritor Lima Barreto fez um raio – x das transformações sociais e os reflexos da má administração pública no Rio de Janeiro ( foto ), principalmente na primeira década do século XX, assolada pela miséria intelectual e social das camadas menos favorecidas, escondidas pelas reformas urbanas, ocorridas na antiga Capital Federal, entre 1903 e 1906.&lt;br /&gt;A escrita foi sua arma, tentando marginalizar o positivismo e enaltecendo os grupos excluídos, afogada na mais profunda ignorância. O povo carioca de baixa renda, foi varrida dos cortiços e expulsa de uma forma fria pelos burgueses ou “donos do poder”. Parafraseando Carlos Drummond de Andrade, Lima Barreto foi um daqueles que fazia a seguinte pergunta na sua época. E agora José? A ironia pertinente era o fio condutor dos seus textos em 1920: “Não há dúvida alguma que o Brasil é um país muito rico. Nós que nele vivemos; não nos apercebemos bem disso, e até, ao contrário, o supomos muito pobre, pois a toda hora e todo instante, estamos vendo o governo lamentar – se que não faz isso ou não faz aquilo por falta de verba”&lt;br /&gt;O outro crítico das mazelas sociais foi João do Rio, que por sinal, sofria uma forte discriminação das elites por ser mulato e homossexual, entretanto, ganhou credibilidade entre os intelectuais do seu tempo, explorando e mesclando uma linguagem moderna, e rompendo com o naturalismo e positivismo, tão presente na cultura de “Ordem e Progresso”. O Rio de Janeiro, enquanto capital da República, passou por uma modernização, com um carimbo da cultura francesa e consolidação do capitalismo moderno, descrevendo a miséria e a agonia dos excluídos nas crônicas do escritor:&lt;br /&gt;“Os delegados de polícia são de vez em quando uns homens amáveis. Esses cavalheiros chegam mesmo, ao cabo de certo tempo, a conhecer um pouco da sua profissão e um pouco do trágico horror que a miséria tece na sombra da noite por essa misteriosa cidade. Um delegado, outro dia, conversando dos aspectos sórdidos do Rio, teve a amabilidade de dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quer vir comigo visitar esses círculos infernais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se o delegado quis dar – me apenas a nota mundana de visitar a miséria, ou se realmente, como Virgílio, o seu desejo era guiar – me através de uns tantos círculos de pavor, que fossem tantos ensinamentos. Lembrei – me que Oscar Wilde também visitara as hospedarias de má fama e que Jean Lorrain se fazia passar aos olhos dos ingênuos, como tendo acompanhado os grãos – duques russos nas peregrinações perigosas que Goron guiava”.&lt;br /&gt;Para terminar, temos um dos principais expoentes da metamorfose literária do século passado, Olegário Mariano, escreveu sobre o comportamento de gêneros, dando ênfase substancial no papel do sexo feminino, mostrando desde o comportamento fútil da mulher burguesa até o glamour da língua francesa, entre as mulheres ditas como modernas, porém o cronista revela nas entrelinhas, os estereótipos sobre a mulher com profundas raízes na cultura patriarcal, herança do Brasil Colônia, mantida na estrutura cristã da família nuclear e conservadora, citando a liberdade das mulheres e a ruptura com uma identidade retrógrada e submissa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Muitos são contra. Outros por medo ou covardia&lt;br /&gt;Acham de pôr na idéia entusiasmos supremos.&lt;br /&gt;Que a mulher magra ou gorda, alta ou baixa, seria&lt;br /&gt;Um lírio ornamental no Jardim de Academus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é por ela afinal que todos nós vivemos,&lt;br /&gt;Se é dela que nos vem o encanto da Poesia,&lt;br /&gt;Por que havemos de usar processos extremos&lt;br /&gt;E fechar – lhe o portão da douta Academia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um obstáculo só que me parece enorme:&lt;br /&gt;O “habit – vert”. Que fazer? Criar novo uniforme&lt;br /&gt;Ou deixá – la à paisana o templo penetrar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os velhos do “Trianon” quase dizem nada&lt;br /&gt;Mas preferem por certo a mulher decotada&lt;br /&gt;Que uma mulher de farda é horrível de se olhar”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, estes intelectuais definidos como formadores de opinião, anteciparam e consolidaram o Modernismo de Tarsila do Amaral, Mario de Andrade, Oswald de Andrade, entre outros, com textos cirúrgicos, atingindo pontos nevrálgicos da sociedade carioca. A fome, a miséria e a mulher ocupavam os principais jornais e revistas de uma forma poética, prontamente estudada pelos cronistas, tendo como ponto de encontro a charmosa Confeitaria Colombo. Os três escritores, hoje, estão no Panteão dos imortais da literatura moderna e língua portuguesa, com textos que são verdadeiras dádivas da literatura moderna! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-8722136771514785857?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/8722136771514785857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/05/cronicas-cariocas-e-o-modernismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/8722136771514785857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/8722136771514785857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/05/cronicas-cariocas-e-o-modernismo.html' title='CRÔNICAS CARIOCAS E O MODERNISMO'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-hdZV42OdRM0/TdW9oaQtCqI/AAAAAAAAANo/bAAgP-bWIig/s72-c/rio%2Bantigo%2Brua%2Bda%2Bcarioca%2B2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-383137642703217912</id><published>2011-05-17T18:03:00.000-07:00</published><updated>2011-05-19T17:13:50.945-07:00</updated><title type='text'>A PLURALIDADE DE UMA TERRA EM FORMAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-oxpcSFpCY5Y/TdMeHuL688I/AAAAAAAAANg/Ot8wranyT14/s1600/familia04.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 263px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5607859079012348866" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-oxpcSFpCY5Y/TdMeHuL688I/AAAAAAAAANg/Ot8wranyT14/s320/familia04.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os séculos XVI e XVII são relatados por historiadores como o período de consolidação da economia portuguesa em terras brasileiras, tendo como tripé o latifúndio, o cativo oriundo das terras africanas e o&lt;em&gt; leitmotiv&lt;/em&gt; para o funcionamento das Capitanias Hereditárias, ou seja, a cana – de – açúcar. Este objeto de interesse econômico dos sesmeiros, foi fundamental no processo de socialização, independente da hierarquização patriarcal, característica peculiar do Brasil Colônia e herança que persiste no tempo presente. O historiador Jorge Caldeira [ &lt;strong&gt;CALDEIRA, Jorge. A Nação Mercantilista, São Paulo-SP Ed 34, Págs 415, 2001&lt;/strong&gt; ] limita a temporalidade do tema, por apresentar uma abrangência significativa e rica em memória documental com este significativo exemplar. Caldeira cita a falta de mecanismos econômicos para o&lt;em&gt; feedback&lt;/em&gt; entre Brasil e África para a compra de escravos, surgindo como única alternativa no funcionamento objeto-sujeito um dos derivados da cana. O aguardente produzido principalmente na Capitania de Pernambuco. O número de garrafas de cachaça seria trocado de acordo com a potencialidade e idade do cativo, que ficava de quarentena após uma longa e exaustiva viagem entre a África congo-angolana e o Brasil, divididos entre os portos de Salvador e Rio de Janeiro. Aliás, as primeiras vilas em formação e características urbanas são obras dos “homens bons”, portugueses que tinham funções administrativas nas câmaras municipais, dentre elas, levantar residências, escolas jesuíticas, praças, pavimentação de ruas e manter a ordem emanada pelo Governador – Geral. Os “homens bons” recebiam ordens expressas do El- Rei para impedir o avanço social de nativos, cativos e judeus, muitos deles, fugindo da Santa Inquisição Católica em países como Portugal e Holanda, buscando refúgio na cidade pernambucana de Recife e bem estudada pelo historiador Ronaldo Vainfas com uma recente obra publicada. O objetivo do pesquisador Jorge Caldeira era esmiuçar o estruturalismo mental e arcaico de uma terra em formação; a falsa ideia de um processo desenvolvimentista no setor agrário e limitações no meio social, estático e principalmente indivisível. Elementos fundamentais na cultura mercantilista e consolidação de um capitalismo primitivo. Caldeira escreveu um livro para os amantes da Idade Moderna, especialistas do período proposto e para leigos que buscam alimentar o saber histórico com uma linguagem simples e inteligente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-383137642703217912?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/383137642703217912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/05/pluralidade-de-uma-terra-em-formacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/383137642703217912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/383137642703217912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/05/pluralidade-de-uma-terra-em-formacao.html' title='A PLURALIDADE DE UMA TERRA EM FORMAÇÃO'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-oxpcSFpCY5Y/TdMeHuL688I/AAAAAAAAANg/Ot8wranyT14/s72-c/familia04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-8781033076957471588</id><published>2011-05-09T18:36:00.000-07:00</published><updated>2011-05-10T06:29:13.109-07:00</updated><title type='text'>A AMÉRICA PORTUGUESA E SEUS PARADIGMAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1zM8L0YfSBw/TciX8UNsmlI/AAAAAAAAANY/AH_dRBC8cm4/s1600/mapa-capitanias.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 238px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604896798736685650" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-1zM8L0YfSBw/TciX8UNsmlI/AAAAAAAAANY/AH_dRBC8cm4/s320/mapa-capitanias.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A história dos primórdios ou formação do Brasil tem uma abrangência de fatos históricos e elementos que fomentam o estruturalismo da cultura econômica e agrária do Brasil Colonial. O historiador Sérgio Buarque de Holanda [ &lt;strong&gt;HOLANDA, Sérgio Buarque de – História Geral da Civilização Brasileira. A Época Colonial: do descobrimento à expansão territorial, Difel: São Paulo – Rio de Janeiro, págs 380, 1976 &lt;/strong&gt;] percorre as veias absolutistas e administrativas do Estado português em formação, no advento da cultura feudal e consolidação do Estado moderno entre os séculos XIV e XV, com informações essenciais para compreendermos o modelo escravocrata, a implementação de sesmarias nos arquipélagos lusitanos e um regime de cativos africanos, inaugurando uma política expansionista, consolidada no Tratado de Tordesilhas ( 1494 ). Os resultados são bastante consistentes após as expedições de Vasco da Gama e Fernão de Magalhães, polarizando a cultura européia em terras distantes e estabelecendo um novo sentido econômico, principalmente no Novo Mundo, primeiramente com o pau-brasil e posteriormente com a cana - de – açúcar. O complexo geológico do Brasil faz parte da compreensão sobre o encantamento dos europeus na América Portuguesa. O geógrafo Aziz Ab’saber mapeia uma terra rica em sedimentos rochosos, formações basálticas, uma pluralidade climática rica, com massas equatoriais atlânticas que interferem regiões com chuvas intensas no norte do país e esparsas e raras no sertão e semi-árido nordestino.&lt;br /&gt;Um país com um solo variável desde as pradarias sulistas, passando pela zona da mata litorânea, favorecendo o primeiro elemento agrícola do Brasil: a cana – de – açúcar, item que vingou em terras de solo massapé. Cito também o historiador e antropólogo Florestan Fernandes, um estudioso das culturas de famílias nucleares indígenas, dentre elas a tupi, esclarecendo neste belo exemplar a organização social, hierarquias, funções fundamentais no estruturalismo das aldeias, objeto inclusive de estudo do renomado antropólogo Claude Lévi – Strauss e publicado no clássico “&lt;em&gt;Tristes Trópicos”.&lt;/em&gt; Florestan, obviamente, foi um dos herdeiros na linha estrutural dos silvícolas. A escravidão dos nativos não foi um ato passivo e sim um clichê, citando atos de resistência e bravura de tribos ocupadas ao longo da costa brasileira. A expansão geográfica além da “muralha” natural ou Serra do Mar, foi objeto de pesquisa da historiadora Myriam Ellis, citando a discrepância na força política entre paulistas e portugueses. Os lusitanos, através da Câmara Municipal de São Paulo, fornecia sesmarias em terras mineiras e escoamento de escravos sudaneses da Bahia até Minas pelo Rio São Francisco, com um processo migratório que girou em torno de 30.000 pessoas em busca de ouro e prata, ocasionando a “Guerra dos Emboabas”. Este raro sebo, mexe com o nosso imaginário sobre o homem tupiniquim, ainda em formação entre os séculos XVI e XVIII. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-8781033076957471588?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/8781033076957471588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/05/america-portuguesa-e-seus-paradigmas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/8781033076957471588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/8781033076957471588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/05/america-portuguesa-e-seus-paradigmas.html' title='A AMÉRICA PORTUGUESA E SEUS PARADIGMAS'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-1zM8L0YfSBw/TciX8UNsmlI/AAAAAAAAANY/AH_dRBC8cm4/s72-c/mapa-capitanias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-8167075347754323402</id><published>2011-05-03T16:54:00.000-07:00</published><updated>2011-05-10T08:29:17.559-07:00</updated><title type='text'>UM AMANTE POR SEBOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qbkFoyyQ2_8/TcCXTvCR0UI/AAAAAAAAANQ/54JxAlER4aA/s1600/montes_de_livros.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 242px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602644301748228418" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-qbkFoyyQ2_8/TcCXTvCR0UI/AAAAAAAAANQ/54JxAlER4aA/s320/montes_de_livros.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Geralmente um professor, escritor e pesquisador têm preferência em comprar livros nas livrarias franqueadas, ter contato com livros novos, obras com editoras com enorme credibilidade perante intelectuais, tradutores e eruditos na área de Ciências Sociais. Sou um desses que percorre livrarias, mas confesso que sou um arqueólogo de sebos. Livros que apresentam edições esgotadas e só encontradas em sebos, muitos livros já meio amarelados, com cheiro de guardado, meio esquecido, porém cheio de riquezas, bem escrito por grandes pensadores que fomentaram o saber científico. Só neste ano li cerca de 10 livros, sendo que 3 ou 4 são sebos e viraram resenhas literárias e referências bibliográficas neste respectivo blog.&lt;br /&gt;Como um arqueólogo, sinto um frisson ao encontrar livros raros e com uma qualidade literária que nem todos conseguem apresentar obras lapidadas e inteligentes, sobretudo, no campo da antropologia cultural e história cultural, com temas homogêneos e heterogêneos em lojas franqueadas, tendo como alternativa, sebos nas grandes capitais ou sebos virtuais, uma opção bem interessante para os escritores e leitores isolados em comunidades bucólicas no Brasil e no mundo. Os sebos apresentam uma vantagem considerável em relação as livrarias franqueadas. O preço! Encontramos livros que giram entre R$5 reais à R$40 reais na área de Ciências Sociais. Não posso falar pelas demais capitais do país, mas sei que o Rio de Janeiro é um imenso celeiro literário, incunábulos e códices que se encontram no Real Gabinete Português de Literatura, Biblioteca Nacional, Casa Rui Barbosa, Instituto Moreira Sales e algumas universidades credenciadas pesquisam e compram obras raras, tendo em alguns casos, a sorte de receber verdadeiras bibliotecas com cerca de 20, 30 ou até 40 mil exemplares, verdadeiros tesouros literários que são presenteados&lt;em&gt; post – mordem&lt;/em&gt; pelos leitores de gabinete. Livros são como vinhos, ficam bem melhores com o tempo e a qualidade é inquestionável. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-8167075347754323402?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/8167075347754323402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/05/um-amante-por-sebos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/8167075347754323402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/8167075347754323402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/05/um-amante-por-sebos.html' title='UM AMANTE POR SEBOS'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-qbkFoyyQ2_8/TcCXTvCR0UI/AAAAAAAAANQ/54JxAlER4aA/s72-c/montes_de_livros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-4370727108779337816</id><published>2011-04-26T14:27:00.000-07:00</published><updated>2011-04-27T17:53:18.099-07:00</updated><title type='text'>AS INVASÕES BÁRBARAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-0lE7XZ5Hr7o/Tbc86dME1cI/AAAAAAAAANI/CeEJtEICn4I/s1600/hunos"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; FLOAT: left; HEIGHT: 174px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600011636623857090" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-0lE7XZ5Hr7o/Tbc86dME1cI/AAAAAAAAANI/CeEJtEICn4I/s320/hunos" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os séculos IV e V foram marcados pelas invasões dos povos bárbaros de origem euro-asiática, que ocupavam terras romanas além do Rio Danúbio por motivos de sobrevivência, saindo das planícies russas e mantendo a cultura nômade com os hunos, uma civilização de origem mongol, cujas atividades principais eram a caça, o pastoreio e a rapinagem, estudada com propriedade pelo historiador francês Pierre Riché [ &lt;strong&gt;RICHÉ, Pierre – As Invasões Bárbaras, Lisboa, Ed. Europa – América, págs 385, 1987&lt;/strong&gt; ] e citada por Amiano Marcelino, historiador do século IV: “&lt;em&gt;sob uma forma humana, vivem em estado de animais&lt;/em&gt;”. Obviamente, uma observação de um romano parcial.&lt;br /&gt;A invasão dos hunos contribuiu com o fim do reino dos ostrogodos em 375 e obrigou os visigodos à pedirem asilo ao Imperador de Constantinopla, Valente. A ocupação foi pacífica, porém as medidas austeras do Império Romano do Oriente em 377 fez com que os visigodos se rebelassem, criando um conflito armado em Adrianópolis em 378, tendo o imperador morto pelos visigodos e facilitando a expansão deles na região dos Bálcãs. As invasões bárbaras foram inevitáveis, o que exigiu dos romanos acordos diplomáticos, fornecendo víveres e escravos para os visigodos, ostrogodos, vândalos e alanos, povo de origem iraniana. O pior ainda estava por vir com a pilhagem de Roma em 410, atingindo o moral romano, apesar das perdas humanas e consideravelmente expressivas. Os pagãos culpavam o cristianismo, pois durante a Roma pagã, a cidade cosmopolita não tinha caído em mãos “bárbaras”. O triunfalismo cristão, construída com Constantino estava ameaçada, porém Santo Agostinho procurou amenizar o acontecimento, citando – o como providencialismo divino na obra: &lt;em&gt;“A cidade de Deus&lt;/em&gt;”. Os povos bárbaros ocupavam terras que até então eram dominadas pelos romanos, como as Gálias, Hispânia e Britânia ( atuais territórios da França, Bélgica, Península Ibérica e Grã – Bretanha ), além dos territórios do norte da África, formando no mundo antigo, um verdadeiro mosaico étnico e cultural. Esta bela obra mapeia uma nova Europa e nos enriquece com informações seguras sobre as raízes da civilização européia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-4370727108779337816?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/4370727108779337816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/04/as-invasoes-barbaras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/4370727108779337816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/4370727108779337816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/04/as-invasoes-barbaras.html' title='AS INVASÕES BÁRBARAS'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-0lE7XZ5Hr7o/Tbc86dME1cI/AAAAAAAAANI/CeEJtEICn4I/s72-c/hunos' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-8653746997201586245</id><published>2011-04-18T06:59:00.000-07:00</published><updated>2011-04-18T09:01:13.607-07:00</updated><title type='text'>REFLEXOS DO EXISTENCIALISMO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-mL79o6k4b-k/TaxEOizWldI/AAAAAAAAANA/54TrAXkOt5o/s1600/angustia.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 251px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596923453565736402" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-mL79o6k4b-k/TaxEOizWldI/AAAAAAAAANA/54TrAXkOt5o/s320/angustia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um dos objetivos fundamentais da Filosofia é exercitar no campo metafísico, a &lt;em&gt;maiêutica&lt;/em&gt; socrática entre jovens, que sentem os efeitos socioculturais, quase semelhante à uma claustrofobia por estarem à margem de um sistema cada vez mais dependente do conhecimento especializado, restrito - com uma capacidade &lt;em&gt;strictu sensu&lt;/em&gt; de profissionalizar o mercado - cada vez mais exigente. Independente da temporalidade e conceitos construídos por filósofos contemporâneos, as ideias passam por reciclagem e o homem em si, sobretudo, sobre o seu ser, sabendo que é a medida de todas as coisas, como bem definiu o filósofo grego Protágoras ( 480-411 a.C ). A medida, sem trocadilhos, do filósofo Heidegger ( 1889 - 1976 ) era a própria escrita, como o ponto de equilíbrio numa sociedade germânica, que sentia uma profunda crise social, mas mascarando esta crise principalmente de identidade com a política nazista, alimentando o seu ser e de milhões que encontravam – se numa profunda crise existencial. Seu legado literário e filosófico materializa sussurros de um homem que vagava através das letras, o fim de um obscurantismo platônico e cavernoso. A saída desta caverna seria a razão, porém o ópio do povo era o fundamentalismo, o sectarismo político, maquiado com um novo sentimento ultranacionalista, sufocando anseios através do exercício diário do homem em si, do seu ser, estilhaçando teorias relativas e impregnando corpos e mentes com uma esperança de recuperar de uma forma subjetiva e coletiva, principalmente dos mais jovens no período vanguardista, uma verdade única e consolidada com o que os sofistas gregos tinham de melhor, ou seja, a retórica. Observo, diariamente, os anseios pós – Heidegger e até pós – Sartre, uma angústia sem precedentes, independente da idade, credo, etnia ou classe social, mas grosso modo, sem compreender o passado, perdido no presente e temendo o futuro. Essa é a essência mais angustiante do homem que se alimenta barbaramente, do seu próprio reducionismo, com uma antropofagia sem precedentes. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-8653746997201586245?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/8653746997201586245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/04/reflexos-do-existencialismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/8653746997201586245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/8653746997201586245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/04/reflexos-do-existencialismo.html' title='REFLEXOS DO EXISTENCIALISMO'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-mL79o6k4b-k/TaxEOizWldI/AAAAAAAAANA/54TrAXkOt5o/s72-c/angustia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-1051010110613218956</id><published>2011-04-13T17:04:00.000-07:00</published><updated>2011-04-27T17:47:20.303-07:00</updated><title type='text'>ARCAÍSMO COMO PROJETO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-CACeMA_eE8w/TaY9ml2Kg7I/AAAAAAAAAM0/rM0PHdzLnGg/s1600/debret-engenho11.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 224px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5595227320258036658" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-CACeMA_eE8w/TaY9ml2Kg7I/AAAAAAAAAM0/rM0PHdzLnGg/s320/debret-engenho11.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por um bom tempo, historiadores como Celso Furtado e Caio Prado Jr escreveram textos e obras sobre o pragmatismo econômico, monopólio comercial, monocultura agroexportadora e escravismo no Brasil extremamente arcaico entre os séculos XVIII e XIX. O material humano era o negro cativo, preenchendo os campos, atendendo o capitalismo primitivo e mercantil. Para os historiadores dessa exemplar obra João Fragoso e Manolo Florentino, [&lt;strong&gt; FRAGOSO,João e FLORENTINO, Manolo - O arcaísmo&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;como projeto: mercado atlântico, sociedade agrária e elite mercantil em uma economia colonial tardia, Rio de Janeiro, 1790-1840, Civilização&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Brasileira, Rio de Janeiro,págs 237, 2001&lt;/strong&gt; ] os homens e alimentos eram importantes variáveis para o mercado atlântico. Celso Furtado observa a crueldade da aristocracia ruralista no trato de seus escravos, mas para Celso Furtado o fluxo de escravos era interessante para o senhor de terras, com um preço do escravo relativamente barato e gerando comércio exterior, ou seja, compra de escravos e consequentemente, a &lt;em&gt;plantation.&lt;/em&gt; Segundo os historiadores dessa obra, Portugal e a elite mercantil foi em busca de um estruturalismo econômico ainda em formação na baixa Idade Média, por apresentar terras frágeis e compensação ultramarina na Índia. Na África, segundo a análise do historiador Ciro Cardoso, o continente é heterogêneo e um verdadeiro &lt;em&gt;lócus&lt;/em&gt; social, celeiro de cativos. O Estado luso ainda sentia os efeitos da Guerra de Reconquista no século XIII e a necessidade da aristocracia de manter um &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt; no mercado atlântico. O Rio de Janeiro passa a ter uma posição geopolítica perante o atlântico. No século XVI, a ainda pequena vila fluminense, atendia a Bahia, Pernambuco e Angola com exportação de farinha de mandioca, entretanto, com a descoberta do ouro nas gerais, o Rio passou a ter uma importância política e administrativa perante a elite aristocrática urbana e rural, exercendo funções para atender interesses particulares, principalmente com a larga e intensa comercialização de escravos, consolidando uma “sociedade escravocrata”. O crescimento demográfico de cativos, principalmente de adultos entre 18 e 40 anos, foi significativo entre os anos de 1790 e 1830. Os historiadores desse exemplar, citam cifras de entrada de cativos que fica em torno de 700 mil, atracando 1500 negreiros. A região fluminense destaca – se significativamente com a “indústria” de engenhos, superando Pernambuco e Bahia na produção de açúcar, consolidando um novo ponto geográfico na comercialização do produto. Campos dos Goytacazes. Nas décadas de 20 e 30 do século XIX, o café e o anil mantiveram intacta a cultura agrícola, denominada pelo historiador e antropólogo Stuart Schwartz como “renascimento agrícola” pós – surto do ouro. Alimentos e escravos entravam e saíam do Rio, intensificando o comércio entre Rio, Luanda, Lisboa e Índia, colocando o setor agrícola fluminense como uma das principais forças da economia colonial tardia. Luanda torna -se a principal zona de cativos, consolidando desde o século XVI como ponto de escambo. A flutuação de pretos congo - angolanos de 10 a 34 anos de idade entre Luanda e Rio de Janeiro variou em torno de 96,7% entre 1790 - 1807 e 80,9% entre 1810 - 1832, superando a importação de escravos em Salvador e Recife. São Paulo tornar - se importante na cultura da &lt;em&gt;plantation&lt;/em&gt; de mandioca, milho e café a partir de 1830, assim com a capitania gaúcha na comercialização do charque e trigo por todo o Brasil. Segundo alguns códices do Arquivo Nacional, o comércio de escravos e de animais através dos tropeiros, estabeleceu uma rede comercial na região interiorana e litorânea entre 1802 - 1822. No tempo joanino, cerca de 15 famílias tinham o monopólio mercantil e controle absoluto de empréstimos financeiros. O hiato social que tomou conta do século XX tem raízes na história da colonização portuguesa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-1051010110613218956?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/1051010110613218956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/04/arcaismo-como-projeto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1051010110613218956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1051010110613218956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/04/arcaismo-como-projeto.html' title='ARCAÍSMO COMO PROJETO'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-CACeMA_eE8w/TaY9ml2Kg7I/AAAAAAAAAM0/rM0PHdzLnGg/s72-c/debret-engenho11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-335411714035800264</id><published>2011-04-07T15:51:00.000-07:00</published><updated>2011-04-07T16:44:10.620-07:00</updated><title type='text'>REFLEXOS DE UMA OMISSÃO!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-QkggeCtF2Eg/TZ5BwQS87QI/AAAAAAAAAMs/nQMLsz4A54U/s1600/sangue.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; FLOAT: left; HEIGHT: 226px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592980084504718594" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-QkggeCtF2Eg/TZ5BwQS87QI/AAAAAAAAAMs/nQMLsz4A54U/s320/sangue.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A tragédia na escola carioca me chocou profundamente como cidadão e principalmente como professor, mas vejo reflexos de uma omissão do Estado com a segurança pública, omissão com o trabalho moral e intelectual de crianças e jovens que são simplesmente marginalizados pelo sistema que vivemos. A psiquiatria explica que o comportamento do terrorista suicida é rico em detalhes de um esquizofrênico com uma patologia assassina. Fui aluno e hoje sou professor, sempre me senti seguro nas escolas que estudei. Escolas públicas e particulares, sobretudo, sentindo o carinho e respeito dos meus queridos professores e colegas, sentindo que a escola era a extensão da minha casa. Como educador, professor e principalmente amigo, vejo com pesar a morte de 12 pequenos anjos e os reflexos psicológicos de pais, alunos, funcionários e professores em um centro de construção, conhecimento e paz, violentamente substituída pela violência e desespero de crianças, que fatalmente, vão olhar a escola de uma forma traumática. Mesmo assim, nós, professores e educadores, continuaremos na irrigação de crianças e jovens, plantando sementes para colher bons frutos e não limpar o chão de uma escola com sangue de crianças. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-335411714035800264?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/335411714035800264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/04/reflexos-de-uma-omissao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/335411714035800264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/335411714035800264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/04/reflexos-de-uma-omissao.html' title='REFLEXOS DE UMA OMISSÃO!'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-QkggeCtF2Eg/TZ5BwQS87QI/AAAAAAAAAMs/nQMLsz4A54U/s72-c/sangue.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-5005536572801496402</id><published>2011-04-06T18:53:00.000-07:00</published><updated>2011-04-07T16:54:20.391-07:00</updated><title type='text'>A CRISE DA REPÚBLICA E A SOCIEDADE ROMANA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8yhxqw2klEw/TZ0cUdMtglI/AAAAAAAAAMk/UKA6jbj8IM4/s1600/gladiadores01.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 315px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592657450024927826" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-8yhxqw2klEw/TZ0cUdMtglI/AAAAAAAAAMk/UKA6jbj8IM4/s320/gladiadores01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A crise na sociedade romana tem uma forte relação com as profundas e endêmicas diferenças sociais e econômicas dos escravos, homens livres de baixa renda, habitantes citadinos ou ruralistas das províncias distantes da capital romana, principalmente por origem étnica com aqueles que eram marginalizados por romanos patrícios como judeus, egípcios e etíopes. Uma das reivindicações essenciais dos itálicos era a cidadania romana, só fornecida entre os anos 91 e 89 a.C; obtendo direitos parciais dos &lt;em&gt;ordo senatorius&lt;/em&gt; [ ordem senatorial ] e &lt;em&gt;ordo equester&lt;/em&gt; [ ordem equestre ] entre &lt;em&gt;populares&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;optimates&lt;/em&gt;, uma terminologia latina para designar o populacho e a elite patrícia. O conflito social ganha uma interessante dimensão durante a Guerra Social ( 91-89 a.C ) com uma crítica contundente à uma república oligárquica, corrupta e sangrenta cheia de ambições, característica ímpar na cultura mitológica [ Rômulo matou o irmão Remo por desejar o poder ]. A crise republicana torna – se um antagonismo sem igual entre escravos e senhores no século I a.C tendo como destaque a revolta de Espártaco e as sublevações de escravos na Grécia, Ásia Menor e em Siracusa. O número de seguidores do gladiador trácio Espártaco ficou em torno de 120.000 homens, mas Roma utilizou oito legiões, lideradas por Marco Licínio Crasso, bem esmiuçada pela historiadora Géza Alfoldy com a bela obra e sua narrativa [ &lt;strong&gt;ALFOLDY, Géza – A História Social&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;de Roma, Lisboa. Ed. Presença,325 págs, 1989&lt;/strong&gt; ]. O tratamento dos romanos em relação aos itálicos era totalmente desumano e discriminatório e aprofundando as desigualdades com a ampliação de terras por uma elite intelectual e política, empobrecendo os camponeses, mesmo após implementaram a lei frumentária e articulações de Tibério Graco no Senado. Conflitos pelo poder, alianças, guerras civis e choque social marcaram profundamente a “coisa pública”, colocando a sociedade romana em uma transição entre república oligárquica e monarquia imperial, após a queda de Gaio Júlio César em 46 a.C. Os escravos &lt;em&gt;urbis&lt;/em&gt; eram tratados sem diferenciação dos escravos ruralistas, denominados &lt;em&gt;plebs urbana&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;plebs rústica&lt;/em&gt;. Mobilidade ou ascensão de escravos só foi registrada por historiadores como Sêneca ou geógrafo Estrabão, como a surreal mobilidade econômica de Trimalquião no &lt;em&gt;Imperium Romanum&lt;/em&gt;. A forma de governo, nomenclatura e interesses políticos mudaram sensivelmente entre República e Império na Roma Antiga, porém o hiato social e econômico persistiu entre os séculos I a.C e V d.C, acirrando ainda mais as classes sociais com sangue e suor da plebe e escravos. Em Roma, tudo foi superlativo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-5005536572801496402?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/5005536572801496402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/04/crise-da-republica-e-sociedade-romana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/5005536572801496402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/5005536572801496402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/04/crise-da-republica-e-sociedade-romana.html' title='A CRISE DA REPÚBLICA E A SOCIEDADE ROMANA'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-8yhxqw2klEw/TZ0cUdMtglI/AAAAAAAAAMk/UKA6jbj8IM4/s72-c/gladiadores01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-5280490519135218677</id><published>2011-04-04T09:34:00.000-07:00</published><updated>2011-04-05T17:34:42.226-07:00</updated><title type='text'>AS REVOLUÇÕES: 1789-1848</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-i548Tx8hhU4/TZn1dCH3zbI/AAAAAAAAAMc/GhaxbKBVgLY/s1600/robes.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 233px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5591770291492081074" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-i548Tx8hhU4/TZn1dCH3zbI/AAAAAAAAAMc/GhaxbKBVgLY/s320/robes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os anos de 1789-1848 marcaram profundamente o homem contemporâneo por ter participado das duas principais revoluções burguesas entre os séculos XVIII e XIX. O mundo moderno ainda respirava uma cultura feudal e profundamente arcaica, mesmo com os respingos do movimento renascentista, porém o mundo era extenso e rural. O monopólio da aristocracia feudal dominava uma Europa em transição, mantendo um estruturalismo medieval – conservador, antiliberal e crítico do racionalismo ideológico dos iluministas do século XVIII, bem escrita na década de 80 do século XX [ &lt;strong&gt;HOBSBAWN, Eric – A era das revoluções&lt;/strong&gt;: &lt;strong&gt;1789-1848. Ed. Paz e Terra, Rio de Janeiro, 425&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;pags- 2007&lt;/strong&gt; ]. A Grã – Bretanha amplia seus horizontes primordialmente com a comercialização de algodão, desenvolvimento peculiar das maquinarias, implementando uma política de canhoneira e darwinista em terras que sustentaram uma filosofia economicista do escocês Adam Smith, com o tão clássico “&lt;em&gt;A Riqueza das Nações&lt;/em&gt;”, buscando no campo das idéias, a polarização do bem – estar social, sobretudo, nas camadas menos favorecidas, mas a realidade foi colocada com propriedade e dedução, feita é claro, por Saint – Simont de uma forma racional e escrevendo as entranhas da desigualdade. A cultura agrária de domínio de acres foi substituída pela cultura urbana e cosmopolita, principalmente com a malha ferroviária que ampliou uma rede comercial no mínimo estratosférica e profundamente econômica. No campo do saber científico, a&lt;em&gt; intelligentsia&lt;/em&gt; liberal e politizada, buscou pluralizar a cultura desde obras literárias de forte apelo crítico ao sistema débil no campo e a aceleração do mundo&lt;em&gt; urb&lt;/em&gt;, citada por um dos principais expoentes literários do século XIX, Balzac com “&lt;em&gt;A Comédia Humana&lt;/em&gt;”, reflexos literários de uma França tomada por filosofias socialista, comunismo primitivo, jacobinismo e girondinos pós – Napoleão. O jacobinismo implementou uma filosofia relativista desde Robespierre à “Primavera dos Povos”, estremecendo a Europa com um mapa napoleônico e nacionalismos modernos de ingleses até russos, consolidando a cultura como leitmotiv do rococó, passando por Beethoven ao dedicar a música &lt;em&gt;Eroica&lt;/em&gt; a Napoleão. A literatura poética de Goethe como tronco linguístico ou movimentos revolucionários do escritor romântico Dostoievski, assim como todos os demais escritores modernos e vanguardistas dos anos novecentos. O livro é rico e o historiador é comprometido com uma literatura heterogênea e histórica é claro. Uma obra completa em um mundo em transformação. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-5280490519135218677?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/5280490519135218677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/04/as-revolucoes-1789-1848.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/5280490519135218677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/5280490519135218677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/04/as-revolucoes-1789-1848.html' title='AS REVOLUÇÕES: 1789-1848'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-i548Tx8hhU4/TZn1dCH3zbI/AAAAAAAAAMc/GhaxbKBVgLY/s72-c/robes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-4171292128880237972</id><published>2011-03-22T07:54:00.000-07:00</published><updated>2011-03-22T08:08:01.945-07:00</updated><title type='text'>HISTÓRIA E LITERATURA: PARADIGMAS NA MITOLOGIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-lzrI_sjYl1Q/TYi66HeFz0I/AAAAAAAAAMU/TthZtX92De4/s1600/imhotep.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586920845353537346" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 207px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-lzrI_sjYl1Q/TYi66HeFz0I/AAAAAAAAAMU/TthZtX92De4/s320/imhotep.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O escritor Umberto Eco defende a tese que a leitura é uma necessidade biológica, buscando costurar História, Literatura e fatos mitológicos. O poeta grego Homero que inspirou escritores &lt;em&gt;hors – concours&lt;/em&gt; em prosa e verso, como o romano Virgílio e o florentino renascentista Dante Alighieri, uniu o mundo real, a geografia do belíssimo Egeu com relatos mitológicos. Nada é mais clássico que o bem conhecido “A Guerra de Tróia”, em que espartanos gregos e troianos lutam pela conquista da linda Helena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Helena é uma grande metáfora, ela representa a própria Grécia, ou seja, representa a beleza geográfica e cultural da própria civilização helênica. A consolidação da literatura grega veio com a obra “Odisséia”, que também une o verdadeiro espaço geográfico e a odisséia dos deuses gregos e do irreal Ulisses. No Egito Antigo, encontramos uma cultura também politeísta, com uma forte crença em deuses que estavam inseridos na natureza, interferindo na economia, na literatura com a obra “O livro dos Mortos”, descrevendo a vida &lt;em&gt;post mordem&lt;/em&gt; do faraó Menés até Cleópatra, com pitadas de mitologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No governo de Amenófis IV ou Akhenaton e Nefertiti, foi implantado o monoteísmo cultuando o deus Aton ( o deus Sol ) fortalecendo a divindade tanto no Alto Egito como no Baixo Egito na XVIII Dinastia. A tentativa de Akhenaton de eliminar do cenário social os demais deuses como Ptah, Osíris, Imhotep, entre outros, causou um profundo impacto cultural, econômico por terem abandonado a Cidade – Estado de Tebas e político com a falta de credibilidade e truculência de Akhenaton e Nefertiti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No governo de Cleópatra ( 70 a.C - 30 a.C ), os egípcios ficaram escandalizados com a divindade da rainha do Egito com o deus Dioniso, o deus do vinho, realizando uma verdadeira orgia, tendo a participação do militar romano Marco Antônio ( 80 a.C – 30 a.C ), facilitando assim, a queda da última Dinastia egípcia. No início da Idade Média, os navegadores escandinavos &lt;em&gt;Vikings&lt;/em&gt; faziam oferendas para o deus Thor, buscando vitórias e força diante das adversidades em alto mar e nas terras distantes e desconhecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mitologia indígena e contemporânea é rica em fatos que são passados via oral de pai para filho. Existe a mitologia da prática do canibalismo, que o inimigo devorado chega com maior facilidade no paraíso, e facilitando também a vida dos nativos canibais. Temos a obra de Monteiro Lobato “Sítio do Picapau Amarelo”, rica em figuras mitológicas como o Saci, Cuca ou o marquês de Rabicó, que mexeu com a infância de muita gente. No Oriente Médio temos a literatura mitológica do “Ali Baba e os quarenta ladrões” ou a narração da persa Sherazade que conta a história das mil e uma noites, enfim, a relação entre Mitologia, Literatura e História é estreita e só enriquece o imaginário da nossa espécie, com obras de grande relevância para as pessoas de todas as idades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-4171292128880237972?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/4171292128880237972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/03/historia-e-literatura-paradigmas-na.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/4171292128880237972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/4171292128880237972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/03/historia-e-literatura-paradigmas-na.html' title='HISTÓRIA E LITERATURA: PARADIGMAS NA MITOLOGIA'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-lzrI_sjYl1Q/TYi66HeFz0I/AAAAAAAAAMU/TthZtX92De4/s72-c/imhotep.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-2089381619954417920</id><published>2011-03-18T16:23:00.000-07:00</published><updated>2011-03-18T16:23:19.737-07:00</updated><title type='text'>Poesia do "Tuiter"</title><content type='html'>&lt;div&gt;Dica do amigo &lt;a href="http://giovanimiguez.com"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;@GiovaniMiguez_&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/se8tqTSDm3E?fs=1" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-2089381619954417920?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/2089381619954417920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/03/poesia-do-tuiter.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/2089381619954417920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/2089381619954417920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/03/poesia-do-tuiter.html' title='Poesia do &quot;Tuiter&quot;'/><author><name>Giovani Miguez</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_luRZPhIvz9Y/TP2SK9PDgjI/AAAAAAAAEFU/DTW_J8yAPj8/S220/avatarMiguez.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/se8tqTSDm3E/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-631428587911230585</id><published>2011-03-06T10:07:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T16:00:30.842-08:00</updated><title type='text'>A ERA DOS IMPÉRIOS: 1875 - 1914</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-RlUeKZOpBZY/TXPVvkx138I/AAAAAAAAAME/2otxlAV4rIU/s1600/industria.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5581039376545472450" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-RlUeKZOpBZY/TXPVvkx138I/AAAAAAAAAME/2otxlAV4rIU/s320/industria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“Apenas uma confusão política completa e um otimismo ingênuo podem impedir que se reconheça que os esforços inevitáveis em favor da expansão comercial de todas as nações civilizadas, sob controle da burguesia, após um período de transição de concorrência aparentemente pacífica, se aproximam nitidamente do ponto em que apenas o poder decidirá a parte que caberá a cada nação no controle econômico da Terra e, portanto, a esfera de ação de seus povos e, especialmente, do potencial de ganho de seus trabalhadores.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Max Weber, 1894.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O renomado sociólogo alemão Max Weber( 1864-1920 ) foi sucinto e preciso ao analisar um dos momentos mais otimistas da produção intelectual, cultural e econômica no ultimo quartel do século XIX e início do século XX, com intensas manifestações econômicas, fruto dos movimentos imperialistas que marcaram consideravelmente alguns Estados, sobretudo com uma política imperialista, dentre eles os mais significativos foram o Império Habsburgo, o Império Nipônico, o russo dos czares, o respeitável Império Otomano e o não menos importante, o Império Brasileiro. A era imperial foi objeto de estudo e publicação elementar do &lt;em&gt;hors – concours&lt;/em&gt; em história contemporânea Eric Hobsbawn. ( &lt;strong&gt;A era dos impérios: 1875-1914 – Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998 ).&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O historiador vai à fundo na dialética entre classe trabalhadora, numa perspectiva socialista e marxista, numa Europa com forte impacto industrial, buscando mercados globais e consumidores globais, desde famílias nucleares e burguesas que estavam amando a cultura da &lt;em&gt;belle époque&lt;/em&gt; no &lt;em&gt;fin de siécle&lt;/em&gt;. O pensador esmiúça a formação da cultura política, dando ênfase na organização da classe trabalhadora, fazendo frente aos burgueses, tendo como um fato histórico peculiar o surgimento do Partido dos Trabalhistas ingleses em 1900, fortalecendo sindicatos e a própria classe dos trabalhadores. Com o mesmo propósito, estava nascendo o Partido Social - Democrata alemão, sob o impacto de um republicanismo com os moldes revolucionários franceses. O objetivo máximo dos burgueses era a "modernização" em todas as esferas, explorando a tecnologia e a pluralidade do saber intelectual e cultural, tendo como principais referências Nietzsche, Oscar Wilde( 1854-1900 ), Bernard Shaw( 1856-1950 ) , Rosa Luxemburgo( 1871-1919 ) entre outras referências intelectuais. O historiador cita o magnífico exercício metafísico do filósofo Nietzsche( 1844-1900 ) sobre o mito dos "super-homens" da classe burguesa numa Europa darwinista social. A metafísica científica e academicista, exemplifica o evolucionismo do homem, tendo como principal referência o renomado físico Albert Einstein( 1879-1955 ) com a sua "Teoria da Relatividade", publicada em 1905; com toda certeza, a pesquisa mais importante desde Isaac Newton( 1643-1727 ). Segundo o historiador, os sensos entre 1875 e 1914 mostram o crescimento considerável da sociedade européia, independente da classe em que os europeus e outros povos pertenciam, de uma forma consistente e plena. O livro é uma importante fonte histórica de acontecimentos do homem em um mundo de pura transição, desde os relatos do grande pensador Karl Marx ( 1818-1883 ) em seu tempo, passando por intelectuais que registraram o niilismo e o neopositivismo burguês entre os séculos XIX e XX.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-631428587911230585?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/631428587911230585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/03/era-dos-imperios-1875-1914.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/631428587911230585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/631428587911230585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/03/era-dos-imperios-1875-1914.html' title='A ERA DOS IMPÉRIOS: 1875 - 1914'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-RlUeKZOpBZY/TXPVvkx138I/AAAAAAAAAME/2otxlAV4rIU/s72-c/industria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-163206459487090960</id><published>2011-02-16T04:51:00.000-08:00</published><updated>2011-02-16T05:15:09.750-08:00</updated><title type='text'>O MARXISMO E A CULTURA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-b9MEDi38jCk/TVvKopN2lkI/AAAAAAAAAL0/IHtE7IZZo9g/s1600/marx_karl.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574271763408655938" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 203px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-b9MEDi38jCk/TVvKopN2lkI/AAAAAAAAAL0/IHtE7IZZo9g/s320/marx_karl.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Respondendo o historiador Peter Burke, o que seria uma história cultural? A cultura se manifesta desde quando verbalizamos uma idéia, passando pela música, teatro, religião, política e literatura, com uma produção de ideias do homem. A cultura passou pelo crivo do pensador Karl Marx, tendo como primeiro laboratório cultural a luta de classes, a dialética de cunho metalúrgico com a sua principal obra “&lt;em&gt;O Capital”,&lt;/em&gt; mas a filosofia dominou outros campos da cultura. Cito a música erudita que foi classificada equivocadamente como burguesa, por ser erudita, deixando compositores como Mozart, Bach e Beethoven na berlinda cultural entre os simpatizantes do marxismo ortodoxo, além de escritores como Dostoievski e Victor Hugo, com fortes críticas por terem uma linha de pensamento supostamente pró – burguesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um momento de transição entre cultura erudita e cultura popular. Na História do Brasil, a cultura erudita ficou em xeque, principalmente na Semana da Arte Moderna com intelectuais alimentando a cultura popular nacional, sobretudo, dando ênfase no campo literário, música e artes, sem é claro, apresentar um teor marxista, mas dando margem para a formação cultural marxista nos anos posteriores, principalmente nos anos de chumbo, tendo como principais ícones Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Josué de Castro, Érico Veríssimo entre outros. O materialismo histórico e a metafísica de cunho antropológico são fontes fidedignas para uma analise strictu sensu sobre um tema extremamente relevante. No século XX tivemos duas vertentes sobre o tema: a observação dos historiadores e antropólogos do universo histórico – humano pelos marxistas como Edward Thompson, com o clássico “&lt;em&gt;Formação da Classe Operária&lt;/em&gt; Inglesa” e do principal expoente literário Eric Hobsbawn, com uma vasta publicação sobre cultura humana e imparcial do materialismo histórico e por último os escritores não – marxistas como Huizinga, Umberto Eco ou Ginzburg, que buscam nas letras, idéias e observações plurais na antropologia cultural e história cultural. A cultura marxista deixa um legado para todos os apaixonados da cultura histórica, herança &lt;em&gt;sui generis&lt;/em&gt; do século anterior na cultura e no meio acadêmico. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-163206459487090960?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/163206459487090960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/02/o-marxismo-e-cultura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/163206459487090960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/163206459487090960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/02/o-marxismo-e-cultura.html' title='O MARXISMO E A CULTURA'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-b9MEDi38jCk/TVvKopN2lkI/AAAAAAAAAL0/IHtE7IZZo9g/s72-c/marx_karl.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-6072066032731718333</id><published>2011-02-02T13:50:00.000-08:00</published><updated>2011-02-02T14:46:02.772-08:00</updated><title type='text'>A CRISE NO EGITO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TUnTlYa4XFI/AAAAAAAAALs/B8CI1nZ0JI0/s1600/protestos+no+egito.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5569215053384146002" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 229px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TUnTlYa4XFI/AAAAAAAAALs/B8CI1nZ0JI0/s320/protestos%2Bno%2Begito.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A crise que toma as ruas da capital egípcia, Cairo, tomou proporções significativas no país, no Oriente Médio e principalmente no governo americano, que por sinal, sente o desmanche do governo totalitário do presidente Hosni Mubarak. O principal aliado dos egípcios é os EUA, impedindo o apoio de Obama ao presidente Mubarak, com manifestações da massa, pedindo e reivindicando a saída imediata do presidente ditador. No ocidente muitos citam a cultura islâmica como retrógrada, obviamente, algumas idéias fundamentalistas tentam resgatar uma sociedade medievalista, por volta dos séculos VII e VIII d.C; como foi feita pelos talibãs no Afeganistão, pós – queda da extinta União Soviética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas manter um presidente por 30 anos mostra como os norte – americanos e israelenses pararam no tempo. Apresentaram uma justificativa, sem qualquer prova atual e histórica, que o partido Irmandade Muçulmana representa uma filosofia ou fundamentalismo islâmico, esbarram no estereótipo islâmico e vai de encontro com a democracia, conceito deturpado pelos próprios norte – americanos, alimentando um paradoxo entre a democracia que defendem no Egito, mantendo um presidente antidemocrático. O defensor e franco opositor ao regime, é o Nobel da Paz Mohamed El – Baradei, tornando – se o principal ícone desse processo transitório. A retórica dos EUA não tem consistência por dois motivos: em Israel encontramos um judaísmo fundamentalista, com o partido Likkud, perseguidores dos palestinos e nos EUA a ala mais radical do Partido Republicano, os conhecidos &lt;strong&gt;Tea Party&lt;/strong&gt;, representam o fundamentalismo cristão e perseguidores dos&lt;em&gt; outsiders&lt;/em&gt;. O cenário egípcio, por mais que tenham conflitos e cenário revolucionário, a busca do equilíbrio social e econômico só será possível com uma transição política. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-6072066032731718333?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/6072066032731718333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/02/crise-no-egito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6072066032731718333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6072066032731718333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/02/crise-no-egito.html' title='A CRISE NO EGITO'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TUnTlYa4XFI/AAAAAAAAALs/B8CI1nZ0JI0/s72-c/protestos%2Bno%2Begito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-6665417644165521416</id><published>2011-01-27T09:47:00.000-08:00</published><updated>2011-01-27T09:56:52.803-08:00</updated><title type='text'>EFEITO DOMINÓ!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TUGxumbiUOI/AAAAAAAAALg/ub2N9iVGTTs/s1600/conflitos.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5566926028554784994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TUGxumbiUOI/AAAAAAAAALg/ub2N9iVGTTs/s320/conflitos.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Caríssimos leitores, começo a minha jornada como blogueiro, analisando um tema bastante atual. A crise política que toma conta de alguns países da África saariana e islâmica. A Tunísia ( foto ) entrou nos noticiários internacionais devido a queda do presidente Zine al Abidine Ben Ali, por insistir com um regime totalitário ou absolutista, gerando conflitos entre simpatizantes do governo e jovens que apresentam uma mentalidade ocidental, aliás, com formação acadêmica em universidades européias. O objetivo desses jovens ocidentalizados é construir uma democracia, obviamente o diálogo não existiu entre o povo e o governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A possibilidade de uma &lt;strong&gt;“intifada”&lt;/strong&gt; ( levante ) tem assustado outros governantes, que governam países islâmicos, já sentindo estes efeitos na Argélia e no Egito, cujo governante está no poder desde a década de 70. O presidente do Egito, Hosni Mubarak, é um fiel defensor do seu cargo, com eleições fraudulentas e corrupção que se arrasta por décadas. É um momento revolucionário no mundo islâmico, desde a Revolução Iraniana de Khomeini em 1979, quando o governante pró – ocidente Xá Reza Pahlevi caiu do poder. O grande temor dos EUA e da União Européia é a possibilidade dos grupos terroristas como Al – Qaeda e o Hezbollah utilizarem o momento de crise política e desestabilizar os mediadores ocidentais, gerando um fracasso do intervencionismo ocidental na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A classe média árabe deseja uma mudança significativa. Muitos admiram turcos islâmicos por apresentarem uma vida social e econômica mais justa, sem perder uma identidade religiosa. A influência cultural ocidentalizada está ainda presente nos países islâmicos, mas por outro lado, os muçulmanos seguem à risca a &lt;em&gt;sharia&lt;/em&gt;, lei islâmica e um dos pilares da cultura maometana. A crise típica dos países ocidentais, como falta de emprego, miséria e corrupção tomam conta desses estados, gerando um efeito dominó com proporções significativas na história da África Saariana e no Oriente Médio. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-6665417644165521416?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/6665417644165521416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/01/efeito-domino.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6665417644165521416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6665417644165521416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/01/efeito-domino.html' title='EFEITO DOMINÓ!'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TUGxumbiUOI/AAAAAAAAALg/ub2N9iVGTTs/s72-c/conflitos.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-5533390806927896317</id><published>2011-01-25T13:52:00.000-08:00</published><updated>2011-01-25T16:43:49.060-08:00</updated><title type='text'>DISCURSO LITERÁRIO X DISCURSO COMUM</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TT9IEGbvFdI/AAAAAAAAALY/nPgFjKR4C-8/s1600/livros+de+literatura.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5566246899736843730" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 213px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TT9IEGbvFdI/AAAAAAAAALY/nPgFjKR4C-8/s320/livros%2Bde%2Bliteratura.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pode-se dizer que a linha de  diferença entre discurso literário e discurso comum é bem estreita, porém existem diferenças entre  ambos que os caracterizam fazendo que criem assim suas singularidades. Encontramos no discurso literário uma vasta complexidade ao passo que no discurso comum relacionamos diretamente um referente ao seu signo linguístico.&lt;br /&gt;Percebe-se no texto comum uma transparência marcada pela significação singular dos signos como principal traço caracterizador do discurso comum que nos possibilita perceber quando existe um referente diretamente ligado ao seu signo linguístico.&lt;br /&gt;Percebe-se no texto literário o uso da polifonia como seu traço caracterizador, fator que determina a complexidade da linguagem possibilitando aos signos lingüísticos, as frases e as seqüências assumir múltiplos significados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A literatura cria significantes e funda significados. O texto literário é multissignificativo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se diz que o texto literário trabalha com polifonia e assim muda o sentido das palavras dando a si tamanha complexidade, pode-se dizer que a literatura afasta-se do real sentido das palavras deixando de se preocupar com a plena clareza da comunicação que veicula e com a obediência às normas usuais da língua.&lt;br /&gt;Sendo assim, tal fato torna possível relacionar linguagem literária e polifonia, pois ambas caminham juntas, a polifonia permite à linguagem literária manter sua complexidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PROENÇA FILHO, Domício. Literatura: Conceitos. In: Estilos de Época na Literatura. São Paulo: Ática, 1995. (p-32-51)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renata de Souza Barbosa é formada em Letras no UGB.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-5533390806927896317?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/5533390806927896317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/01/discurso-literario-x-discurso-comum.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/5533390806927896317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/5533390806927896317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2011/01/discurso-literario-x-discurso-comum.html' title='DISCURSO LITERÁRIO X DISCURSO COMUM'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TT9IEGbvFdI/AAAAAAAAALY/nPgFjKR4C-8/s72-c/livros%2Bde%2Bliteratura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-1434388175618063599</id><published>2010-12-23T15:50:00.000-08:00</published><updated>2010-12-23T15:54:39.916-08:00</updated><title type='text'>NATAL E AGRADECIMENTOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TRPhJ9afEvI/AAAAAAAAALM/hDgYtaCxYPI/s1600/IMG018-01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5554030326698676978" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TRPhJ9afEvI/AAAAAAAAALM/hDgYtaCxYPI/s320/IMG018-01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sim, o Natal é um momento mágico, que ilumina a mente e os nossos espíritos com o renascimento daqueles que estavam obscuros ou nascimento dos que estavam poeticamente mortos, reencontrando o seu ser, existência pertinente em um mundo frio e sem equilíbrio de forças. O encontro de si mesmo é um passo fundamental para encontrarmos nossas famílias e amigos que nos cercam. Eu, como blogueiro, busco as letras e os livros como medicamentos para aliviar o sistema que nos cerca, debruçando e amando a literatura, filosofia e história, como ciências racionais. Neste fechamento, gostaria de agradecer colaboradores, intelectuais, amigos e amigas que contribuíram de alguma forma na existência desde espaço do saber, das letras e do pensamento humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2011, pretendo ampliar o meu trabalho neste espaço, divulgando novas crônicas, poemas e artigos e é claro, tendo a colaboração de novos e experientes escritores, procurando abrir corpos e mentes dos meus alunos, ex – alunos, professores e amigos que seguiram este blog. Tenho um agradecimento em especial ao amigo e incentivador Giovani Miguez. Blogueiro como eu, com conteúdos bem diferentes, entretanto, buscamos a mesma finalidade, divulgar o conhecimento, cotidiano ou científico, mas com dedicação e amor. Queridos leitores, volto na segunda quinzena de janeiro, com novos trabalhos. Um bom Natal e um ótimo 2011!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-1434388175618063599?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/1434388175618063599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/12/natal-e-agradecimentos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1434388175618063599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1434388175618063599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/12/natal-e-agradecimentos.html' title='NATAL E AGRADECIMENTOS'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TRPhJ9afEvI/AAAAAAAAALM/hDgYtaCxYPI/s72-c/IMG018-01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-7431620750562905878</id><published>2010-12-23T15:39:00.000-08:00</published><updated>2010-12-23T15:49:03.924-08:00</updated><title type='text'>ENSAIO SOBRE DRUMMOND E SUAS FASES POÉTICAS NO MODERNISMO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TRPfwbLm4eI/AAAAAAAAALE/CH2wKWT8XSM/s1600/drummond.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5554028788501111266" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TRPfwbLm4eI/AAAAAAAAALE/CH2wKWT8XSM/s320/drummond.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sabendo que Drummond ( FOTO )  foi o primeiro grande poeta a se afirmar no modernismo, percebemos em sua obra a expressão de uma alma muito pessoal, pode – se dizer que Drummond escrevia retratando exatamente aquilo que sentia. Fica claro em sua obra o parecer e o ser dos homens e dos fatos que privilegia o &lt;em&gt;humor,&lt;/em&gt; traço constante em sua poesia. Percebemos em sua obra poética os pólos coisa-razão, que fizeram de Drummond um poeta reclamado pela vanguarda tecnicista, devido um tecido conjuntivo que os une de tal maneira que o sentimento do mundo do poeta resulta na irrisão da existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drummond viveu uma fase intensa, porém breve, fase essa na qual ficou conhecido como “poeta público” da Rosa do Povo em que uma esperança que nasceu sob a resistência do mundo livre à fúria nazi – fascista, mas que logo se retraiu com o advento da Guerra Fria. A partir de Claro Enigma ( 1948 – 1951 ), Drummond após o desencanto com a poesia política, passou a escrever de dois modos diferentes: primeiro começou a escrever o real, mediante um processo de interrogações e negações, visando revelar o vazio à espreita de homem no coração da matéria e da história e depois passou a fazer coisas e palavras, nomes de coisas, praticando assim a violação e a desintegração da palavra, sem sequer aderir a qualquer receita poética vigente. Decerto, Drummond desde Alguma Poesia pelo prosaico, pelo irônico e pelo anti-retórico se afirmou como poeta moderno aportando coerentemente a uma opção concreto-formalista radicalizando assim os processos estruturais que sempre marcaram o seu modo de escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia: BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira ( VIII. Tendências Contemporâneas ), Ed. Cultrix, 44 edicão.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;* Renata de Souza Barbosa é formada em Letras na UGB&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-7431620750562905878?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/7431620750562905878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/12/ensaio-sobre-drummond-e-suas-fases.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/7431620750562905878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/7431620750562905878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/12/ensaio-sobre-drummond-e-suas-fases.html' title='ENSAIO SOBRE DRUMMOND E SUAS FASES POÉTICAS NO MODERNISMO'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TRPfwbLm4eI/AAAAAAAAALE/CH2wKWT8XSM/s72-c/drummond.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-1352808207214621601</id><published>2010-12-11T03:50:00.000-08:00</published><updated>2010-12-11T10:37:52.222-08:00</updated><title type='text'>VERDADEIRO, FALSO E FICTÍCIO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TQNmMFQj8yI/AAAAAAAAAK0/NdVBqAya7uE/s1600/estacao_construcao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549391523606688546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 242px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TQNmMFQj8yI/AAAAAAAAAK0/NdVBqAya7uE/s320/estacao_construcao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho acompanhado nos últimos dias o conflito entre a SPU ( Superintendência do Patrimônio da União ) e o Governo Municipal, sobre a mudança do mapa do Rio Paraíba do Sul em Volta Redonda (&lt;strong&gt; foto da estação inaugurada pela Princesa Isabel no século XIX &lt;/strong&gt;), e a retórica da União, com um edital publicado no jornal O GLOBO, para confiscar terras, que são respectivamente os bairros Nossa Senhora das Graças e Aterrado, negando a existência nos séculos XVIII e XIX da sua história. Os memorialistas J.B. Athayde e Alkindar defenderam com suas obras, a tese dos primeiros habitantes portugueses e nativos, com a formação da sesmaria em 1766, bem analisada por historiadores, memorialistas e cidadãos de Volta Redonda, que alimentam a história, através da História Oral, História das Mentalidades, História Política e História Cultural. O Governo Municipal necessita dos registros históricos como provas fundamentais da própria história, montando uma equipe para defender a tese com uma audiência pública, tendo ampla participação da comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o jornal “Diário do Vale”, a história está no lixo. Bem, ainda não vejo desta forma. No meu entendimento, a História local ou regional é mantida, com estrutura sólida através de registros já mencionados neste texto. A União deseja passar por cima da História, com forte interesse econômico, tentando desconsiderar o trabalho de memorialistas e historiadores, que por sinal, vários documentos estão guardados com familiares dos memorialistas, historiadores e cidadãos, tornando estes documentos em registros privados, fundamentais para tear a História de Volta Redonda e região Sul – Fluminense. Seguindo os dados e de uma forma criteriosa, a História de Volta Redonda será mantida e podendo exigir da União, uma retratação pública por defender uma gafe histórica e mostrando para a sociedade voltarredondense, o que é verdadeiro, falso e fictício. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-1352808207214621601?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/1352808207214621601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/12/verdadeiro-falso-e-ficticio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1352808207214621601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1352808207214621601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/12/verdadeiro-falso-e-ficticio.html' title='VERDADEIRO, FALSO E FICTÍCIO'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TQNmMFQj8yI/AAAAAAAAAK0/NdVBqAya7uE/s72-c/estacao_construcao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-6580703249399625224</id><published>2010-12-09T14:07:00.000-08:00</published><updated>2010-12-09T14:16:41.552-08:00</updated><title type='text'>O SAMBISTA!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TQFU7peA_7I/AAAAAAAAAKk/Ri_GOTQRpLE/s1600/noel-rosa-o-maior.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5548809599617925042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TQFU7peA_7I/AAAAAAAAAKk/Ri_GOTQRpLE/s320/noel-rosa-o-maior.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesta semana encerra o Ano Noel Rosa, que no dia 11 de dezembro de 1910 “veio ao planeta com os auspícios de um cometa naquele ano da Revolta da Chibata”, em que o “Almirante Negro” assumiu o comando da Armada Brasileira. Foi um acontecimento tragicômico, com a burguesia desvairada e os marinheiros subalternos sorrindo porque João Cândido queria simplesmente acabar com os castigos corporais aplicados na marujada. Depois de ler a biografia escrita por João Máximo e Carlos Didier, concluí que, além da sua grande obra musical, criada em apenas cerca de oito anos dos seus 27 de vida, Noel foi um baluarte na luta contra as discriminações. Com a sua postura, atenuou o preconceito social subindo morros; o racial fazendo parceria com sambistas negros – Alcibíades Barcelos, Armando Marçal, Cartola, Ismael Silva, Heitor dos Prazeres...E o sexual ao manter amizade com homossexuais no tempo em que os gays eram ainda mais molestados. Noel dedicou o samba Mulato Bamba a Madame Satã e respeitava as mariposas noturnas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início do ano, o presidente da ABL, Marcos Vilaça, abriu a Casa de Machado de Assis para encontro de intelectuais com sambistas, iniciando as comemorações. No PEN Club do Brasil participei do comovente sarau alusivo ao “Poeta da Cidade”, mas o maior laurel foi feito pela Unidos de Vila Isabel, cantando o samba que fiz, creio, por inspiração do Divino Espírito Santo: “Se um dia na orgia me chamassem/ E com saudades perguntassem por onde anda Noel/ E toda minha fé responderia/ Vaga na noite e no dia/ Vive na terra e no céu/ Seus sambas muito curti com a cabeça ao léu/ Sua presença senti/ No ar de Vila Isabel/ Com o sedutor não bebi, nem fui com ele a bordel/ Mas sei que está presente com a gente neste laurel/ Veio ao planeta com os auspícios de um cometa/ Naquele ano da Revolta da Chibata/ A sua vida foi de notas musicais/ Seus lindos sambas animavam carnavais/ Brincava em blocos com boêmios e mulatas/ Subia morros sem preconceitos sociais/ Foi um grande chororó quando o gênio descansou/ Todo o samba lamentou/ Fez a passagem pro espaço sideral, mas está vivo neste nosso Carnaval/ Também presentes Cartola, Araci e os Tangarás, Lamartine, Ismael e outros mais/ E a fantasia que se usa pra sambar com o menestrel/ Tem a energia da nossa Vila Isabel”. Viva Noel! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Martinho da Vila é sambista, músico e compositor&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-6580703249399625224?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/6580703249399625224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/12/o-sambista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6580703249399625224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6580703249399625224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/12/o-sambista.html' title='O SAMBISTA!'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TQFU7peA_7I/AAAAAAAAAKk/Ri_GOTQRpLE/s72-c/noel-rosa-o-maior.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-405975660766653070</id><published>2010-12-07T16:25:00.001-08:00</published><updated>2010-12-07T16:25:01.439-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='volta redonda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='transparência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2012'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='agenda eleitoral'/><title type='text'>MANIFESTO PELA ÉTICA E TRANSPARÊNCIA</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;strong&gt;Fórum Repensar Volta Redonda - Ética e Transparência&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;CONSIDERANDO A NOTÍCIA VEICULADA pelo Jornal ( semanal ) Folha do Aço, lançado no dia 27 último, sobre o parecer do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro recomenda a reprovação das contas do Prefeito Neto, referente ao seu primeiro ano de mandato, isto é, 2009.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;CONSIDERANDO QUE esta é a segunda vez que o TCE rejeita as contas do atual Prefeito e também já tinha rejeitado as contas do ex-prefeito Gothardo, referentes a 2008. Além deles tiveram as contas rejeitadas o Diretor Geral do HSJB, Engenheiro Sebastião Farias, quando era Superintendente da SUSER; o atual Presidente da FEVRE, José Luiz de Sá; e o atual Secretário de Ação Comunitária, Munir Francisco, irmão do Prefeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;CONSIDERANDO QUE o atual prefeito está no poder há mais de 12 anos e que não houve nenhum avanço em temas que envolvam Ética e Transparência.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;PROPOMOS A CRIAÇÃO DE UM FÓRUM ( a princípio on-line ) que se comprometa a repensar o jeito de fazer política e de conduzir as agendas da Administração Pública em Volta Redonda, imprimindo os temas ética e transparência nas ações dos políticos, dos partidos e - e claro, dos mandatários que têm o compromisso de conduzir as Políticas Públicas em nossa cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;ENTENDEMOS QUE O POSICIONAMENTO DAS ENTIDADES DA SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA NO QUE SE REFERE À AGENDA DAS ELEIÇÕES DE 2012 será fundamental para que o processo eleitoral possa incorporá uma agenda moderna, que englobe temas como ética e transparente e que possa servir de moldes para o debate e para as pretensas futuras administrações.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Infelizmente ficou claro que nem o Poder Legislativo e nem o Poder Executivo foi capaz de propor um nova forma de fazer política e uma gestão pública realmente moderna e preocupada com temas que, não só atendam os cidadãos mas que tragam no seu bojo princípios e valores que precisamos cultivar para gerações presentes e futuras.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Nós, enquanto cidadãos, precisamos protagonizar! Se você, independente do seu partido, da sua religião, cor ou gênero deseja uma cidade diferente, venha fazer parte deste fórum!&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Basta aceitar este convite e&amp;nbsp;&lt;a href="https://groups.google.com/group/forum-repensarVR?hl=pt-br" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;fazer parte deste grupo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-405975660766653070?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/405975660766653070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/12/manifesto-pela-etica-e-transparencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/405975660766653070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/405975660766653070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/12/manifesto-pela-etica-e-transparencia.html' title='MANIFESTO PELA ÉTICA E TRANSPARÊNCIA'/><author><name>Giovani Miguez</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_luRZPhIvz9Y/TP2SK9PDgjI/AAAAAAAAEFU/DTW_J8yAPj8/S220/avatarMiguez.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-6860243398124935464</id><published>2010-11-29T14:36:00.001-08:00</published><updated>2010-11-30T05:48:27.424-08:00</updated><title type='text'>VOLTA REDONDA E BARRA MANSA: UM ESTUDO DA CULTURA, ESCRAVIDÃO E ECONOMIA NO SÉCULO XIX</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TPQwG_HwUvI/AAAAAAAAAKc/Zt6kvhvjuVc/s1600/alan+carlos+rocha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545109937781232370" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TPQwG_HwUvI/AAAAAAAAAKc/Zt6kvhvjuVc/s320/alan%2Bcarlos%2Brocha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo o memorialista J.B. Athayde, o povoamento de Volta Redonda teve o seu início no último quartel do século XVIII, e coincidiu, com o declínio da produção de ouro na Capitania de Minas Gerais, facilitando a entrada de muitos desbravadores, aquinhoados pelos Vice – Reis, fornecendo inúmeras sesmarias a partir de 1784. As terras que foram ocupadas acabaram resultando em um conflito entre os nativos puris e araris para saquear as lavouras e matando os indefesos habitantes, exigindo uma atitude imediata e enérgica, do Vice – Rei Luís de Vasconcelos e Souza, que criou um Corpo de Cavalaria e Aldeamento para os nativos nas proximidades do Rio Preto.&lt;br /&gt;Os habitantes de Volta Redonda apresentavam uma cultura rude, entretanto, tinham uma postura aristotélica, ou seja, verdadeiros animais políticos, tentando um desmembramento da cidade do Rio de Janeiro, passou em 1801 , a pertencer ao Campo Alegre da Paraíba Nova, conhecida como Resende. Entre 1807 e 1813, os habitantes reivindicavam um novo desmembramento, devido um incidente sobre os limites entre a Câmara Municipal de Resende e a Câmara Municipal de São João do Príncipe. Os moradores de Volta Redonda, eram considerados naquela ocasião, de “além do Rio Paraíba” e “de uma outra vertente da picada de Barra Mansa”, enviaram representações dando total apoio à São João do Príncipe, apresentando uma profunda satisfação pelo desligamento de Volta Redonda aos resendenses:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;A vila de Resende, porque além de ser muito mais perto para a de São João do Príncipe, acresce mais que esta nova Vila em direitura da Corte do Rio de Janeiro, onde indo nós tratar de nossas dependências da Lei nos é muito mais fácil e de pouca despesa conselhos de prudentes e sábios letrados da Corte; finalmente seguirmos para a mesma, os nossos Apelos Avocatórios e Agravos ainda mais sendo nós todos fregueses da Nova Freguesia de Sant’Ana do Piraí que foi erecta pelo Exmo. Senhor Bispo Capelão – Mor no ano de mil oitocentos e onze.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Em 1823 surge uma nova vila no Médio Paraíba, entre os rios Preto e Paraíba, com o nome de Valença, colhendo com surpresa e descontentamento dos voltarredondenses, devido a falta de infra - estrutura, distância e falta de estradas, colocando Volta Redonda numa geografia isolacionista.&lt;br /&gt;Tentando ganhar uma maior credibilidade, o prestigiado Cel. Custódio Ferreira Leite, tentou elevar à categoria de vila, o pequeno núcleo de Volta Redonda, prontamente apoiada pelos habitantes do antigo povoado. Na cultura agrícola, a chegada de novos moradores, modificou a demografia de Volta Redonda, atraídos pela febre do café no Vale do Paraíba e a chegada de escravos vindos da África, ocasionando um desdobramento de sesmarias em diversas fazendas de Volta Redonda. O desenvolvimento de culturas primitivas de anil, feijão, milho, mandioca, arroz e cana – de – açúcar, além é claro de criação de animais, sustentaram os cafeicultores com um luxo suntuoso em um período fausto e abundante, com a análise do memorialista J.B. Athayde, sobre o Comendador José Vieira Ferraz, que “na década de 1860, dava festas suntuosas em seu palacete em Barra Mansa, até ser levado à ruína pelo luxo exagerado de sua esposa”.&lt;br /&gt;A qualidade do nosso café era motivo de orgulho em Volta Redonda e Barra Mansa, quando em 1877 o Imperador D. Pedro II, com uma leve participação da Província, pediu o envio do café cereja, no processo de desenvolvimento cultural das sementes nas províncias do Maranhão, Ceará e Pernambuco. Posteriormente, novas culturas foram absorvidas em Volta Redonda, como algodão, fumo e trigo, tendo como pioneiro no desenvolvimento dessa cultura, o fazendeiro Carlos Augusto Monteiro de Barros, um progressista, plantando sementes selecionadas nos EUA, obtendo resultados satisfatórios. O escoamento do café era um verdadeiro entrave na visão dos fazendeiros, por ser feito à cavalo, surgindo um novo espírito de melhoramento, após o desejo do Governo Imperial de construir uma estrada de ferro em Barra Mansa, desde que construíssem uma ponte sobre o Paraíba.&lt;br /&gt;Entre 1860 e 1871, Barra Mansa e Volta Redonda ganharam fôlego econômico, colocando o Rio Paraíba como uma das principais hidrovias de escoamento de produtos agrícolas, com viajem de tropeiros e a consolidação da estação de Barra Mansa em 1871, inaugurada pelo próprio D. Pedro II, tendo investimentos de fazendeiros, ou seja, uma comissão que buscou um desenvolvimento da região. Só o Com. João Gomes de Carvalho, depois Barão e Visconde de Barra Mansa, investiu cerca de 20.000$000, até 1866, na construção e melhorias das estradas de Quatis, Amparo a Barra Mansa e São José do Turvo.&lt;br /&gt;Na segunda metade do século XIX, surgiu um grande interesse pela pesquisa de minerais, com um levantamento dessas riquezas entre Barra Mansa e Resende em 1862, dando conta da pesquisa ao Governo da Província, procurando principalmente carvão de pedra. As estradas ainda apresentavam uma precariedade, quase intransitável, principalmente nas épocas de chuva. As aspirações de autonomia, um desejo do povoado de Volta Redonda, foi castrado e ressaltado pelo Dr Joaquim de Oliveira Machado, da Câmara Municipal de Barra Mansa, dando o seguinte parecer:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O povoado não está no caso de merecer a criação em paróquia, enquanto os seus habitantes não construírem; as suas expensas, casa de detenção e cemitério fechado”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;O jornal barramansense “O Porvir”, apresenta uma crítica no dia 15 de janeiro de 1882, devido a falta de dinamismo na cultura agrícola brasileira. O foco da crítica são os economistas brasileiros, com uma retórica, que aqui existia um grande desenvolvimento econômico, entretanto, a crítica enaltece o desenvolvimento agrícola da Prússia, com as lavouras de cereais, legumes e forragens, algo que não existia no Brasil da mesma forma que funcionava na Europa:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“A verdade é somente uma, isto é, que, além da cultura do café, não existe outra em escala tal que possa fornecer ao paiz um concurso satisfactorio para a formação de sua riqueza. A pequena lavoura, aquella que n’outros paizes sustenta milhares de famílias e é a fornecedora de cereaes, legumes e forragens das cidades mais próximas, não existe entre nós, ella tem se acabado pouco a pouco, porque todos esses gêneros são presentemente fornecidos pelo estrangeiro, vinclusiel a fructa fresca&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Os alimentos que eram consumidos tinham diversas origens. O feijão tinha origem africana, o arroz vinha da Ásia das Monções, legumes e couve do Rio da Prata, além de pimentões, tomates, repolhos, entre outros alimentos apresentando dados estatísticos da alfândega da Corte com cereais, frescos e secos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valor oficial 1.748:971$700&lt;br /&gt;Batatas alimentícias 385:979$200&lt;br /&gt;Alhos, cebolas, tomate 376:573$200&lt;br /&gt;Alfafa, feno, aveia 505:547$300&lt;br /&gt;----------------&lt;br /&gt;Soma 3.037:071$ 300&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta crítica e reflexão dá ênfase nas demais províncias, que por sinal, apresentavam uma revolta com o governo imperial com a cultura de importação, com uma terra extremamente fértil, tendo o exercício desta estatística entre 1879 – 1880. A mentalidade do texto crítico sem uma assinatura do autor progressista, mostra uma unidade de pensamento com esta definição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Si o Brazil é um paiz agrícola, por excellencia, como querem; si da sua actividade devem ser excluídos todos os trabalhos que não tiverem por objecto cultivar o solo, que, por conseguinte é o que deve constituir a sua requeza, porque razão se há desprezar tão abundantes recursos que dessa mesma industria se pode tirar?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Fazendeiros versus Abolicionistas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Proprietários de terra faziam um investimento com reparos urgentes das estradas para Amparo, freguesia de Quatis e Volta Redonda com escoamento de produtos agrícolas, propondo aos vereadores da Câmara Municipal de Barra Mansa, algo em torno de 1:000$000 em 1883. A malha ferroviária era uma necessidade fundamental, tendo a frente a empresa estrada de ferro Pirahyense, buscando um desenvolvimento de 114 km, partindo da Estação de Sant’Anna, ou seja, Estrada de Ferro D. Pedro II, passando por Piraí, Freguesia do Passa Três, municípios do Rio Claro e Barra Mansa. Os fazendeiros, comerciantes e capitalistas do município de Barra Mansa, criaram o “Club de Lavoura da Barra Mansa”, buscando a exposição dos seus produtos e fazer frente aos abolicionistas.&lt;br /&gt;O clube foi inaugurado com 15 membros, com poderes amplos e ilimitados, com um conselho composto de 50 lavradores para uma possível colaboração. O clube não desejava um futuro semelhante o da Província do Ceará, que aboliu o comércio de escravos. A emancipação dos escravos era o discurso dos abolicionistas, no entanto, os proprietários de terra não desejavam o derramamento de sangue por parte dos liberais exaltados. O temor pela emancipação dos escravos nas províncias do Rio, Minas e São Paulo era grande, principalmente com o aumento de ladrões e bandidos. O Comendador Joaquim Leite tinha um desejo que o presidente do clube tivesse boas relações e simpatia pelo governo. Uma pessoa que inspirasse confiança à lavoura do município. A preocupação era visível dos proprietários, como no artigo do “Jornal do Commercio”, que foi publicado no dia 25 de abril de 1884. Eis um trecho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Todos os brasileiros e todos os estrangeiros residentes no Brazil estão dispostos a concorrer para a emancipação dos escravos, pelos meios marcados na lei.&lt;br /&gt;Não se persuada o Imperador, não creia o governo que a nação pensa como os agitadores incendiários das ruas da corte; a nação o que quer, é que aquelles a quem Ella paga para velar pela vida, honra e propriedade do povo com dedicação e firmeza.&lt;br /&gt;Querem a emancipação?&lt;br /&gt;Pois bem, a nação também a quer, cuidemos della, mas por Deus, cuidemos della não por meio de injuria e do insulto aos homens pacíficos, cujo único crime é concorrerem para a sustentação do paiz com o producto do seu trabalho; mas sim pelos meios regulares marcados pelas nossas leis e a constituição do Império.&lt;br /&gt;Teremos chegado a tal Estado de perversão moral, em que lugar de ouvir – se o corpo legislativo e os outros poderes constituídos, sobre a questão do interesse púbico, ouvem – se os agitadores de toda a espécie&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Póde – se fazer a emancipação nas províncias do Rio, Minas e S. Paulo, pelo modo por que fizeram no Ceará?&lt;br /&gt;Póde – se atirar na sociedade de chofre 800,000 escravos validos, que essas três províncias possuem? O que faz o governo? O que faz o Imperador? O que fazem os senadores e deputados&lt;/em&gt;?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este sentimento de bandidagem e até criminosa, ganhou força como no caso do fazendeiro José Maria da Costa, que foi assassinado em sua fazenda de Santo Antônio, em Vargem Grande pelos seus escravos Agostinho, Estevão e Amâncio. José Maria tinha uma valiosa fortuna e era proprietário da firma Faria, Costa&amp;amp; Comp. O escravo Agostinho já tinha assassinado o feitor da fazenda do Sr Manoel Martins da França Jr, que sofreu alguns açoites. O proprietário tinha reformulado o seu testamento, agraciando escravos com a carta de alforria e a quantia de 200$000. A revolta dos proprietários de terra acirrou inclusive os ânimos dos senadores, com críticas aos abolicionistas, que por sinal, eram chamados de “anarquistas” e “perturbadores da ordem”, denunciados por sumirem com escravos e a falta de um posicionamento transparente do próprio Senado.&lt;br /&gt;Tendo uma prosperidade significativa, Barra Mansa e as terras anexadas, sofreram um duro golpe em 1888 com a Lei Áurea, arruinando a economia dos fazendeiros da região, desocupada rapidamente pelos escravos, buscando em 1893, na então República Velha ( 1889 – 1930 ), a entrada de imigrantes chineses para suprir a agricultura dos fazendeiros. Para agravar, a economia agrícola, na última década dos anos oitocentos, surgiu a “peste do gado”, dizimando o rebanho bovino, gerando uma forte degradação da cultura agrícola nas terras de Barra Mansa no final do século XIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1) Fontes Impressas ( GREBAL e Academia Barramansense de História )&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A – O jornal “O Porvir” – Barra Mansa, publicado em 15 de janeiro de 1882.&lt;br /&gt;B – “Aurora Barramansense” – Barra Mansa, publicado em 5 de julho de 1883&lt;br /&gt;C – “Aurora Barramansense” - Barra Mansa, publicado em 20 de abril de 1884&lt;br /&gt;D – “Jornal do Commercio” – Barra Mansa, publicado em 25 de abril de 1884&lt;br /&gt;ATHAYDE, J.B. ( 2004 ) Volta Redonda: Cidade do Aço ( notas históricas ) 2ª ed&lt;br /&gt;Coronel Fabriciano, MG: Editora Rogério Bussinger&lt;br /&gt;ATHAYDE, J.B. ( 2005 ) Volta Redonda e a campanha emancipacionista, 2ª ed -&lt;br /&gt;Coronel Fabriciano, MG: Editora Rogério Bussinger.&lt;br /&gt;ATHAYDE, J.B ( 2005 ) Volta Redonda através de 220 anos de história, 2ª Ed.&lt;br /&gt;Coronel Fabriciano, MG, Ed: Rogério Bussinger.&lt;br /&gt;GUIÃO, Roberto ( 2004 ) Volta Redonda: Nogueira Artes Gráficas. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;* Este artigo é a minha homenagem ao amigo, orientador, historiador e ambientalista Alan Carlos Rocha ( foto ). Aprendi muito sobre a História de Barra Mansa e Volta Redonda com imparcialidade e muita cultura. Seu legado literário é um verdadeiro testamento intelectual para o povo barramansense e sul - fluminense. Alan foi membro do GREBAL e da Academia Barramansense de História. ( Djalma Augusto )&lt;/p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-6860243398124935464?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/6860243398124935464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/11/volta-redonda-e-barra-mansa-um-estudo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6860243398124935464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6860243398124935464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/11/volta-redonda-e-barra-mansa-um-estudo.html' title='VOLTA REDONDA E BARRA MANSA: UM ESTUDO DA CULTURA, ESCRAVIDÃO E ECONOMIA NO SÉCULO XIX'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TPQwG_HwUvI/AAAAAAAAAKc/Zt6kvhvjuVc/s72-c/alan%2Bcarlos%2Brocha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-9069071809255993483</id><published>2010-11-24T15:39:00.000-08:00</published><updated>2010-11-24T15:50:45.932-08:00</updated><title type='text'>RECEITA DA FELICIDADE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TO2jPwEfkzI/AAAAAAAAAKU/SyGREfPgzqw/s1600/pablo_picasso_biography_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543266207360062258" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 277px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TO2jPwEfkzI/AAAAAAAAAKU/SyGREfPgzqw/s320/pablo_picasso_biography_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Joga fora todos os números não essenciais para a tua sobrevivência. Isto inclui: idade, altura e peso. Que eles preocupem ao médico. Para isto o pagamos. Conviva, de preferência, com amigos alegres; os pessimistas não são convenientes para ti. Continua aprendendo......aprenda mais sobre computadores, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixe teu cérebro desocupado. Uma mente sem uso é oficina do diabo. E o nome do diabo é “Alzheimer”. Ria sempre, muito e alto. Ria até não poder mais. Inclusive de ti mesmo! Quando as lágrimas chegarem: agüenta, sofre e....segue adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeça cada dia que amanhece como uma nova oportunidade para fazer aquilo que ainda não tiveste coragem de começar, do princípio ao fim. Prefira novos caminhos do que voltar a caminhos mil vezes trilhados. Apaga o cinza de tua vida, e acenda as cores que carregas dentro de ti. Desperta teus sentidos para que não percas tudo de belo e formoso que te cerca. Contagia de alegria o teu redor, e tenta ir além das fronteiras pessoais a que tenhas chegado aprisionado pelo tempo. Porém lembra-te: quem te acompanha a vida inteira és tu mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca-te daquilo que gostas: família, animais, lembranças, música, plantas, um hobby, seja o que for. Teu lar é teu refúgio, porém não fiques trancado nele. Teu melhor capital, é a saúde. Aproveite-a. Se é boa, não a desperdice; se não é, não estrague mais. Não se renda à nostalgia. Sai à rua. Vá a uma cidade vizinha, a um país estrangeiro. Porém não viaja ao passado porque dói! Diz aos que amas, que realmente os amas e faça isso em todas as oportunidades que tiver. E lembra-te sempre que a vida não se mede pelo número de vezes que respirastes, mas pelos momentos que teu coração palpitou forte: de muito rir...de surpresa...de êxtase...de felicidade...e sobretudo...de amar sem medida. “Há pessoas que transformam o Sol em uma pequena mancha amarela, porém há também as que fazem de uma simples mancha amarela o próprio Sol."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Texto de Pablo Picasso ( Foto ).&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-9069071809255993483?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/9069071809255993483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/11/receita-da-felicidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/9069071809255993483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/9069071809255993483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/11/receita-da-felicidade.html' title='RECEITA DA FELICIDADE'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TO2jPwEfkzI/AAAAAAAAAKU/SyGREfPgzqw/s72-c/pablo_picasso_biography_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-853314085579240870</id><published>2010-11-22T15:31:00.000-08:00</published><updated>2010-11-22T16:00:32.403-08:00</updated><title type='text'>O PERFUME DE DEUS!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TOsEBF2RWKI/AAAAAAAAAKM/B-lUpcaFx_Y/s1600/campodegirassois.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542528183205714082" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 206px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TOsEBF2RWKI/AAAAAAAAAKM/B-lUpcaFx_Y/s320/campodegirassois.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Neste mundo rodeado de usinas, carros e concretos que fervem com o calor da primavera - verão; sentimos falta do campo. Sim, o cheiro doce das flores do campo, rosas na beira da estrada, como um complemento do perfume que nós sentimos da natureza. Vejo em minha mente, pequenas abelhas produzindo o mel, lambuzando o mundo com pureza, numa terra quase virgem, pouco conhecida pelo homem, já domado pela cultura econômica temporal. Sigo as minhas veredas, sendo tomado pelo ar puro, canto dos pássaros que encantam com a liberdade plena, música &lt;em&gt;in natura&lt;/em&gt;, gênero único, completo, suave e harmônico. Seria, sem sombra de dúvida, uma nota que preencheria obras bachianas, com regência de um Deus inserido na natureza. Neste caminho de prazeres, teria o astro maior sendo substituído pela tão linda e encantadora Lua numa tarde calma e divina. Me alimento com uma espiritualidade ao perceber que sou apenas um complemento da natureza, ainda respeitada e preservada, mas engrandecido por compartilhar com o Criador, suas obras onipotentes, materializando o poder do Criador, um diálogo sincero, através de uma abelha, do mel, dos pássaros, girassóis ou um arco – íris,perfumando o mundo. O perfume de DEUS!! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-853314085579240870?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/853314085579240870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/11/o-perfume-de-deus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/853314085579240870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/853314085579240870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/11/o-perfume-de-deus.html' title='O PERFUME DE DEUS!'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TOsEBF2RWKI/AAAAAAAAAKM/B-lUpcaFx_Y/s72-c/campodegirassois.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-1425475161925629194</id><published>2010-11-18T15:15:00.000-08:00</published><updated>2010-11-19T05:17:46.295-08:00</updated><title type='text'>POR QUE LER OS CLÁSSICOS?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TOW0iNyXngI/AAAAAAAAAJ0/FmEd7Xoz2DM/s1600/calvino.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5541033416458739202" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 248px; CURSOR: hand; HEIGHT: 310px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TOW0iNyXngI/AAAAAAAAAJ0/FmEd7Xoz2DM/s320/calvino.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O escritor italiano Ítalo Calvino escreveu vários ensaios sobre os clássicos da literatura ( &lt;strong&gt;CALVINO, Ítalo – Por que&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;ler os clássicos? Companhia das Letras – São Paulo – SP,&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;1993&lt;/strong&gt; ) iniciando as entranhas literárias com a seguinte definição: &lt;em&gt;“Os clássicos são aqueles livros dos&lt;/em&gt; &lt;em&gt;quais, em geral, se ouve dizer: Estou relendo...e nunca&lt;/em&gt; “&lt;em&gt;Estou lendo”.&lt;/em&gt; Esta definição, segundo o escritor, tem validade para os apaixonados pela literatura clássica e seus principais expoentes, com vasta experiência desses leitores com as obras de escritores como Flaubert, Balzac, Victor Hugo, Homero, Dante, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costurando com palavras, Calvino ilumina os clássicos com releituras e conceitos que o homem faz do mundo da seguinte forma: “&lt;em&gt;Toda releitura de um clássico é uma&lt;/em&gt; &lt;em&gt;leitura de descoberta como a primeira”&lt;/em&gt; ou “&lt;em&gt;Um clássico é&lt;/em&gt; &lt;em&gt;um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para&lt;/em&gt; &lt;em&gt;dizer&lt;/em&gt;”. A leitura de um clássico filtra na nossa mente o cotidiano, cultura, mentalidade, paralelos entre o arcaico e moderno no espírito humano. Calvino cita a obra “História Natural” do filósofo Plínio, O Velho, escrevendo o encontro entre o homem e a natureza, com pitadas aristotélicas e resgatado com propriedade pelos principais escritores da Idade Moderna. Calvino observa não só esta obra, mas todas as obras que passaram pelas suas mãos como maiêutica socrática para o seu espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler um clássico é como compreender os conceitos históricos, antropológicos, sociais e geográficos com lirismo, dadaísmo, expressionismo e impressionismo, explorando as letras clássicas, com sensibilidade &lt;em&gt;sui generis&lt;/em&gt;, impregnando a literatura do período barroco ao modernismo. O espírito crítico ganha forma, a literatura ganha corpo, pluralidade de idéias, respingando em escritores que leram clássicos e escreveram clássicos canônicos e poéticos. Os escritores atuais, dentre eles cito, Tariq Ali, Umberto Eco, Edward Said ou Eric Hobsbawn, seguem a mesma linha humanista, claro, de uma forma mais cosmopolita sobre o mundo, sobretudo, pela integração de escritores no mundo literário. Estes escritores já ocupam o "Panteão dos Escritores" por produzirem verdadeiros clássicos da literatura contemporânea.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-1425475161925629194?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/1425475161925629194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/11/por-que-ler-os-classicos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1425475161925629194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1425475161925629194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/11/por-que-ler-os-classicos.html' title='POR QUE LER OS CLÁSSICOS?'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TOW0iNyXngI/AAAAAAAAAJ0/FmEd7Xoz2DM/s72-c/calvino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-3652896384238526154</id><published>2010-11-18T12:38:00.000-08:00</published><updated>2010-11-18T12:56:54.601-08:00</updated><title type='text'>GEOMETRIA DOS VENTOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TOWS8HLsK4I/AAAAAAAAAJs/V9pZcTlvn1g/s1600/Rachel+de+Queiroz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540996477967149954" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TOWS8HLsK4I/AAAAAAAAAJs/V9pZcTlvn1g/s320/Rachel%2Bde%2BQueiroz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eis que temos aqui a Poesia,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;a grande Poesia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que não oferece signos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nem linguagem específica, não respeita&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;sequer os limites do idioma. Ela flui como, como um rio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;como o sangue nas artérias,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;tão espontânea que nem se sabe como foi escrita. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E ao mesmo tempo tão elaborada -&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;feito uma flor na sua perfeição minuciosa,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;um cristal que se arranca da terra&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;já dentro da geometria impecável&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;da sua lapidação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde se conta uma história,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;onde se vive um delírio; onde a condição humana exacerba,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;até a fronteira à fronteira da loucura,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;junto com Vincent e seus girassóis de fogo,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;à sombra de Eva Braun, envolta no mistério&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;ao mesmo tempo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Rachel de Queiróz, foi escritora e membro da Academia Brasileira de Letras&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-3652896384238526154?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/3652896384238526154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/11/geometria-dos-ventos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/3652896384238526154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/3652896384238526154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/11/geometria-dos-ventos.html' title='GEOMETRIA DOS VENTOS'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TOWS8HLsK4I/AAAAAAAAAJs/V9pZcTlvn1g/s72-c/Rachel%2Bde%2BQueiroz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-3339297880696930832</id><published>2010-11-17T16:39:00.000-08:00</published><updated>2010-11-18T04:05:48.214-08:00</updated><title type='text'>O MEC, O INEP E OS INÁPTOS.... CÉLULAS DE UM CÂNCER?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TOR6IHUVKqI/AAAAAAAAAJk/LDFrfhpyCLU/s1600/data-oficial-do-enem-2010.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540687721394416290" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 290px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TOR6IHUVKqI/AAAAAAAAAJk/LDFrfhpyCLU/s320/data-oficial-do-enem-2010.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O conceito etimológico da palavra bagunça é “&lt;em&gt;falta de&lt;/em&gt; &lt;em&gt;ordem”&lt;/em&gt; ,“&lt;em&gt;confusão”&lt;/em&gt; ou “&lt;em&gt;desorganização”.&lt;/em&gt; Palavras que foram mencionadas ou escritas nos principais veículos do país, analisando os problemas no caderno de provas do ENEM ( especificamente o caderno amarelo ). No ano passado, relembrando brevemente, algumas provas foram extraviadas ilegalmente, colocando o MEC na berlinda, deixando o Ministério em maus lençóis. Uma mancha negra – marca registrada no Governo Lula, com a total falta de ética e transparência – e neste ano, a logística apresentou sua fragilidade e total despreparo dos fiscais de prova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive em mãos, por intermédio de alunos de cursinho, a prova do ENEM e pude constatar que a prova foi montada sem qualquer revisão. Como uma prova pode apresentar rascunho no conteúdo de História e Geografia, sendo que a prova era de pura interpretação de texto e Matemática, não tinha nenhum espaço para sequer, encontrar o valor de X? No caderno amarelo, a questão sobre a chegada da Família de D. João VI, tinha um erro grosseiro, citando a bela obra do jornalista e historiador Laurentino Gomes “1808” como referência, mas um dos itens da questão, menciona a chegada da família real em “1810”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o presidente Lula, o INEP ( Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas ) e o MEC estão isentos do problema, e deixando bem claro, que a solução é uma nova realização da prova, sem apresentar qualquer preocupação com a estrutura psicológica dos alunos. Não falo pelo conhecimento em si, mas o cansaço mental, anseios e medos que rondam os que desejam ingressar em uma instituição acadêmica e gabaritada. A crise na educação brasileira é como uma metástase, dominando o corpo educacional do país, com péssimas escolas, professores sem estímulo, ambiente desfavorável em escolas que parecem casas de detenção para delinquentes juvenis, populismo compensatório para grupos étnicos, falta de ética de educadores sem qualquer solidez psicológica e por fim, a falta de capacidade do MEC em organizar – se ao avaliar o alunado no país. A educação precisa sair do CTI. Ela corre um sério risco de entrar em coma e ter uma falência múltipla, fruto da falta de habilidade e competência dos inaptos do MEC. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-3339297880696930832?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/3339297880696930832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/11/o-mec-o-inep-e-os-inaptos-celulas-de-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/3339297880696930832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/3339297880696930832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/11/o-mec-o-inep-e-os-inaptos-celulas-de-um.html' title='O MEC, O INEP E OS INÁPTOS.... CÉLULAS DE UM CÂNCER?'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TOR6IHUVKqI/AAAAAAAAAJk/LDFrfhpyCLU/s72-c/data-oficial-do-enem-2010.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-840986975675999269</id><published>2010-11-13T06:09:00.000-08:00</published><updated>2010-11-13T06:41:25.434-08:00</updated><title type='text'>TUAS MÃOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TN6jIUv09PI/AAAAAAAAAJU/t1dhMrss8Oo/s1600/maria+jose.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539043955115881714" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 290px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TN6jIUv09PI/AAAAAAAAAJU/t1dhMrss8Oo/s320/maria%2Bjose.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nas tuas mãos gravaste&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;as linhas do meu corpo!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Reprodução fiel do meu anseio - &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nas tuas mãos, nas tuas mãos em concha,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;há o contorno exato do meu seio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Existe em tuas mãos, nelas somente,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;a forma ideal e pura,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;afago terno e brando,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;que leva a minha vida&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;às raias da loucura&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ou me sustém num sopro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Glorificar em verso&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;as tuas mãos de espuma,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;em bronze ou em granito&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;eternizar o gesto,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;a maciez de pluma.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É ETERNIZAR MEU CORPO!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Maria José Bulhões Maldonado, portuguesa, poetisa, associada dos grêmios: GLAN ( Volta Redonda ) e GREBAL ( Barra Mansa ). Ocupava a cadeira patronímica número 24 - FERNANDO PESSOA, na ACADEMIA INTERNACIONAL DE LETRAS DO RIO DE JANEIRO. Foi membro da ACADEMIA VOLTARREDONDENSE DE LETRAS.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Obras publicadas: "CÂNTICO À VIDA"; "TEIA DO TEMPO"; "DIAS HABITADOS"; "PERSPECTIVAS DE PÁSSARO"; "NAVEGANTE DA PALAVRA" entre outras obras.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta é uma singela e carinhosa homenagem do professor e blogueiro Djalma Augusto à amiga e companheira da Academia Voltarredondense de Letras que faleceu nesta manhã de sábado ( 13/11/2010 ). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-840986975675999269?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/840986975675999269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/11/tuas-maos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/840986975675999269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/840986975675999269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/11/tuas-maos.html' title='TUAS MÃOS'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TN6jIUv09PI/AAAAAAAAAJU/t1dhMrss8Oo/s72-c/maria%2Bjose.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-8459800032972033187</id><published>2010-11-10T05:19:00.000-08:00</published><updated>2010-11-10T15:18:02.540-08:00</updated><title type='text'>O LABORATÓRIO DOS VENENOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TNqcgnW1cZI/AAAAAAAAAJM/jpCxGDuG8lU/s1600/veneno.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537910775939953042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TNqcgnW1cZI/AAAAAAAAAJM/jpCxGDuG8lU/s320/veneno.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O escritor, jornalista e dramaturgo russo Arkadi Vaksberg, escreveu uma obra sobre a indústria do assassinato político na extinta URSS e na atual Rússia ( &lt;strong&gt;VAKSBERG, Arkadi – O laboratório&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;dos venenos, Nova Fronteira – São Paulo, SP, 2007&lt;/strong&gt; ) relatando a degola dos opositores, dentro do Partido Comunista e Estado Soviético. Segundo o escritor, Lênin foi um carrasco que eliminou de uma forma fria e calculista, todos os seus opositores, membros do exército branco e a população, tendo o apoio dos extremistas leninistas e stalinistas com a prática do envenenamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos membros do Exército Russo na região do Cáucaso, Lênin enviou a seguinte mensagem: “&lt;em&gt;Só temos que degolar todo mundo”.&lt;/em&gt; Esta carta faz parte do comunista, escrita no dia 19 de dezembro de 1919, com orientação, detalhando requintes de crueldade preconizada como &lt;em&gt;“enforcar, fuzilar e afogar em segredo para semear o terror&lt;/em&gt;”, com o objetivo bem claro de fazer uma limpeza da classe burguesa, transpirando ódio e repugnância. Inúmeras cartas foram escritas para os bolcheviques: “&lt;em&gt;Não se deter diante de nada, nem de terror, no ataque contra a&lt;/em&gt; &lt;em&gt;burguesia&lt;/em&gt;”,&lt;em&gt; “Enforcar sem piedade em cordas fétidas todos aqueles entravarem o caminho da&lt;/em&gt; &lt;em&gt;classe operária&lt;/em&gt;”, “&lt;em&gt;Nada de agir com cautela, não somos fracotes: fuzilar alguns milhares de&lt;/em&gt; &lt;em&gt;crápulas. Isto servirá de lição ao nossos inimigos”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os inimigos de Lênin eram os cidadãos russos, com mortes camufladas em “suicídios”, “insuficiência cardíaca” ou “contato com bactérias” . O crédito desta indústria dos assassinatos foi dada ao químico Grigori Mairanovski ( Doutor Morte ), criando venenos potentes e eficientes, dificultando inclusive a autópsia dos corpos: “Num certo número de casos, os envenenamentos são praticados de tal forma que podem se fazer passar por uma doença que conduz o “paciente” à morte “natural” [...] Stálin fazia questão de analisar o relatório da morte dos seus opositores nos gulágs siberianos e o seu investimento no laboratório dos venenos, executando intelectuais, profissionais liberais e políticos, com o objetivo de manter a política ideológica do Estado Soviético. Este laborário está em funcionamento, eliminando em 2007 , o ex - agente da KGB Alexander Litvinenko por ser possivelmente informante para a Grã - Bretanha, criando uma forte suspeita com o hoje Pimeiro - Ministro Vladimir Putin e não mudando o método criado pelos bolcheviques.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-8459800032972033187?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/8459800032972033187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/11/o-laboratorio-dos-venenos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/8459800032972033187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/8459800032972033187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/11/o-laboratorio-dos-venenos.html' title='O LABORATÓRIO DOS VENENOS'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TNqcgnW1cZI/AAAAAAAAAJM/jpCxGDuG8lU/s72-c/veneno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-2765488087761171643</id><published>2010-11-03T08:33:00.000-07:00</published><updated>2010-11-06T08:47:56.262-07:00</updated><title type='text'>O SÉCULO CRISTÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TNGCM4OE5qI/AAAAAAAAAJE/Z8JSj3w3I-o/s1600/PP+doaÃ§Ã£o+constantino+800px-Sylvester_I_and_Constantine.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535348574776518306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 206px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TNGCM4OE5qI/AAAAAAAAAJE/Z8JSj3w3I-o/s320/PP%2Bdoa%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bconstantino%2B800px-Sylvester_I_and_Constantine.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No século IV, o Império Romano estava subdividido em quatro coimperadores, que dominavam o espaço geográfico imperial de uma forma fraterna entre imperadores que dividiam o Oriente Romano ( Grécia, Turquia, Síria e Egito ) e o vasto Império do Ocidente, que ia do Danúbio até o Magreb dominado pelo Imperador Licínio e as antigas Gália Cisalpina, Hispânia e Britânia pelo conquistador Constantino, porém um certo ladrão chamado Maxêncio, usurpou a Península Italiana e Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas após um sonho de caráter divino, Constantino ( foto dele no trono ) converteu – se ao cristianismo, em que um anjo daria a notícia da vitória em nome de Deus e Cristo, surgindo o&lt;strong&gt; crisma&lt;/strong&gt; da vitória sobre Maxêncio. Licínio era pagão e o paganismo conviveu harmoniosamente com a cristandade entre 313 e 324 d.C. Na ótica cristã, o paganismo era uma superstição desprezível, um cristianismo com filosofia da verdade, suprema sobre o neoplatonismo, agnosticismo e paganismo. A dialética entre o cristianismo e o paganismo estava num crescimento razoável no século IV, mas havia semelhança entre a nova religião e as culturas mitológicas, no quesito protecionismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o autor do livro (&lt;strong&gt; VEYNE, Paul – Quando nosso mundo se tornou cristão: [ 312-394 ] – Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010&lt;/strong&gt; ), um renomado historiador, a idéia de aviso metafísico não tem origem propriamente cristã, e é anterior ao nascimento de Cristo. O militar romano Marco Aurélio temia a sede de seus legionários, mas o deus Júpiter Pluvius mandou chuva como resposta divina. Constantino não só converteu – se em cristão em 312, mas também consolidou um Império Cristão com moralidade, mistério e simplicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fascínio entre a simplicidade e complexidade ainda não compreendida por muitos no século IV. Como um libertador espiritual, Constantino consolidou a cristandade com conquistas, como na carta de Constantino a Ário, no ano 324: “&lt;em&gt;Está em meus desígnios restaurar e harmonizar o&lt;/em&gt; &lt;em&gt;corpo do nosso mundo [ romano ], que estava gravemente ferido; meu objetivo é corrigir isso&lt;/em&gt; &lt;em&gt;pela&lt;/em&gt; &lt;em&gt;força das armas”.&lt;/em&gt; Com propriedade, Constantino libertou Roma em 315 do ditador pagão Maxêncio, “inspirado pela divindade”, &lt;strong&gt;instinctu divinitatis&lt;/strong&gt;, com a testemunha ocular do escritor cristão Lactâncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na gestão imperial de Constâncio II, a prática de sacrifícios que até então era tolerado, foi perdida por imperadores pós – Constantino. O judaísmo caiu na desgraça, com um antissemitismo de pagãos e cristãos, tendo Constantino como um representante legítimo do Salvador na Roma libertina, bem esclarecido pelo historiador romano e pagão Amiano Marcelino, ao defini-lo como “renovador e agitador das coisas”, como um profeta do Império Cristão, escrevendo de uma forma hegeliana, enfim plena, aos bispos que estavam reunidos no Concílio de Tiro: &lt;em&gt;“Não podereis negar que sou autenticamente servidor de Deus, porque minha piedade faz com que tudo viva em paz; os próprios bárbaros, que até o presente ignoravam a Verdade, agora conhecem Deus graças a mim, seu servidor, louvam seu nome como convém e o temem, porque os fatos os levaram a constatar que Deus era por toda parte meu escudo e minha providência; eles nos temem porque temem a Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Mesmo tendo alternância entre imperadores pagãos e cristãos, o cristianismo ganha solidez em um século de Constantino, formando uma mentalidade nova e herdada desde Constâncio II até o Imperador Teodoro, no século VI, com novos desafios com cismas e o choque ideológico com o islam pós – Maomé. Com isso, o cristianismo torna – se a nova plenitude do homem, estilhaçando a cultura politeísta pagã, tão presente na prostituta Roma. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-2765488087761171643?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/2765488087761171643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/11/o-seculo-cristao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/2765488087761171643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/2765488087761171643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/11/o-seculo-cristao.html' title='O SÉCULO CRISTÃO'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TNGCM4OE5qI/AAAAAAAAAJE/Z8JSj3w3I-o/s72-c/PP%2Bdoa%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bconstantino%2B800px-Sylvester_I_and_Constantine.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-8681679261717735854</id><published>2010-11-01T14:31:00.000-07:00</published><updated>2010-11-01T14:52:26.407-07:00</updated><title type='text'>FRAGMENTOS DO MODERNISMO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TM81IKhy44I/AAAAAAAAAI8/5YdzW4K1ONw/s1600/Mario_Andrade_Macunaima.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534700881442956162" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 208px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TM81IKhy44I/AAAAAAAAAI8/5YdzW4K1ONw/s320/Mario_Andrade_Macunaima.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“...E agora um pedido. Tenho uma fome pelo norte, não imagina. Mande – me umas fotografias de sua terra. Há por aí obras de arte coloniais? Imagens de madeira, igrejas interessantes? Conhecem – se os seus autores? Há fotografias? Acredite: tudo isso me interessa mais que a vida. Não tenha medo de me mandar um retrato de tapera que seja. Ou de rio, ou de árvore, comum. São as delícias de minha vida essas fotografias de pedaços mesmo corriqueiros do Brasil. Não por sentimentalismo. Mas sei surpreender o segredo das coisas comesinhas da minha terra. E minha terra é ainda o Brasil. Não sou bairrista.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( &lt;strong&gt;Carta a Luís da Câmara Cascudo, 26/9/1924. In: ANDRADE, Mário: Cartas de Mário de Andrade a Luís Câmara Cascudo. Belo Horizonte/ Rio de Janeiro, Vila Rica, 1991, p.34.&lt;/strong&gt; )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor e dramaturgo modernista Mário de Andrade alimentou um espírito euclidiano ao exaltar a geografia humana e física do Brasil com uma cultura tupiniquim continental, exaltando um espírito nacionalista, dando ênfase nos “sertões” brasileiros, com uma linguagem simples e sem tecnicismo. Mário de Andrade mapeou as belezas naturais de um Estado oligárquico e com estrangeirismo. A filologia regional está presente entre o sul e o norte do país, mas a língua materna fica oxigenada com os escritores e suas cartas, como podemos observar entre Mário de Andrade e Câmara Cascudo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não sei si já te contei ou não mas em Dezembro estive na fazenda dum tio e...e escrevi um romance. Romance coisa que o valha, nem sei como se pode chamar aquilo. Em todo caso chama – se Macunaíma. É um herói taulipangue bastante cômico. Fiz com ele um livro que me parece não está ruim e sairá em janeiro ou adiante, do ano que vem. Minha intenção foi esta: aproveitar no máximo possível lendas tradições, costumes, frases feitas etc. brasileiros. E tudo debaixo de um caráter sempre lendário, porém como lenda de índio e de negro. O livro quase que não tem nenhum caso inventado por mim, tudo são lendas que relato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só uma descrição de macumba carioca, uma carta escrita por Macunaíma e uns dois ou três passos do livro são de invenção minha, o resto tudo são lendas relatadas tais como são ou adaptadas ao momento do livro com pequenos desvios de intenção (...) Um dos meus cuidados foi tirar a geografia do livro. Misturei completamente o Brasil inteirinho como tem sido minha preocupação desde que intentei me abrasileirar e trabalhar o material brasileiro. Tenho muito medo de ficar regionalista e me exotisar pro resto do Brasil. Assim lendas do norte botei no sul, misturo palavras gaúchas com modismos nordestinos ponho plantas do sul no norte e animais do norte no sul etc etc. Enfim é um livro bem tendenciosamente brasileiro.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;( Carta a Luis Câmara Cascudo, 1/3/1927. IN: ANDRADE, Mário: Cartas de Mário de Andrade a Luis Câmara Cascudo. Belo Horizonte/ Rio de Janeiro, Vila Rica, 1991.&lt;/strong&gt; )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A valorização da geografia brasileira numa perspectiva humana e popular, também foi objeto de estudo por Claude Lévi – Strauss, conceituando o estruturalismo da cultura brasileira e obviamente, somando com o Modernismo das artes e literária dos principais intelectuais das décadas de 20 e 30 do século XX, esmiuçando uma nova mentalidade hermética sobre o novo Brasil, sem desvalorizar o regionalismo singular e plural, tão valorizada pelos escritores vanguardistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-8681679261717735854?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/8681679261717735854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/11/fragmentos-do-modernismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/8681679261717735854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/8681679261717735854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/11/fragmentos-do-modernismo.html' title='FRAGMENTOS DO MODERNISMO'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TM81IKhy44I/AAAAAAAAAI8/5YdzW4K1ONw/s72-c/Mario_Andrade_Macunaima.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-3869270788222741285</id><published>2010-10-30T17:33:00.000-07:00</published><updated>2010-10-31T06:24:52.408-07:00</updated><title type='text'>OS PRIMÓRDIOS DO EXISTENCIALISMO: FILOSOFIA E LITERATURA NOS SÉCULOS XVI E XVII</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TMy8P8ugk5I/AAAAAAAAAI0/OvjnXdbGLik/s1600/william-shakespeare.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534005024316756882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 249px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TMy8P8ugk5I/AAAAAAAAAI0/OvjnXdbGLik/s320/william-shakespeare.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A maioria das obras literárias dos séculos XVI e XVII fortaleceram um espírito inovador sobre o mundo, com uma profunda metamorfose, lembrando o escritor Franz Kafka. Algo pertinente numa Europa em transição entre cultura teológica para uma mentalidade humanista e antropocêntrica, polarizando obras que rompem com uma cristandade ortodoxa e dominadora. No mundo cultural, os principais expoentes da literatura, escreveram com uma tonalidade crítica com lirismo, força ideológica, como a obra &lt;em&gt;“Dom Quixote”&lt;/em&gt; de Miguel de Cervantes - soprando na mente dos humanistas o vazio social de um cavaleiro medieval – em um mundo europeu ainda sem identidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor, dramaturgo e referencial literário William Shakespeare ( foto ), deixou um legado com&lt;em&gt; “Hamlet”,&lt;/em&gt; tendo o contato com a metafísica existencialista, antes mesmo do primeiro esboço sobre o tema com Jean – Paul Sartre, com a famosa frase: &lt;strong&gt;“to be or not to be”&lt;/strong&gt; ( ser ou não ser ), dissecando a crise existencial presente, com questões plurais. Ser medieval ou moderno? Ser arcaico nas idéias ou progressista? Teocêntrico ou antropocêntrico? Pensamento laico ou cristão? Eis a questão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A física resgata sua identidade com a cultura heleno – latina, mas com discussões pertinentes, com acidez intensa entre a Igreja e a ciência, desde a medicina, marginalizada e estereotipada até o tema mais discutido no ápice do renascimento científico: geocentrismo e heliocentrismo, alimentando a dialética entre a verdade e a inverdade, com um conflito entre a &lt;em&gt;intelligentsia&lt;/em&gt; livre e pensadores cristãos que alimentavam uma retórica frágil. Este era o grande temor de Igreja, tendo como referencial o filósofo que foi queimado, Giordano Bruno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pluralidade literária e de ideias deu margem para que o homem explorasse a filosofia sem as letras, através da arte, em um momento pré - cartesiano. Não poderia ser arte pela arte somente com a cultura esteticista e aristotélica, mas uma arte com impressionismo, expressionismo e dadaísmo. Renasce a filosofia da arte com um impacto em toda a sociedade burguesa em formação e sem vulgaridade, tanto temida por aqueles que investiram na nova roupagem da literatura e filosofia, com uma leitura visual do legado de Michelangelo, Rafael, Donatelo e Boticelli. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-3869270788222741285?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/3869270788222741285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/10/os-primordios-do-existencialismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/3869270788222741285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/3869270788222741285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/10/os-primordios-do-existencialismo.html' title='OS PRIMÓRDIOS DO EXISTENCIALISMO: FILOSOFIA E LITERATURA NOS SÉCULOS XVI E XVII'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TMy8P8ugk5I/AAAAAAAAAI0/OvjnXdbGLik/s72-c/william-shakespeare.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-7477822632889078714</id><published>2010-10-27T06:44:00.000-07:00</published><updated>2010-10-27T07:04:02.686-07:00</updated><title type='text'>AS CRÔNICAS DAS NOSSAS VIDAS!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TMgta6fxJkI/AAAAAAAAAIs/7dUgAARla-A/s1600/nelson_rodrigues_.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532722082627003970" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 161px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TMgta6fxJkI/AAAAAAAAAIs/7dUgAARla-A/s320/nelson_rodrigues_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escrever, exercício do nosso intelecto que multiplica não só o saber, mas cria uma consistência no espírito humano, como uma receita médica, enxergando a si mesmo ou tudo aquilo que norteia as nossas vidas. Pode ser em um passeio numa praça; um sorriso encantador de uma criança ao ver as peripécias de um palhaço em um circo; observar a beleza das árvores ao deixar cair folhas com o ar do outono entrando na nossa mente ou uma conversa entre amigos numa mesa de bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cronista é o último a ser cartesiano. Ele alimenta a existência dos seres: fauna, flora e o homem com uma peculiaridade, um lirismo poético que vai do modernismo ao pós – modernismo, com classe, sapiência, não com soberba de conhecimento científico, mas o conhecimento da vida, do mundo que os cercam...aaahh, os cronistas, aqueles defensores incansáveis da simplicidade, como Lima Barreto, com pitadas de um humor cheio de sarcasmo, sem qualquer linha de vulgaridade, caiu no gosto de leitores, independente da formação do leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escrita em si pode derrubar barreiras, com uma linguagem moderna, sem perder linhas clássicas da nossa língua, mas principalmente, mentalidades com raízes profundas no conservadorismo, como Nelson Rodrigues ( foto ), com crônicas picantes que dominavam a sexualidade de homens e mulheres, além é claro, de ser o nosso Pelé quando escrevia na sua máquina a essência e a magia do futebol. O jornalista Stanislaw Ponte Preta preenchia papéis com textos repletos de panacéias e cinismo em um cotidiano único, mas com particularidades e subjetividades como poucos ao escrever e destrinchar a vida. Ser cronista, enfim, é colocar no papel observações com uma riqueza de detalhes, como um papo informal entre amigos, sem clichês, sem verbetes, preferencialmente sem erudução, e com um único propósito. Mostrar como é o nosso cotidiano, a nossa vida, como foi bem dito por Nelson Rodrigues:&lt;em&gt; “A vida como ela é!”&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-7477822632889078714?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/7477822632889078714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/10/as-cronicas-das-nossas-vidas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/7477822632889078714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/7477822632889078714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/10/as-cronicas-das-nossas-vidas.html' title='AS CRÔNICAS DAS NOSSAS VIDAS!'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TMgta6fxJkI/AAAAAAAAAIs/7dUgAARla-A/s72-c/nelson_rodrigues_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-1915859015130090028</id><published>2010-10-23T07:41:00.000-07:00</published><updated>2010-10-23T08:16:25.950-07:00</updated><title type='text'>FILOSOFIA MEDIEVAL: RETÓRICA, ESTRUTURALISMO E PECADO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TML3FhoCdlI/AAAAAAAAAIk/QykGie-sfmg/s1600/santo_tomas_aquino.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5531254966662100562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 208px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TML3FhoCdlI/AAAAAAAAAIk/QykGie-sfmg/s320/santo_tomas_aquino.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O século IV da era cristã foi fundamental para a Igreja, devido à consolidação da instituição, com o Concílio de Cartago, prontamente citada pelo historiador romano Cassiodoro com o Sacro Império Romano – Germânico e monopolizando desde então, o homem como ser, sem alimentar uma filosofia crítica, reflexiva, mas fortalecendo um estruturalismo indivisível e único, até o surgimento da Igreja Ortodoxa com o Cisma do Oriente ( Império Bizantino ). O conhecimento era extremamente restrito aos letrados, que ocupavam primeiramente os mosteiros, que traduziam obras filosóficas e a Bíblia, do grego clássico para o latim clássico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta função pertencia aos membros do Baixo Clero, ou seja, franciscanos, monges beneditinos e padres que dominavam as letras, porém, nem todos sabiam ler e escrever e só dominavam o latim vulgar ou línguas românicas. Esta ultima é o tronco de línguas que conhecemos e falamos, dentre elas o português. Na esfera intelectual, os filósofos ou estudiosos da Filosofia, eram monitorados pela cristandade, impedindo o exercício da maiêutica socrática e qualquer fenomenologia fora dos conceitos cristãos e eram taxativamente definidos como ato pagão ou anticristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ceio acadêmico consolidaram a escolástica de Tomás de Aquino ( foto ), formalizando o saber tradicionalista e metódico, que resistiu até os tempos atuais, além do Padre Abelardo, que seguiu o conceito nada relativista de que o mundo e os seres já estão definidos, prontos, como obras divinas, impedindo qualquer questionamento humano. Neste momento, a retórica cristã era o &lt;em&gt;leitmotiv&lt;/em&gt; na cultura filosófica, permitindo somente a hermenêutica entre os colaboradores na preservação de clássicos filosóficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade européia ficava à mercê do medo, da cultura do medo e entre a dialética bem/mal; Deus/diabo; céu/inferno; ciência/religião, como matemáticos que eram marginalizados no Ocidente e respeitados nas principais universidades do Oriente Médio, como de Damasco, na Síria e de Bagdá, no Iraque, berço de um iluminismo literário e filosófico. O espírito crítico era confundido com heresia propositalmente, enraizando uma mentalidade arcaica, medonha, colocando qualquer tipo de prazer na esfera pecaminosa – absorvendo obras literárias não - cristãs e filosóficas, acreditando em um mundo imaginário e prazeroso, o riso ou a beleza feminina – que por sinal foram violentamente sufocadas pelo principal órgão jurídico da Igreja, a Santa Inquisição. A liberdade do ato de pensar, era por si só, a essência do mal que deveria ser combatido com a ação divina e com orações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-1915859015130090028?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/1915859015130090028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/10/filosofia-medieval-retorica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1915859015130090028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1915859015130090028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/10/filosofia-medieval-retorica.html' title='FILOSOFIA MEDIEVAL: RETÓRICA, ESTRUTURALISMO E PECADO'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TML3FhoCdlI/AAAAAAAAAIk/QykGie-sfmg/s72-c/santo_tomas_aquino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-1622350120130917681</id><published>2010-10-21T06:44:00.000-07:00</published><updated>2010-11-01T07:09:37.185-07:00</updated><title type='text'>LITERATURA HOMÉRICA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TMBGC1JAEkI/AAAAAAAAAIc/N-K2A4k9xEI/s1600/homero++-+fragmento.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530497356849484354" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TMBGC1JAEkI/AAAAAAAAAIc/N-K2A4k9xEI/s320/homero++-+fragmento.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A literatura tem duas vertentes que são fundamentais para serem discutidas em uma roda de amigos , no meio acadêmico ou escolar. A primeira é o conhecimento literário via oralidade e a segunda através da própria escrita. A formação da cultura literária entre os helênicos, por volta doas séculos VII e VI a.C; surgiu com o ícone das letras gregas e precursor das obras mitológicas com total realismo, o poeta Homero. Este escritor publicou duas obras que são a grande referência para os escritores pós – Homero, com os clássicos “Ilíada” e “Odisséia” ( fragmento da obra Odisséia ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os escritores que vieram posteriormente, dentre eles cito o romano Virgílio, que escreveu o clássico “&lt;em&gt;Eneida”&lt;/em&gt; como um mosaico literário, semelhante a própria cultura heleno – latina e resgatada com muita propriedade pelo renascentista e barroco Dante Alighieri com a “&lt;em&gt;Divina Comédia&lt;/em&gt;”, prontamente estudada pelo historiador Fernand Braudel, buscando as relevâncias da cultura clássica em um mundo que estava metamorfoseando. As obras de Homero foram escritas no alfabeto cirílico, escrita pelo seu sobrinho, cujo nome também era Homero, devido a falta de capacidade do seu tio de escrever por causa da cegueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Grécia Antiga deixou – nos algumas cronologias, como uma crônica em mármore e redigida por um escritor desconhecido em 264 a.C em “&lt;em&gt;Mármore de Paros&lt;/em&gt;” ou do cronista Eratóstenes que escreveu &lt;em&gt;“Cronologia&lt;/em&gt;” ou o bibliófilo Apollodoro, com a obra “&lt;em&gt;Biblioteca”,&lt;/em&gt; valorizando incunábulos desde os deuses até as obras homéricas, com refinamento e classe. Estes escritores, foram verdadeiros arqueólogos do saber, não deixando no esquecimento, o historiador Tucídites com a obra &lt;em&gt;“História das guerras do Peloponeso”&lt;/em&gt; ou do geógrafo Strabon, que mapeou com a escrita arcaica grega, o mundo helênico, tornando – se&lt;em&gt; hors - concours&lt;/em&gt; em descrição do seu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos estes escritores foram pertinentes na costura, fios e rastros ( &lt;strong&gt;GINZBURG, Carlo: O fio e os&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;rastros: verdadeiro, falso e fictício – Companhia das Letras – São Paulo, SP&lt;/strong&gt; ) no lirismo poético na literatura antiga e na lapidação das idéias, conceitos, historiografia e principalmente na composição cultural e mentalidades herdada pelo Ocidente deixando uma herança intelectual para nós e compreensão da formação das almas no mundo grego. Como em qualquer arte, e a literatura não é diferente, o gênio foi Homero e os demais são discípulos que não permitiram a morte de uma cultura literária, mesmo quando ocorreram pilhagens entre etnias no mundo grego. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-1622350120130917681?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/1622350120130917681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/10/literatura-homerica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1622350120130917681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1622350120130917681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/10/literatura-homerica.html' title='LITERATURA HOMÉRICA'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TMBGC1JAEkI/AAAAAAAAAIc/N-K2A4k9xEI/s72-c/homero++-+fragmento.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-2603870301219963490</id><published>2010-10-19T18:29:00.000-07:00</published><updated>2010-10-19T18:34:09.855-07:00</updated><title type='text'>SENTIDOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TL5G-mUA_rI/AAAAAAAAAIU/5sDxGYgb83w/s1600/sol-meianoite.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529935433707880114" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TL5G-mUA_rI/AAAAAAAAAIU/5sDxGYgb83w/s320/sol-meianoite.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sentidos....sentir....nada existe sem um sentido. A vida, o trabalho, um amor, uma percepção. Se a sensibilidade estiver aguçada, os sentidos funcionam como radares que detectam tudo ao nosso redor. Um perfume que relembra um doce momento, único e cativante. A chuva fina que cai numa tarde primaveril, refrescando não só a terra fértil, mas nossas mentes com histórias que são linhas da nossa alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linhas muitas vezes tortuosas, medonhas, mas com toda certeza, repleta de sentidos. Uma força humana; razão fundamental na nossa compreensão e compreender determinados sentidos. Uma ruptura faz parte para seguirmos, uma motivação com perseverança, dando um novo sentido para a alma que se esvaziou e procura encher – se de humanismo, pluralidade de conceitos que amadurecem a alma. A sensibilidade está no ápice, forte, consistente, buscando uma nova equação, sem uma fórmula metódica, mas metafísica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe fórmula, e sim forma. A forma é a essência para multiplicarmos, dividirmos e somarmos tudo que é benéfico. Basta percebermos e deixar fluir os nossos sentidos. Ainda estamos numa cegueira. José Saramago ensaiou sobre a cegueira para que o homem sinta o seu mundo. A sobrevivência só é possível com o(s) sentido(s) e quando o homem aperfeiçoar estes sentidos, até mesmo descobrir que tem este dom, ele estará mais perto de uma realidade plena e feliz! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-2603870301219963490?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/2603870301219963490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/10/sentidos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/2603870301219963490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/2603870301219963490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/10/sentidos.html' title='SENTIDOS'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TL5G-mUA_rI/AAAAAAAAAIU/5sDxGYgb83w/s72-c/sol-meianoite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-1938085058857893798</id><published>2010-10-19T15:47:00.000-07:00</published><updated>2010-10-22T08:38:01.956-07:00</updated><title type='text'>CRÔNICA COMO HISTÓRIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TL4i1dMAGVI/AAAAAAAAAIM/8y2eAvdpEL4/s1600/cronista.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529895694220925266" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 262px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TL4i1dMAGVI/AAAAAAAAAIM/8y2eAvdpEL4/s320/cronista.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A crônica como gênero literário tem assumido um grande valor histórico, pois seu caráter de gênero específico e autônomo tem contribuído às pesquisas históricas. Os historiadores têm com freqüência recorrido a esse gênero para auxílio em suas investigações do passado e tem reconhecido nas inspirações dos cronistas uma fonte legítima na busca do conhecimento da realidade histórica de uma determinada sociedade. Desse modo pode-se dizer que a crônica é na sua essência, uma forma de arte, manifestada através de palavras, com um sentido forte de lirismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O significado desse gênero ultrapassa mais de um século, pois antes de ser concebida como arte relacionava-se com o relato cronológico dos fatos sucedidos em qualquer lugar. Em grego “&lt;em&gt;Cronos”&lt;/em&gt; designava tempo, daí a crônica ser compreendida como gênero histórico. Mas, esse conteúdo há muito desapareceu, permitindo mudanças de sentido que atualmente estão estritamente vinculados ao campo exclusivo da literatura. “Ela passou a obter um significado mais preciso, embora polêmico, como um gênero altamente pessoal, uma reação individual, íntima ante o espetáculo da vida, das coisas e dos seres”.(1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do espetáculo da vida, a crônica começa ocupar um espaço na imprensa jornalística. Daí há uma grande discussão sobre a dificuldade de sua classificação, enquanto gênero literário ou histórico. Como gênero literário possui relativa autonomia, advindo da imaginação criadora, visando naturalmente o despertar estético e não o interesse de informar, ensinar ou mesmo orientar o leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse aspecto, contrário ao estilo jornalístico, a crônica só utiliza o fato como pretexto, enquanto o jornalismo vê no fato seu objetivo, a matéria em si. O cronista quando recorre ao fato é para retirar o máximo proveito, como um objeto para a imaginação, isto é, para ser recriado. É nesse sentido que a crônica teve que superar suas condições jornalísticas, buscando construir uma vida além da notícia, seja enriquecendo a notícia com elementos de tipo psicológico ou como humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim a crônica adquire uma forma literária autônoma, comunica-se através de uma linguagem dos indivíduos na sociedade. Trata dos pequenos detalhes da sua vida social, fazendo um relato em permanente relação com o tempo, de onde tira, como memória escrita, sua matéria principal, o que fica do vivido. Isto pode ser aplicado ao discurso da história porque sua constante atividade crítica movimenta o exercício da lembrança e da escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, a crônica pode ser caracterizada como ferramental útil para realizar um estudo histórico de uma sociedade. A ordem e sua coerência não são elementos de distinção, pois seu caráter de ambigüidade faz dela um gênero específico na literatura o qual, não raro, a conduz ao conto, ao ensaio, por vezes, e, freqüentemente, ao poema em prosa. Desse modo, as crônicas não são puro jornalismo ou reportagem. Somente a ligação com a vida cotidiana é que situa a crônica bem próxima do jornalismo, mas diferenciando-se por não ter aquela característica impressionista, de experiência de choque, transmitida como uma mercadoria para o consumo em massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cronista, artista solitário perdido no mundo da informação, busca na crônica o meio de satisfazer seus desejos, suas emoções, seus sonhos irrealizáveis e através dela manifestar seu descontentamento com os projetos de vida compostos no interior de sua sociedade. E, pode se dizer que, é difícil encontrar homens que consigam se comunicar melhor que o cronista. A crônica, esse meio comunicativo, insinuante e ágil é por natureza a arte do cronista. Arte da palavra buscando transformar o significado do dia a dia presente na vida dos homens e mulheres de toda uma comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, a crônica constitui-se fundamentalmente como um gênero literário, que fala do tempo e da vida humana, que conserva na memória pequenos dias vividos pela sociedade. Situa-se justamente além da notícia, mas no limite da transmissão de experiências vividas pelos homens em sociedade. Em suma, “situa-se bem perto do chão, no cotidiano da cidade moderna, e escolhe a linguagem simples e comunicativa, o tom menor do bate-papo entre amigos, para tratar das pequenas coisas que formam a vida diária, onde às vezes encontra a mais alta poesia”. ( 2 )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expostas as principais características da crônica, cuja função é relatar literariamente pequenos acontecimentos de uma sociedade, faz-se necessário recorrer aos cronistas londrinenses que construíram imagens sobre a cidade. Como veremos, alguns tomaram como referencial da modernidade em Londrina, o surgimento, a evolução e a expansão da imprensa local. Outros revelaram interesse pelo desenvolvimento da cultura e por experiências dos anônimos que aqui desembarcaram. Deixemos falar o cronista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A IMPRENSA EM LONDRINA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Com o surgimento da cidade, despertou o interesse aos jornalistas locais a criação dos primeiros periódicos. E nesse sentido, em 1934, apareceu o primeiro jornal, denominado “PARANÁ NORTE”, editado e redigido pelo seu proprietário H. Puiggari Coutinho, que teve uma vida de oito anos.&lt;br /&gt;Secundou-o a “Gazeta de Londrina” de propriedade de George F. Coutinho, que sob sua direção circulou por alguns anos, sendo o seu primeiro número de 16 de Julho de 1944.&lt;br /&gt;Seguiu-o “Município”, ainda do referido jornalista, com a circulação de cerca de dois anos.&lt;br /&gt;Humberto Puiggari Coutinho, no entanto, foi o decano dos jornalistas de Londrina. Morreu há certa de dois anos com a avançada idade de 92 anos, deixando numerosa e valorosa prole nesta cidade e Mato Grosso.&lt;br /&gt;Natural de Cirica, litoral paulista. Freqüentou a escola de Cadetes em 1893, da Praia Vermelha. Veio para Londrina em 1933, Escreveu “Nas fronteiras de Mato Grosso”, “Londrina e sua história, no jubileu de prata da cidade”&lt;br /&gt;Foi vigoroso periodista, bom escritor, dotado de sensibilidade humana.&lt;br /&gt;Prestou bons serviços à coletividade, levando vida pobre e honesta.&lt;br /&gt;É esse o retrato do nosso primeiro jornalista.&lt;br /&gt;No decorrer desses longos anos existiram muitos outros jornais na cidade, entre os quais: “Folha de Londrina”, diretor Jamil Elias; “O Furo”, diretor Dicesar Plaisant Filho; “Semanário Esportivo”, diretores Abrahão Andery e Dicesar Plaisant; “Correio Paranaense”, diretores Pedro Vergara e Mario Fuganti; “Gazeta do Norte”, diretores Vitor Bosso e Francisco Tuma; “O Combate”, diretor Marinosio Trigueiro Filho; “Folha do Povo”, diretores Osmario Batisaco e Daniel Gonçalves; “A Voz do Campo”, diretor Hilário Correa; “O Reporte”, diretor Renato Melito; “A Voz do Norte”, diretor Floriano Mendes; “Realizações Brasileiras”, revista de Gustavo Branco e F. Mioni.&lt;br /&gt;A grande empresa jornalística, todavia, que iria aparecer foi a “Folha de Londrina”, de João Milanez.&lt;br /&gt;No ano de 1947 apareceu aqui em Londrina, a procura de um lugar ao sol, um catarinense que desejava se engajar na corrida do progresso regional – chamado João Milanez.&lt;br /&gt;O apresentado havia chegado em 1947 de Criciúma, Santa Catarina, para tentar uma situação econômica-financeira estável nestas paragens.&lt;br /&gt;Aqui chegando a princípio quis montar uma oficina de portas e batentes, mudando de idéia em seguida, para montar um jornal em sociedade com o sr. Correa neto.&lt;br /&gt;O primeiro volume saiu em 29 de outubro de 1947.&lt;br /&gt;Logo em seguida retirou-se Correa Neto, voltando para São Paulo, ingressando em seu lugar Fulgencio Ferreira Neves, Aquiles Pimpão, Abdoral Araújo e Eufrozino Lázaro Santiago, os quais também se retiraram em 1950, ficando sozinho João Milanez.&lt;br /&gt;Era um jornal provinciano, com extração semanal.&lt;br /&gt;Um grande marco na história do jornal, no entanto, se deu em 27 de Abril de 1952, quando passou a diário.&lt;br /&gt;A princípio, quando a redação estava na Rua Duque de Caxias, esquina da Rua Pará, era o próprio João Milanez que carregava os jornais em grande volume da redação até a sede do jornal sito à Rua Minas Gerais.&lt;br /&gt;De pequeno jornal, passou a ser rodado semanalmente impresso em velhas máquinas, passando anos depois para linotipos e hoje em “&lt;em&gt;off-set&lt;/em&gt;”, como dos melhores do Paraná.&lt;br /&gt;Atualmente tem prédio próprio na Avenida Rio de Janeiro, constituindo-se numa das melhores empresas jornalísticas do sul do Brasil, circulando pelo Paraná, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e São Paulo. ( 3 )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconstituindo a realidade dos fatos históricos da imprensa em Londrina, o narrador auxiliado pela memória e pela imaginação, procura expor a evolução do jornalismo na cidade desde a década de 1930. Narra com poucos detalhes os principais jornais que apareceram e desapareceram com o desenvolvimento da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto é importante registrar que o cronista busca preservar tão somente a memória ( 4 ) dos proprietários dos jornais que mais se identificaram com o caráter pioneiro da cidade, isto é, ficava claro a presença de uma estrutura de grupos econômicos que dominaram a vida cultural visando a conservação da idéia de progresso relacionada à idéia de modernidade da cidade de Londrina. Não é sem razão que o nome do jornalista Edison Máschio não aparece em nenhum momento nesta relação dos pioneiros da imprensa em Londrina, pois havia uma tendência consciente de ocultar ou deslocar ao esquecimento, profissionais da área jornalística que não se identificavam com o pensamento do poder dominante nos meios de comunicação de Pequena Londres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atuação impar de Máschio, fiel aos fatos, criou um certo mal estar na sociedade, uma vez que, seu perfil analítico e crítico desagradava a tradição mais conservadora da belle époque londrinense. A leitura e o entendimento que tinha da realidade social, dos cenários de euforia, enriquecimento lícito e ilícito incomodava os “barões do café”. Máschio era contrário aos conceitos políticos e morais que degradavam a imagem da cidade de sua época. Não permitia a distorção da realidade e a omissão dos fatos verdadeiros, levava a sério a profissão que ajudou a difundir, e que seguiu até a sua precoce aposentadoria. Talvez seja essa a razão pela qual não foi compreendido por muitos poderosos que manipulavam as instituições políticas e sociais dos anos 50/60. Foi um escritor com opiniões próprias, embora tivesse semelhanças físicas com o imortal Kafka, e engajava-se na literatura Sartreana, a qual defende o compromisso político dos escritores com o seu tempo. Começou, então, a escrever ficção de boa qualidade. Também não foi compreendido, pois muitos poderosos se identificavam com um ou outro personagem do romance, o que lhe causava aborrecimento na sua vida profissional. Acredito, porém, que a sociedade londrinense atual não pode deixar fora da história de nossa cidade um cidadão tão fiel aos costumes e à origem dessa terra e muito menos esquecer suas duas obras* de ficção, condenadas à morte no passado e desconhecidas no presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a questão em jogo era o processo de instalação dos veículos de comunicação: instrumentos de poder da burguesia, meios de difusão da ideologia do progresso (tão caro aos colonizadores), e a luta pelo poder e pelo reconhecimento do status de pioneiro da cidade. Tudo isto era muito estranho a um jovem jornalista, assustado com as conseqüências desse progresso, com o fluxo crescente de emigrantes vindos de vários estados do país, que muitas vezes atraídos por propagandas duvidosas acabavam se aventurando num território que caminhava lentamente à procura de uma identidade, à busca de um povo, de uma cultura, de uma origem. Certamente esta era a preocupação de Máschio, que não se identificava como um aventureiro, tampouco como um pioneiro e buscava se desvincular de uma realidade confusa; de qualquer forma tinha raízes no campo, o que lhe dava um certo status semelhante a um simples narrador camponês. Ainda não havia uma distinção clara entre colonizador e desbravador, pois quase todos os cidadãos eram reconhecidos como aventureiros, ou seja, pioneiros de algum fato histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi com o surgimento da imprensa hegemônica( 5 ), que Londrina passou da condição de um pequeno município para um significativo pólo representativo da cultura do Norte do Paraná. Nota-se que naquela época a quantidade e a variedade de jornais era impressionante e surpreendente, pois o número de leitores era bem menor do que exigia o mercado de consumo de informações e cultura, além do fato que, o interesse, o acesso, e o índice de analfabetismo eram fatores que interferiam diretamente no sucesso desse empreendimento. Mas, então quem era os leitores dos jornais londrinenses? Sabemos, pelo espírito maschiniano que era uma parcela extremamente reduzida, pois não havia naquela época uma tradição com sede de cultura, de notícias sobre economia, política, esporte, etc. As pesquisas da época apontavam um interesse pelas reportagens policiais, crimes, relações de infidelidades conjugais, corrupções, dominando quase constantemente os temas de primeiras páginas da imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse aspecto, o discurso da historiografia londrinense bebeu abundantemente nesta fonte, para subsidiar suas “investigações” sobre o passado como representação da realidade histórica. O resultado é uma história repetitiva e tenebrosa, marcada tão somente por crimes, prostituição e medo. Um Historiador( 6 ) destacou em sua pesquisa acadêmica que: “a Folha de Londrina, com edição diária, consultada de 1952 a 1962, apresentava os fatos de forma sóbria, procurando sempre “dar” a informação, sem “julgamento crítico” dentro de uma pretensa objetividade. Já “O Combate” e a “Gazeta do Norte” caracterizavam-se pela espetaculosidade, dramatização do cotidiano e elaboração de crônicas sobre o mundo considerado marginal”. Daí o fato de considerarmos que já no início dos anos 50 a imprensa local podia ser entendida como instrumento de poder, que produzia os fatos e as imagens de acordo com o interesse da ideologia burguesa vigente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí percebe-se que nos primórdios da história de Londrina já havia uma dualidade discursiva sobre o social e o político. Ambas problematizavam uma divisão clara entre uma ordem burguesa formada por grupos econômicos hegemônicos e uma ordem proletária constituída na sua maioria por indivíduos comuns, trabalhadores braçais, desempregados, vítimas de um processo de exclusão da sonhada riqueza prometida pela propaganda ilusória do lucro fácil e rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirma este historiador que havia uma diferença nos discursos dos veículos de comunicação. Uns apresentavam as notícias com mais discrição e outros, detalhavam os fatos: os sensacionalistas . De qualquer forma, estas diferenças de foco distinguiam as notícias sobre a vida “marginal” daquelas sobre a boa sociedade. Quer dizer, a imagem da elite da sociedade era conservada enquanto a do povo ridicularizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso a visão que o cronista tinha da história consistia na preservação da “boa sociedade”, da boa imagem da elite que nadava no dinheiro, e era também necessário fazer uma blindagem do “mito do pioneirismo” criando, não raro, ícones heróicos que passavam a ter uma função, uma referência obrigatória no imaginário coletivo da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo disso é a figura do decano dos jornalistas, o pioneiro Humberto Puiggari Coutinho, falecido com a avançada e gloriosa idade de 92 anos, nas palavras do cronista, “honestamente pobre”. Ora, honestamente é possível que tenha ocorrido, mas pobre seria improvável, pois naquele tempo, para se fazer qualquer investimento era necessário capital, e só tinha recursos àqueles que vinham de famílias com posse. O pobre morria pobre. Mas de qualquer forma precisava-se criar uma imagem ideal de pioneiros, para convencer a sociedade, em geral, de que a história era feita por personagens exemplares, por heróis representativos, por ícones que simbolizavam toda uma saga de bravuras e destemor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim o cronista enumera os “prestadores de serviços à coletividade” (as aspas é dele), o conjunto de proprietários, como coadjuvantes do crescimento da cidade, idealizadores do progresso da região norte do Paraná. Daí a necessidade de primeiro criar o mito fundador e depois difundi-lo até atingir o cérebro e o coração do coletivo social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um sinal evidente de que a modernidade havia definitivamente chegado, pois a preocupação em criar modelos míticos e fechá-los num determinado grupo social correspondia ao desejo e à disposição de travar uma luta pelo domínio e manipulação do processo histórico. Não é sem razão que o cronista dá ênfase à modernização da imprensa a partir do ano de 1947. De um jornal rodado artesanalmente chegou rapidamente a impressão em off-set, o que era um feito histórico, visto o aumento progressivo da população da época, não necessariamente de leitores. Vejamos o que foi constatado por um outro cronista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“...Em Londrina, da decantada Universidade, a quanto soma&lt;br /&gt;a multidão dos que lêem? Irrisória, não? Passo e repasso e&lt;br /&gt;não vejo mãos empunhando livros. Nos jardins e praças que&lt;br /&gt;fazem os cansados? Nos ônibus que sobem e descem, quem&lt;br /&gt;se ocupa com uma leitura proveitosa? Nas escolas e institui-&lt;br /&gt;ções, nos clubes e associações, qual o calor da leitura sadia?&lt;br /&gt;Qual o resultado – realidade e não camuflagem – das pesqui&lt;br /&gt;sas em livrarias e bibliotecas...” ( 7 )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Trata-se de uma observação da realidade dos anos 50/60, exatamente no momento em que o maior jornal da região passava a circular diariamente. A cidade já contava com mais de cem mil habitantes, e todos os aspectos da vida social encontravam em ebulição, inclusive uma exuberante arquitetura moderna, combinada com o fervor empresarial, fruto da produção cafeeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se poderia esperar que o desenvolvimento do “boom” cafeeiro pudesse alavancar num mesmo ritmo frenético, a tradição cultural da leitura, como também não seria possível ainda à formação de comunidades de estudos literários ou quaisquer outras. Embora a imprensa fosse um veículo difusor da cultura e do estímulo ao conhecimento e da informação, poucos indivíduos tinham a clara percepção de que a chegada das novas máquinas para o fabrico e a produção de jornais pudessem mudar as condições intelectuais do corpo social. De qualquer forma estas máquinas significavam um presente da modernidade, transformando um ambiente que valorizava, invariavelmente, o “cheiro” do dinheiro. O próprio cronista lamenta que em Londrina, era possível atravessar de ponta a ponta a cidade, passear pelos jardins e contemplar as perobas do bosque sem ser surpreendido bruscamente por qualquer indivíduo carregando um livro. Raramente se via “sombra” de indivíduo parado em frente a uma banquinha de jornais curioso pelos fatos históricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí que, não podemos afirmar que a imprensa proporcionou um ritmo alucinante do progresso cultural, uma vez que a leitura não modificava a expressão falada e pouco alterava o “pobre” vocabulário do sertão. Ainda tínhamos o hábito de sobrecarregar na fala um erre caboclo e provinciano, do qual era entendido por aqueles recém-chegados como algo estranho a língua portuguesa. Isto realmente era verdade, pois os viajantes profissionais davam notícias de que eram facilmente reconhecidos em qualquer parte do mundo pela pronúncia pesada dos “erres”. Este retroflexo da língua era uma herança deixada pelos britânicos, conseqüência do domínio e exploração colonial inglesa. Por isso torna-se candente o fato de que o jornal representava apenas mais uma mercadoria destinada exclusivamente ao consumo de uma classe social privilegiada – a burguesia. Mas, mesmo não focando o prazer pela leitura, as páginas de colunas sociais e os classificados de compras e vendas eram os mais lidos. Há notícias de assinantes daquela época, que propunham comprar somente estes dois cadernos do jornal, pois economizariam um bom dinheiro no fim do mês. Prova disso em pleno século XXI, esses dois cadernos, juntamente com os recursos do poder público, continuam sendo indiscutivelmente os campeões de consultas, senão a fonte econômica mais importante do jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao analisarmos o caráter moderno da história de londrina, levaremos em conta o conjunto dos acontecimentos históricos dos anos 50/60. É sabido que lá se formou uma sociedade heterogênea, a qual muitos pioneiros foram escolhidos a dedo pelos exploradores ingleses, levando à elitização de uma pequena camada de colonos e a proletarização do restante da sociedade. Era a condição para alcançar o sucesso rápido do progresso, garantido pela praticidade do enriquecimento milagroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decorre disso que, qualquer novidade que fosse ao encontro do progresso significava um marco histórico. Com a fundação da imprensa não foi diferente.O nascimento da Empresa Jornalística Folha de Londrina, que impulsionou a comunicação no Norte do Paraná, representou uma nova era da comunicação: a cultura de massa. Mas isso, ao mesmo tempo soava estranho, tendo em vista o fato de que Londrina não registrou no passado uma tradição cultural erudita. Não era nem mesmo possível fazer um contraste entre cultura de massa e cultura erudita. Historicamente aqui predominou somente a cultura agrícola, devido à sua identidade com o ambiente social daquela época. Então pressupõe que o nascimento prematuro do jornal vinculava-se mais ao caráter aventureiro de um investimento de risco qualquer, do que um projeto cultural de um povo com tradição letrada. Seja como for, fundou-se a empresa em 1947 e ela cresceu, resistindo a chuvas e trovoadas, isto é, às crises de conjuntura nacional dos anos 50/60.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plano nacional dessa época coincidiu com a ascensão do segundo mandato do governo Vargas, que havia claramente optado pelo seu nacionalismo estatal, recorrendo ao capital nacional para promover o desenvolvimento econômico do país. Foi nesse período que Vargas criou a estatal Petrobrás e propôs um reajuste de 100% no salário mínimo, mas não suportou a pressão da oposição de Carlos Lacerda, de militares e do setor empresarial. Sentindo a iminência de um golpe de Estado suicidou-se em 1954.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto, a instabilidade política do país e o suicídio de um presidente popular provocou uma expressiva comoção do povo londrinense. A Folha noticiou esse fato, inclusive com fotos de Getúlio em manchete. Vargas era considerado o “pai” dos pobres e o londrinense não tinha dúvidas disso. Embora estivesse comprometido com as elites brasileiras, seu populismo criou raízes e fez carreira aqui e em vários Estados do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se podia esperar desse cenário histórico algo diferente, senão uma desolação total do povo londrinense, que tinha uma relação afetiva com os políticos nascidos do povo, com o carisma hipnotizante de políticos simpáticos à causa franciscana. Aqui este fato foi sentido e levado a sério, devido à grande presença do “quererismo” varguista – movimento político pedindo o retorno de Vargas à presidência - além de não se conformarem com a perda do “pai”, também entendiam que Vargas simbolizava a “mãe” dos ricos e é sabido que a “mãe” é mais generosa, de qualquer forma ambas classes sociais haviam ficado órfãs de um mito político. Mas este luto durou poucos anos, até a chegada definitiva de uma corrente política partidária que levou até as últimas conseqüências a arte de governar a cidade junto com o povo. Este é um capítulo a parte da história de Londrina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a década de 50/60 ficou conhecida por uma forte crise na lavoura, ligada a falta de trabalho e más condições de vida dos agricultores, gerando um grande êxodo rural. Na verdade foi uma década de crise em todos os aspectos. Aquela que mais ameaçava Londrina era a do transporte ferroviário, o principal ícone da modernidade. Dependia dele o escoamento de toda produção de alimentos. Constatado um boicote da Rede aos empresários locais, acabou faltando locomotivas e vagões e a cidade ficou num “deus-dará”. Além disso colocou em risco aquele projeto de progresso que não podia morrer. A cidade não podia parar por causa da conhecida “guerra dos vagões” ( 8 ) A saída encontrada foi a abertura de duas pontes sobre o Rio Paranapanema, que aliviou o escoamento da produção de cereais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fator da crise dos anos 50 foi provocado pelo fluxo migratório que se encontrava a todo vapor, gerando grandes problemas à cidade. Era necessário avaliar criteriosamente todos os candidatos, aceitar ou não aqueles que vinham com “boas” ou “más” intenções conhecer o progresso londrinense. Havia uma espécie de olhar que vigiava as ações dos recém-chegados, uma maneira de controle social comum em pequenas cidades do Norte do Paraná. De qualquer maneira todos eram bem vindos, pois ninguém podia ser acusado antes de cometer algum crime. Na verdade não havia impedimentos a um cidadão comum do mundo desembarcar apenas com uma sacola na estação rodoviária, ainda mais, recém-construída pelo famoso arquiteto João Batista Vilanova Artigas, um expoente da arquitetura nacional. Aliás um imponente monumento que se destacava com suas “abóbodas”, viradas no sentido oposto ao centro da cidade. Era algo realmente moderno e grandioso que, de certa forma, tinha uma semelhança metafórica com a cidade. Aquelas formas de arcos inclinados e virados ao encontro do horizonte infinito também simbolizavam que aqui em Londrina o céu era o limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste clima eufórico de fluxo migratório, temos a notícia da chegada de mais uma personagem que “buscava um lugar ao sol”. Com um olhar clínico e aburguesado noticiava o cronista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;UM BARRIGA** VERDE NO NORTE DO PARANÁ&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Certo dia de 1947 aparecia aqui mais um inconformado com a rotina. Tratava-se do barriga-verde João Milanez.&lt;br /&gt;Cansado da pasmaneira e estagnação de sua terra natal, Meleiros (sul catarinense) resolveu tentar a sorte em novas regiões e aqui bateu.&lt;br /&gt;Já em Londrina, buscou a Associação Comercial de Londrina e a mim, na qualidade de secretário administrativo daquela entidade.&lt;br /&gt;Da conversa que mantive com o mesmo conclui ser uma pessoa de boa conversa, pouca roupa e sem vintém, mas com vontade de vencer, entre os tantos milhares iguais que engrossavam diariamente.&lt;br /&gt;Sem sombra de dúvida, era uma pessoa bem-humorada, disposta a conquistar um lugar ao sol. Nestas plagas norte-paranaenses.&lt;br /&gt;Consultou-me na possibilidade de montar uma oficina de carpintaria e marcenaria – para batentes e portas.&lt;br /&gt;Animei-o de que se tratava ser negócio oportuno e de demanda na praça.&lt;br /&gt;Seria uma boa indústria para a cidade que nascia vertiginosa com suas construções cada vez em maior número.&lt;br /&gt;Interessei-me pelo assunto e pelo novo amigo.&lt;br /&gt;Juntos, procuramos vários prédios, para a instalação da novel oficina. Estava tudo visto e bem encaminhado, para a concretização do ideal do barriga verde.&lt;br /&gt;Bem moço ainda, altura média; louro, com ar risonho e desembaraçado, demonstrando energia e dinamismo, de olhar vivo e penetrante. Tipo decidido e irresignado com a rotina, característica do pioneiro.&lt;br /&gt;Como se viu, ficou tudo bem acertado a respeito da instalação da carpintaria.&lt;br /&gt;Passados alguns dias, o homem voltava à Associação Comercial.&lt;br /&gt;- Boa tarde, Zórtea&lt;br /&gt;- Vim lhe dizer que mudei de opinião. Em Londrina existem muitas oficinas de batentes e portas. O negócio não é bom. Resolvi coisa diferente: vou botar um jornal. Há falta na cidade. Tenho até nome: FOLHA DE LONDRINA. Vai ser pra quebrar, como diz a gíria. Vai ser sucesso pode contar!&lt;br /&gt;- Escuta aqui Milanez: de oficina de carpintaria para jornal tem uma grande distância! Você não é jornalista e sim carpinteiro. Como é que vai ser a coisa, então!&lt;br /&gt;- Olha Alberto, sou homem para qualquer coisa, ouviu?&lt;br /&gt;- E se pôs em campo.&lt;br /&gt;- Arranjou dois linotipistas, depois de comprar pequena tipografia e seu material. Tudo na base da compra a prazo.&lt;br /&gt;- Começou a imprimir o seu jornal A Folha de Londrina. O nome era sugestivo e a simpatia do moço proprietário infundia confiança. A coisa rodou...&lt;br /&gt;- No princípio tudo foi difícil, porém, como o correr dos anos o diário prosperou extraordinariamente, enriquecendo seu dono.&lt;br /&gt;- Fez milagres o senhor Milanez. Conseguiu transformar o jornaleco num grande órgão de divulgação, um dos melhores hoje do Paraná e quiçá o mais aparelhado tecnicamente.&lt;br /&gt;- O jornal circula por todo o Paraná e São Paulo.&lt;br /&gt;- Não devendo o seu feitio aos melhores do país.&lt;br /&gt;- E comercialmente falando, então, fatura uma nota que não tem tamanho!&lt;br /&gt;- Com tudo isso, o Milanez se tornou homem importante econômica e intelectualmente.&lt;br /&gt;- Já entrevistou meio mundo, inclusive o Presidente Kennedy.&lt;br /&gt;- Andou pela América Latina, Europa, Estados Unidos e Canadá.&lt;br /&gt;- Não só provou que é capaz de tocar qualquer coisa como se tornou um dos mais lídimos representantes da boa imprensa nacional.&lt;br /&gt;- A sua estrela brilhou nos céus de Londrina.” ( 9 )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Há um conto, de J.J.Veiga (10), “A Estranha Máquina Extraviada” que de alguma forma tem uma semelhança com esta crônica. O narrador deste conto noticia um acontecimento surgido na província que trata do aparecimento de uma exuberante máquina, deixada na calada da noite por estranhos e rudes homens, em frente a Prefeitura. Ninguém sabia ao certo quem havia encomendado e nem para que ela servia. A máquina passou a ser admirada pelo povo e por uma legião de visitantes que vinham de regiões distantes e ninguém podia tocá-la, instalando-se assim um mistério. A par disso, a máquina passou a operar milagres, mudando os hábitos, as conversas, os interesses da comunidade interiorana. A máquina não tinha nenhuma função, era como um Besouro de ouro, ficava ali, como uma esfinge, cultuada e reverenciada, de modo que toda a vida social da comunidade interiorana gravitacionava em torno dela. A máquina, porém, não podia ser despojada do encantamento que motivava a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta alegoria revela o quanto o progresso e a tecnologia causam estranhamento ao homem comum do sertão, e este fato aconteceu naturalmente em pequenas cidadezinhas interioranas do país afora, pois a chegada da técnica, de novos artefatos e instrumentos começou a perturbar todo o imaginário social local. As pessoas humildes, constituídas por valores arraigados no passado, através dos quais são modeladas suas identidades, acabaram não se comunicando com as novidades trazidas pelo progresso. Daí emergir estas inusitadas relações do homem do sertão com algo novo, com as “máquinas” que invadiram as províncias, sem conhecerem sua função e utilidade, só o fato de estarem presentes na cidade, provocaram mudanças e tensões nas relações sociais da comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, há uma semelhança do conto de J.J. Veiga com a crônica, destacada pela conversa entre o cronista e o futuro empreendedor do sertão londrinense. Qual não foi o espanto do cronista ao receber a notícia de um carpinteiro que, em “busca de um lugar ao sol”, decidiu praticamente do “nada”, construir uma empresa vinculada aos serviços de divulgação de idéias de formadores de opiniões. Provavelmente houve um choque cultural entre esta decisão e a comunidade de leitores da época, pois um “carpinteiro barriga verde” (ele não era pé vermelho) transformara-se, da noite para o dia, num empresário das comunicações, senão no “pioneiro da imprensa” de segunda geração. Mas, antes é preciso focalizar nesta narrativa, a sondagem realizada no mercado pelo futuro empreendedor, no qual analisou minuciosamente a vantagem de investir num “formigueiro” bastante explorado. Decidiu não travar concorrência desleal (para ele) com os paulistas e mineiros, conhecidos como habilidosos no ramo, pois dominavam o mercado madeireiro desde a década de 1940. A desistência do ofício de marceneiro e a descrença no negócio de carpintaria abriram-lhe as portas para os meios de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era estranho o fato de muitos profissionais liberais trafegarem, nos anos 50, de um ramo para outro. Não sabemos, por falta de registro ou mesmo “documentos”, se isso ocorria também na área médica (aí seria um Deus nos acuda). O fato é que a fundação da Universidade de Londrina só foi viabilizada em 1956, e, ainda assim com apenas quatro cursos, graças ao esforço do Professor Zaqueu de Mello, que ao se tornar Deputado Estadual conseguiu aprovar seu projeto junto à Assembléia Legislativa. Nesses anos, os filhos da burguesia sofreram um pouco, pois quem pretendesse cursar uma Universidade precisava se deslocar para as metrópoles brasileiras, decorrendo daí, mutações nas relações familiares. Ao estudar fora da província, esses filhos retornavam à cidade meio rebeldes, com “outras cabeças”, isto é, com comportamentos culturais muito avançados e às vezes estranhos a uma comunidade acostumada ao silêncio da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos esforços e do clamor burguês local, o cronista reconhece que, através do “trabalho” era possível vencer as “forças brutas da natureza”. Nesses anos, o que mais identificava um trabalhador era a sua capacidade, disposição e vontade. Se auto-intitulava “homem para qualquer coisa”. Provém disso que muitos prédios e residências foram construídos apenas com a experiência desses homens em noções gerais sobre obras. Mesmo sendo rara a existência de um engenheiro de formação acadêmica, até o momento não temos notícias de desmoronamentos ou implosões de prédios construídos nessa época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do fator “concorrência” não se podia negar o jogo político, como declarou um pioneiro do “tempo das onças”, aliás amigo de Vargas, que “a política é uma bola de cristal e um dado nas mãos”. Era preciso saber jogar, movimentar as peças, acertar nas escolhas. Investir num negócio de carpintaria era como chover no molhado. Todos os trabalhadores do sertão eram experts no ramo, uma vez que, numa região de colonização recente, quem não erguia sua própria casa, dormia no mato. E, nesse tempo, não era raro encontros desagradáveis com felinos selvagens. Daí que, “montar” um jornal era desejo de profundo exibicionismo do progresso, das máquinas, do poder, da cultura e do controle de ideologias. A intenção de “prestar serviços à coletividade”, de fato incomodava a todos. Aliás nos anos 50, quem não prestava algum tipo de serviço era visto como uma “raposa do rabo felpudo” que simbolizava a “picaretagem”, conceito que teve sua época de ouro, uma vez que, este era entendido como uma ação ética quase suportável pelo corpo social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta ética de “prestação de serviços à coletividade” ganhou impulso e notoriedade, haja visto que, nos porões luxuosos das “casas de shows noturnas” era seguida religiosamente. A famosa “Zona Proibida”, que foi cartão de visita da cidade, chegou a ser legalizada por pressão popular, pois além de criar inúmeros postos de serviços era um dos poucos lugares de “lazer saudável”, mas havia quem a reprovasse. Segundo um historiador “pé vermelho”, os jornais davam ênfase ao desembarque nessas terras de uma “avalanche de meretrizes que tomou nossa cidade de assalto e está alastrando por toda a cidade. Nada menos de 6.000 doidivanas, sem nenhum exagero invadiram Londrina( 11 ). Apesar dessa constatação, o poder público fazia vistas grossas, afinal de contas eram “prestadoras de serviços” e nenhum “trabalho digno” devia ser ignorado pelos controladores da cidade. Além disso o comércio do sexo movimentava a economia, gerava impostos e ajudava potencializar o marketing do progresso e do turismo internacional, pois Londrina tinha o privilégio de ser reconhecida mundialmente pela produção de “mercadorias de luxo”. Até a construção, do aeroporto em toque de caixa, o terceiro maior do país em movimento, era condição indispensável à sua sobrevivência econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este processo histórico é comprovado pelo fato de os proprietários das boates que gozavam de “beneplácito das autoridades”, não raro, eram figuras mais solicitadas nos altares religiosos. Muitos casamentos, denunciava um moralista, contavam com a presença honrosa desses indivíduos como padrinhos de cerimônia, uma vez que, o sonho dessas “meretrizes” era constituir família e conquistar um “lugar ao sol”. Naturalmente muitos filhos legítimos ou ilegítimos dessa época poderiam ter reconhecidas suas duplas cidadanias, um status importante concedido por ocasião de provas de hereditariedade consangüínea, determinando assim, com mais celeridade as árvores genealógicas dessa gente. Destacaríamos as duplas cidadanias com mais candência, a inglesa, a espanhola, a italiana, a libanesa, a alemã, a japonesa, a portuguesa, a africana, a paraguaia, a sueca, a indiana etc. É daí que nasce a nossa miscigenação e aculturação , comprovada num poema em homenagem a Londrina:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Londrina, cidade de braços abertos&lt;br /&gt;a todos os filhos do nosso Brasil&lt;br /&gt;e a todos aqueles de Pátrias distantes&lt;br /&gt;que aqui confiantes,&lt;br /&gt;sob um pálio anil,&lt;br /&gt;seu lar construíram&lt;br /&gt;e aos filhos se uniram,&lt;br /&gt;de nosso Brasil” ( 12 )&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A existência dessa complexa mistura, dessa miscigenação cultural dá a Londrina uma certa identidade, mas cabe aos pioneiros de primeira e segunda gerações e a multiplicidade de nações estrangeiras explicar a verdadeira origem dessa gente, que de alguma maneira sofreu, desde os tempos dos destemidos bandeirantes, uma profunda crise de identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criou-se, assim, um clima cosmopolita, graças a este cruzamento inter-racial e a adaptação e boa convivência entre essa diversidade cultural. Viabilizou-se uma sociedade aparentemente pacífica. Desse “caldeamento” de cultura, Londrina se beneficiou do empenho no trabalho desses povos “invasores”, quase todos vocacionados naturalmente à “prestação de serviço”. A idéia de ser “homens e mulheres para qualquer coisa”, apenas consolidou um desejo comum à todos: receber a graça de um milagre – o dinheiro. A maioria dos indivíduos de várias procedências, pouca instrução, fincou aqui suas raízes e sonhos, mas apenas uma minoria viu o futuro glorioso chegar, isto é: “o sorriso do dinheiro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “pioneiro da imprensa” foi uma dessas exceções exímio “prestador de serviço”, como declarou o cronista: “Ele fez milagres”, não o recebeu. Em época de crise era consenso local recorrer aos fenômenos sobrenaturais, daí que, Londrina também desenvolveu uma forte vocação à fé religiosa, uma vez que a quantidade impressionante de igrejas sinalizava já uma preocupação dos fiéis com o destino de suas atitudes em busca do juízo final. Claro está que, ao longo do tempo veio se multiplicando em ritmo irrefreado um número incalculável de franquias e extensões de denominações religiosas nunca vistas pela tradição conservadora da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de sua vocação espiritual, os controladores locais, mantinham um procedimento bastante usual de “batizar” os futuros empreendedores. O “pioneiro da imprensa” não escapou dessa prática, era ritual válido, analisar as aparências, as características pessoais e fisionômicas do “pioneiro ideal”, que seguia um modelo padrão, declarava o cronista: “Bem moço ainda, altura média; louro, com ar risonho e desembaraçado, demonstrando energia e dinamismo, de olhar vivo e penetrante. Tipo decidido e irresignado com a rotina, característica do pioneiro” ( 13 ). Essa característica do pioneiro londrinense vinculava-se ao modelo europeu do homem viril. De certa maneira, houve uma injustiça irreparável com a cultura afro-brasileira local, da qual Londrina tem uma dívida impagável, por não mencionar historicamente a contribuição expressiva dessa gente, que também produziu representantes que imprimiram seu modo de sobreviver diante do sucesso e progresso da cidade. Há ainda carência de estudos históricos da cultura negra, dos pioneiros negros, que por alguma razão foram apagados ou mesmo “esquecidos” nos arquivos e registros do “culto ao pioneiro.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, compreende-se que o caráter do pioneiro, escolhido a dedo pelos ingleses nos primórdios da colonização, evoluiu-se para um critério subjetivo de análise da performance do indivíduo. Além disso era indispensável aptidão ao trabalho e capacidade de inovar. Portanto, foi a burguesia local que determinou o modelo ideal, o tipo do homem que devia herdar esse título, tradição conservada que, após mais de meio século, ainda se cumpre a cerimônia política de conceder títulos de “cidadãos honorários” aos “grandes prestadores de serviços à sociedade”. Falta à memória coletiva local, um monumento homenageando os verdadeiros “peões do café”, lembrando os trabalhadores comuns. Estes ao morrerem levaram consigo toda uma história não preservada, merecendo ser resgatadas do fundo dos túmulos mais antigos da cidade. A riqueza deixada por esses trabalhadores, decorrente da conquista do progresso material também pertence às gerações seguintes, legítimas herdeiras de uma memória, cuja tradição sempre vinculou à esperança de um progresso social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa tradição de preservar a memória é crucial. Foucault declara que os problemas da história podem se resumir numa só palavra “o questionar do documento”. E logo recorda: “o documento não é o feliz instrumento de uma história que seja, em si própria e com pleno direito, a memória: a história é uma certa maneira de uma sociedade dar estatuto e elaboração de uma massa documental de que se não separa” ( 14 ). No entanto a crônica como um tipo de documento, um registro do passado, é uma representação da história local da época em que foi produzida, servindo como conservação de um passado, memória individual que busca fazer síntese dos acontecimentos históricos. Todavia a memória, “na qual cresce a história, que por sua vez alimenta, procura salvar o passado para servir ao presente e ao futuro. Devemos trabalhar de forma que a memória coletiva sirva para a libertação e não para a servidão dos homens”( 15 ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, ao reconstituirmos o vivido do passado no presente, notamos que o personagem “pioneiro da imprensa” é uma síntese de um conjunto de indivíduos que, pela sua identidade revelada pelo cronista, vinculava-se a um ideal burguês, elaborado por uma tradição cultural, guardiã e dominadora da memória coletiva. Daí esse modelo ser referência de um padrão determinado por uma elite local. Não é sem razão que lhe foi conferido o status de “pioneiro da imprensa”, o que possibilitou a preservação da memória escrita, cuja função é o de resguardar uma história construída por vencedores.Resultado disso é o fato de que na luta de classes, permanece a memória dos acontecimentos manipulados pela elite para legitimar o poder e o domínio da burguesia, enquanto precursora do progresso social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a “estrela do pioneiro da imprensa brilhou nos céus de Londrina” aqui já havia se consolidado o projeto burguês de cultura, a memória dos desbravadores, o discurso sobre o social, e os elementos que, de alguma maneira, correspondiam ao marketing da cidade do café. Nessa época, Londrina se destacou ao ponto ser passagem obrigatória dos candidatos à presidência da República. O próprio JK, quando em 1957, esteve visitando a cidade se impressionou com as homenagens e a hospitalidade do povo. A “multidão enlouquecida” ao ver o avião aterrisando invadiu a pista, e antes mesmo de JK descer as escadas da nave foi colocado sobre os ombros do povo e carregado como um troféu até a sede da ACL (Associação Comercial de Londrina). Testemunha desse fato, o jornalista Schwartz sintetizou o discurso dele: “Como corolário da tese do desenvolvimento, reputo modelar esta cidade Londrina, em face da pujança econômica e financeira, decorrente dos índices alcançados aqui pela produção” (16).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse discurso coroava o ambiente político local nos anos 50/60. A burguesia respirava soberbamente, uma vez que, o peso de um presidente da República, senão o criador da futura capital federal brasileira, representava uma crença legítima do progresso no sertão, neste caso, referindo-se tão somente na produção da monocultura do café londrinense. A par disso, JK, foi surpreendido com algumas mudas de café, como recordação simbólica da cidade para ser lembrada dentro do Congresso Nacional e nos belos jardins do Palácio da Alvorada..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram anos de relativa tranqüilidade política. Juscelino colocava em prática seu slogan de governo: “50 em 5”, isto é, cinqüenta anos de progresso em cinco de governo, sustentado pelo programa do “nacionalismo-desenvolvimentista”.Este defendia o processo de desenvolvimento do país a partir dos interesses nacionais. JK declarou: “Convém que se compreenda, de uma vez para sempre, que o desenvolvimento do Brasil não é uma pretensão ambiciosa, um desvario, um delírio expansionista, mas uma necessidade vital. Desenvolver para nós, é sobreviver, gravem bem os que estão em condições de colaborar conosco, que não necessitamos apenas de conselho... mas de cooperação dinâmica, e que essa cooperação é altamente rentável a quem se dispuser a ajudar-nos” ( 17 ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Londrina entrava assim na cena política nacional, cooperando com o desenvolvimentismo brasileiro de JK, o que confirmava sua vocação para liderar economicamente a região Norte do Paraná. Mas, não demorou muito e já nas décadas de 60 o café começou entrar em declínio, em decorrência da crise nos preços internacionais. Daí, surge mais um problema para a burguesia local, que devia buscar rápida solução, agora sinalizando para uma diversificação na economia como meio de sobrevivência. Não é sem razão que numa entrevista recente o pioneiro da imprensa declarou: “uma cidade se faz com chaminés, imprensa e Universidade”. As indústrias não se tornaram realidade, isto é, elemento principal da produção, sendo que a imprensa seguiu sua função e a Universidade começou a dar um novo destino à cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob a luz desses acontecimentos, “a estranha máquina extraviada”, dava sinais de ter habitado este solo interiorano. Num dia qualquer, mais de meio século atrás, a presença de algo estranho na cidade, aparentemente sem serventia alguma, aos poucos foi se revelando em imagem de culto e reverência. Dependendo da imaginação do leitor sobre o conto; a “máquina” ganhou várias representações: um indivíduo, um hábito, um objeto, um trambolho qualquer, que se tornou símbolo de modernidade, e por conseguinte uma referência desconhecida no cotidiano da comunidade. O não reconhecimento de sua origem, a sua inutilidade, a sua complacência à ordem social, levou o indivíduo ao exercício inconsciente do culto a algo desconhecido. A valorização quase religiosa dessa crença, provocou medo e ao mesmo tempo respeito; sendo que, caso fosse desvendado o segredo da “máquina” corria-se o risco de desencantar toda a tradição e aquilo que sempre habitou o imaginário social poderia cair no ridículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido alegórico o conto estabelece uma analogia com as histórias das crônicas londrinenses, sugere uma leitura sobre o significado do “culto ao pioneiro”, promovendo uma reflexão sobre a história da tradição local, de colonização recente. A “máquina extraviada” cria identidades em várias situações, podendo representar: os pioneiros, a off-set, “o pioneiro da imprensa”, a burguesia, ou qualquer outro elemento que, de uma ou outra maneira, invadiram um território estranho e modificaram os costumes locais, rompendo com a tradição e a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “O Narrador”, Benjamin lembra-nos que: “o cronista é o narrador da história. O historiador é obrigado a explicar de uma ou outra maneira os episódios com que lida, e não pode absolutamente contentar-se em representá-los como modelos da história do mundo”.&lt;br /&gt;(18)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo este pensamento, vemos a experiência deste narrador:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Da conversa que mantive com o mesmo conclui ser uma pessoa de&lt;br /&gt;boa conversa , pouca roupa e sem vintém, mas com vontade de&lt;br /&gt;vencer, entre os tantos milhares iguais que engrossaram&lt;br /&gt;diariamente” (19)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cronista menciona um “fait divers”, ocorrido na cidade que, aos poucos vai tomando uma dimensão de marco histórico, talvez digno de se inscrever na história. O fato inesperado de alguém vir de terras distantes e às vezes hostis aos costumes locais, causou um certo espanto, um estranhamento, mas, como caiu na graça do povo passou a ser admirado e reverenciado. A tradição local, que era resistente ao novo, algo, cede aos apelos da coragem daqueles que, de alguma maneira, se encaixavam num perfil de “bravura” e aventura. Explorar novos territórios era desafiar o imprevisto numa aventura arriscada e sem retorno. Daí que, alguns ganharam o status de pioneiro pelo sucesso obtido no desenrolar das aventuras e foram coroados pelo ideal burguês reconhecido pela comunidade local. O discurso do “progresso”, transmitido de geração a geração desde 1930, correspondeu ao desejo da busca pela riqueza, mesmo tendo que importar seus “pioneiros”. Como a lei era o lucro a qualquer custo, os pioneiros não se iludiram apenas com o café, já havia uma ampla visão burguesa preparando o terreno para diversificar a economia em vários setores, inclusive o da “prestação de serviços”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, todo indivíduo ao chegar à cidade, logo na entrada se deparava com uma enorme placa tomada pela seguinte mensagem: “VOLTE, IGUAIS A VOCÊ, AQUI, JÁ TEMOS 10 MIL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao perceber aquela placa encomendada na década de 1940, permanecendo ali desatualizada pelo crescimento populacional de 1950, ficava uma sensação inóspita, com a propaganda e o delírio do poeta: “Promete e não recusa a todos os que a procuram – impulso e arrimo rijo – na mira do triunfo” (20). Era um exagero para quem sonhava se enriquecer milagrosamente. Durante alguns anos ela foi interpretada de várias maneiras. Para muitos anônimos, que buscavam uma vida melhor, era difícil acreditar naquele prejulgamento conservador. Era uma ironia para quem, saindo de uma condição desfavorável, muitas vezes, deixando grande prole para trás e atravessando o país nos rastros das incertezas, de repente, ser engolido por um outdoor severo e obscuro. Ninguém na cidade dava informações sobre quem o instalou. O povo jurava que não sabia de nada. O prefeito evitava dar declarações. Muitos paravam em frente desolados e ali refletiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há neste episódio uma contradição em relação ao “progresso”. Nos anos 50/60, Londrina ainda atraía mão-de-obra barata à lavoura do café, mesmo monitorando os que aqui chegavam. Os controladores da cidade tentavam, de uma ou outra maneira dificultar a permanência desses trabalhadores anônimos por alguma razão. Provavelmente, aqueles que só tinham prole a oferecer à cidade não eram tão bem vindos. Outros não se adaptavam facilmente à terra roxa, “livre de saúvas”. O barro vermelho e as crostas de poeira também foram elementos que influenciaram no abandono das famílias da cidade. Como quer que seja, foram anos difíceis ao trabalhador comum, que via nesta terra uma oportunidade de ascensão social, que raramente acontecia. O slogan da propaganda do “ouro-verde”, onde se nadava em dinheiro, só enriquecia os colonos, os estrangeiros e os proprietários das melhores terras. O imobilismo social imperava, uma vez que era característica da sociedade interiorana de todo o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta Baudelaire via a idéia de progresso como um “farol obscuro”, o progresso material jamais levou em conta o progresso humano e a felicidade. Como ser feliz no meio do sertão? Como ganhar dinheiro fácil e rápido através do trabalho? Como buscar um lugar ao sol, se ele é de todos? Baudelaire rechaçava essa idéia de progresso que prometia um mundo melhor aos homens:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Esse farol obscuro, invenção do filosofismo atual, aprovado&lt;br /&gt;sem garantia da Natureza ou da Divindade, essa lanterna&lt;br /&gt;moderna projeta trevas sobre todos os objetos do conhecimento;&lt;br /&gt;a liberdade se esvai, o castigo desaparece.&lt;br /&gt;Quem quiser ver com clareza na história deve, antes de mais&lt;br /&gt;nada, destruir este farol enganador...” (21)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa crítica áspera à idéia de progresso para burguesia, que identificava a riqueza material com o progresso humano, correlacionava, aquela promessa ilusória de que o desenvolvimento tecnológico promoveria também o desenvolvimento social. Esse “farol obscuro”, aliado ao pensamento dominante da burguesia, presente em todos os países capitalistas do mundo, criou mais divisão e distanciamento entre ricos e pobres, principalmente em regiões de colonização recente, como aqui, que se caracterizou como uma extensão do capital inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Londrina não nasceu e cresceu com os braços abertos como os do Cristo Redentor da cidade maravilhosa, uma vez que a burguesia local, exploradora do capital inglês, tratou logo de ocupar todos os espaços, privados e públicos, estabelecendo domínios em todos os aspectos da cidade: social, cultural, econômico e político. O famoso cartão-postal, de pouca cordialidade, demarcando os limites da cidade, símbolo da pura ironia, comunicava a todos os anônimos a intolerância do poder local em relação às práticas e métodos para o enriquecimento. Dava-se o tom da verdadeira acolhida: “esta terra já tem dono”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destacando essa idéia de progresso em Londrina, podemos entender que ela esteve fortemente enraizada na busca de se criar um ambiente comemorativo de reconhecimento ao “culto ao pioneiro”. Este, identificado com algum fato histórico relevante ocorrido na cidade. Os anos 50/60 foram ricos em eventos sociais e culturais, transformando o meio urbano num espetáculo da modernidade. Os elementos da modernidade estavam vinculados às demolições de velhas moradias, dando lugar aos novos e imponentes casarões. O moderno também era simbolizado pela introdução de tecnologias de construções verticalizadas. Londrina teve pressa em construir o seu primeiro edifício, na década de 1950. Era um claro desejo de não parar no tempo. Por outro lado, o predomínio do mundo rural começava a desaparecer, surgindo novos problemas de convivência do indivíduo inserido numa coletividade, característico do meio urbano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, a importância do “culto ao pioneiro” é de tamanha expressão que, por falta da preservação original de objetos, artefatos, construções e até homens precursores da história local, buscou-se uma classificação de determinados indivíduos “vencedores” , não necessariamente precursores de uma tradição histórica, justificando dessa forma que o pioneiro é aquele que ficou rico porque trabalhou, sobreviveu e construiu a cidade. A par disso, a memória escrita se encarregou do coroamento dessa história de vencedores. A sua preservação foi feita por várias revistas e jornais, comprometidos com a boa e generosa imagem da elite, conservando simplesmente à eternidade o culto das personalidades da societé londrinense. Isto foi confirmado por inúmeras revistas fundadas nesta época. Entre tantas, o lançamento de uma em 1948, com o sugestivo nome: “A PIONEIRA, o retrato do Norte do Paraná” era justificada pelo seu fundador como: “Londrina comporta uma revista de classe”, símbolo do glamour da classe burguesa, essa revista circulou na cidade durante alguns anos, mas como Londrina não lia revistas parou de circular. Seu fundador retornou a São Paulo, sua terra natal, mas deixou aqui o registro de ações burguesas que contribuíram para difundir a idéia de modernidade, respaldada no progresso daqueles que aqui se enriqueceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOTAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 - ARRIGUCCI Junior, Davi. Enigma e comentário-ensaios sobre literatura e experiência.&lt;br /&gt;São Paulo: Companhia das Letras, 1987. p. 51.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - op.cit p.53.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - ZORTEA, Alberto João. Londrina através dos tempos e crônicas da vida. São Paulo.&lt;br /&gt;Ed. Juriscredi Ltda, 1975. p. 154-155.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - LE GOFF, Jacques. História de memória. São Paulo. Editora da Unicamp, 2003.&lt;br /&gt;Pgs. 469-470&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O historiador Lê Goff, sintetiza o conceito de memória coletiva no mundo contemporâneo argumentando que: “a memória é um elemento essencial do que se costuma chamar identidade, individual ou coletiva, cuja busca é uma das atividades fundamentais dos indivíduos e das sociedades de hoje, na febre e na angústia. Mas a memória coletiva é não somente uma conquista, é também um instrumento e um objeto de poder. São as sociedades, cuja memória social é, sobretudo, oral ou que estão em vias de constituir uma memória coletiva escrita, aquelas que melhor permitem compreender esta luta pela dominação da recordação e da tradição, esta manifestação da memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - MARINÓSIO Filho/MARINÓSIO neto. História da Imprensa de Londrina: do baú&lt;br /&gt;do jornalista. Londrina: Ed. UEL, 1991. p. 47&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uso do termo imprensa hegemônica se refere a Folha de Londrina, que desde sua fundação em 1947, já se considerava como um jornal qualitativamente melhor que os outros existentes na cidade. Esse fato é confirmado pelo jornalista Marinósio Trigueiros Neto no estudo que realizou sobre a História da Imprensa de Londrina, revelando sobretudo a luta pela sobrevivência dos principais jornais que apareceram na década de 50/60. Nesta época “eram comuns as rixas e tertúlias” entre os mesmos, merecendo editorial em 14 de Janeiro de 1952:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hoje o nosso comentário do dia está reservado de pleno direito ao imbecilizado colunista de um certo jornal local, de há muito conhecido pelas suas antipáticas atitudes. Esse cavalheiro cujo nome por um dever de profilaxia moral nos abstemos de escrever, insiste em fazer jus aos minguados cruzeiros – que nem sempre recebe – fazendo críticas desprovidas de todo e qualquer senso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Folha de Londrina não se envolvia publicamente nessas polêmicas, pois considerava-se acima desse nível jornalístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - ROLIM. Rivail Carvalho. O Policiamento e a ordem: histórias da polícia em Londrina&lt;br /&gt;1948-1962. Londrina. Ed. Uel, 1999, p. 07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - ALONSO, Eduardo. Londrina 60: Crônicas de ontem e hoje.: Londrina. Grafmark,&lt;br /&gt;1994. p. 131.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - SCHWARTZ, Widson. Poder emergente no sertão: Londrina. Ed. Midiograf, 1997.&lt;br /&gt;p. 69.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 - ZORTÉA, 1975, op. Cit. P. 180 crônica datada de 26/08/1971.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10- VEIGA, José J. A estranha máquina extraviada:contos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002. p. 90-94.&lt;br /&gt;11- ROLIM, op.cit.p48&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12- ALONSO, op.cit p.24 – o autor do poema é o poeta Francisco Pereira de Almeida&lt;br /&gt;Junior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13- ZORTÉA, op.cit p. 182.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14- LE GOFF. Op cit. Citado da obra de Foucault (1969 p.131) na p.536&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15- LEGOFF. Op. Cit. p. 536.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16- SCHWARTZ, op.cit p. 170.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17- FAUSTO. Boris (org) História Geral da Civilização brasileira. 3 ed. Rio de Janeiro,&lt;br /&gt;Bertrand Brasil, 1995. t. III, v 4, p 91.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18- BENJAMI, Walter. Magia e Técnica, arte e política: São Paulo: São Paulo. Editora&lt;br /&gt;Brasiliense, 1985 p. 209.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19- ZORTÉA, op.cit. p.182.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20- ALONSO, op. Cit p. 16&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21- BAUDELAIRE, Charles. A modernidade de Baudelaire/apresentação de Teixeira&lt;br /&gt;Coelho: Rio de Janeiro. Paz e Terra, 1988. p. 36.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Os romances Escândalos da Província e Raposas do Asfalto, do escritor Edison Máschio foram publicados em 1959. Traçam uma imagem verossímel do contexto cultural da sociedade da época. São caracterizados como ficção, narrativas que configuram as relações sociais, valores, costumes e diversos símbolos da modernidade em Pequena Londres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** Barriga Verde é um apelido dado ao Regimento do Governador da ilha de Santa Catarina de 1739. Este Regimento era composto por soldados artilheiros e fuzileiros que defendeu a ilha catarinense de várias invasões estrangeiras. Recebeu a alcunha, devido ao peitilho verde característico do seu uniforme. Como provas de lealdade, coragem e disciplina, galhardia e honradez se tornou motivo de orgulho do povo catarinense. Ainda hoje, este povo é conhecido por este apelido que tem um sentido de heroísmo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Paulo de Tarso Gonçalves é Professor de História em Londrina ( PR )&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-1938085058857893798?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/1938085058857893798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/10/cronica-como-historia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1938085058857893798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1938085058857893798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/10/cronica-como-historia.html' title='CRÔNICA COMO HISTÓRIA'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TL4i1dMAGVI/AAAAAAAAAIM/8y2eAvdpEL4/s72-c/cronista.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-7597620431102685276</id><published>2010-10-13T15:31:00.000-07:00</published><updated>2010-10-13T15:34:53.529-07:00</updated><title type='text'>CRÔNICAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLYz-7TJmRI/AAAAAAAAAHY/pCIN1QNf41M/s1600/carlos_drummond_de_andrade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527662748806781202" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 245px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLYz-7TJmRI/AAAAAAAAAHY/pCIN1QNf41M/s320/carlos_drummond_de_andrade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Crônica tem esta vantagem: não obriga ao paletó e gravata do editorialista, forçado a definir uma posição correta diante dos grandes problemas; não exige de quem a faz o nervosismo saltitante do repórter, responsável pela apuração do fato na hora mesma em que ele acontece; dispensa a especialização suada em economia, finanças, política nacional e internacional, esporte, religião e o mais que imaginar se possa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei bem que existem o cronista político, o esportivo, o religioso, o econômico etc, mas a crônica de que estou falando é aquela que não precisa entender de nada ao falar de tudo. Não se exige do cronista geral a informação ou o comentário precisos que cobramos dos outros. O que lhe pedimos é uma espécie de loucura mansa, que desenvolva determinado ponto de vista não ortodoxo e não trivial, e desperte em nós a inclinação para o jogo da fantasia, o absurdo e a vadiação de espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que ele deve ser um cara confiável, ainda na divagação. Não se compreende, ou não compreendo, cronista faccioso, que sirva a interesse pessoal ou de grupo, porque a crônica é território livre da imaginação, empenhada em circular entre os acontecimentos do dia, sem procurar influir neles. Fazer mais do que isto seria pretensão descabida de sua parte. Ele sabe que seu prazo de atuação é limitado: minutos no café da manhã ou à espera do coletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-7597620431102685276?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/7597620431102685276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/10/cronicas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/7597620431102685276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/7597620431102685276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/10/cronicas.html' title='CRÔNICAS'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLYz-7TJmRI/AAAAAAAAAHY/pCIN1QNf41M/s72-c/carlos_drummond_de_andrade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-6125185206011904702</id><published>2010-10-12T07:00:00.000-07:00</published><updated>2010-10-13T06:28:56.352-07:00</updated><title type='text'>O LIVRO NÃO MORRERÁ!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLRqxLcgZhI/AAAAAAAAAHQ/L7TfxBSV-gU/s1600/livros+raros.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527160035808929298" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 247px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLRqxLcgZhI/AAAAAAAAAHQ/L7TfxBSV-gU/s320/livros+raros.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dois dos escritores mais significativos do mundo contemporâneo, Umberto Eco e Jean - Claude Carriére, foram intermediados pelo ensaísta e jornalista Jean – Philippe de Tonnac, na obra &lt;strong&gt;Não&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;contem com o fim do livro – Rio de Janeiro – Record – 2010&lt;/strong&gt;. O livro fala das obras atuais, raras e aliviando os angustiados com a possibilidade do fim dos livros, fruto dos avanços tecnológicos, nos últimos 30 anos. Na ótica dos escritores, a tecnologia tem um ótimo papel, principalmente na preservação de incunábulos ( livros raros ), entretanto, não tem nada mais prazeroso que folhear um livro, sentir o seu cheiro, misturado com obras de uma livraria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um livro pode manter suas informações por séculos, mas os escritores colocam em duvida, e isso é a mais pura verdade, manter intacta as informações em um pen-drive ou CD- ROM, na mesma temporalidade que um livro original dos séculos XII até XIX. Os próprios escritores são bibliófilos - colecionadores de obras muito raras que podem chegar à custar 700 mil euros – não mostram ceticismo com a possibilidade da eliminação de obras principalmente, por questões ideológicas, bem discutida por ambos, tendo como ponto nevrálgico do debate, o Nazismo e a queima de livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma prática com fortes raízes medievalistas, que adentrou na Idade Moderna, mas existiram pequenos arquipélagos de segurança dessas obras raras, como mosteiros medievalistas e as universidades de origem árabe, preservando a filosofia laica e peças de teatro, desde Eurípides, passando por Sófocles; Ibn Khaldoun por Omar Khayyan. Mesmo quando ocorreram destruição de bibliotecas, como a bem conhecida de Alexandria, no Egito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas obras definidas “heréticas” foram escamoteadas pela cristandade ortodoxa, por terem uma linguagem estóica, algo &lt;em&gt;sui generis&lt;/em&gt;, alimentando uma hermenêutica totalmente equivocada. Jean – Claude Carriere faz um belo elogio ao amigo e também bibliófilo brasileiro José Mindlin, por ser não só um leitor e colecionador exemplar, mas por ser um verdadeiro arqueólogo do saber e dos livros, que não se encontram em nenhuma biblioteca pública ou privada.Os escritores, citam o fato de não terem ainda em mãos livros de qualidade excepcional. Muitos, com toda certeza, nem serão lidos, mas comparam suas estantes como uma verdadeira adega, como vinhos de Bourdeaux, &lt;em&gt;en primeur&lt;/em&gt;, envelhecendo e amadurecendo e bebendo deste saber no momento adequado. Isso permitiu a minha reflexão ao analisar que ainda não li &lt;em&gt;“Ulisses&lt;/em&gt;” de James Joyce ou “&lt;em&gt;A formação da cristandade&lt;/em&gt;” do medievalista Paul Veyne, mas enfim, o importante é que existem belíssimas obras e para os entusiastas do &lt;em&gt;e – book&lt;/em&gt;. Digo – lhes que os códices ( textos medievalistas e modernos ) e livros não morrerão. Não contem com o fim do livro! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-6125185206011904702?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/6125185206011904702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/10/o-livro-nao-morrera.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6125185206011904702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6125185206011904702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/10/o-livro-nao-morrera.html' title='O LIVRO NÃO MORRERÁ!'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLRqxLcgZhI/AAAAAAAAAHQ/L7TfxBSV-gU/s72-c/livros+raros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-3479142172110467815</id><published>2010-10-09T18:05:00.000-07:00</published><updated>2010-10-09T18:10:55.044-07:00</updated><title type='text'>UM CERTO POETA ( II )</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLESH0comEI/AAAAAAAAAHI/kgGD_Mn4gTI/s1600/john-lennon.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526218143307438146" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLESH0comEI/AAAAAAAAAHI/kgGD_Mn4gTI/s320/john-lennon.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Paul, George, Ringo e John....John ( foto ), um poeta que preenche até hoje a alma dos apaixonados, infortunados, ocupados com a beleza da alma, escrita com linhas do amor, com suas poesias que são totalmente a – temporais, decifrando a vida com sua alma, alimentando espíritos com equilíbrio, evaporando a adrenalina pós – Beatles. Lennon completaria 70 anos. Com 40 anos, ele sumiu. Como seria a poesia musical deste gênio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho resposta, é claro, mas tenho a impressão, que continuaria engajado com os problemas sociais, teria participado da campanha “&lt;em&gt;USA for África&lt;/em&gt;” na década de 80, estaria discursando e complementando com uma nova poesia, a imortal música &lt;strong&gt;“Imagine&lt;/strong&gt;”. Sim, imaginemos ele escrevendo novamente, com uma nova retórica, uma nova bandeira, ou talvez a mesma bandeira, com o discurso de paz e humanismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primeiro disco, o velho e conhecido vinil, não permitiu preencher o meu ser, com o vinil “&lt;em&gt;Sgt&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Peppers Lonely Hearts Club Band”.&lt;/em&gt; Um psicodélico que qualquer jovem com 17 anos poderia apreciar; uma jóia rara na música, porém só com os anos pude perceber que a pedra bruta das quatro jóias, era Lennon, amadurecido no amor, com os filhos e o encontro de si mesmo, desde a morte de sua mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como escritor, não poderia deixar de passar em branco, a herança universal deste poeta e amante da vida, do amor, da sabedoria, eliminando de si a auto – sapiência e prevalecendo a pura simplicidade de se ocupar com a natureza, família, o mar, com essência. John! Paul, George, Ringo e todas as almas agradecem sua sensibilidade e continuaremos à imaginar, um mundo mais humano e completo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-3479142172110467815?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/3479142172110467815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/10/um-certo-poeta-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/3479142172110467815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/3479142172110467815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/10/um-certo-poeta-ii.html' title='UM CERTO POETA ( II )'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLESH0comEI/AAAAAAAAAHI/kgGD_Mn4gTI/s72-c/john-lennon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-3793505912229602814</id><published>2010-10-06T09:13:00.000-07:00</published><updated>2010-10-06T09:41:05.186-07:00</updated><title type='text'>SÓ NÃO LÊ QUEM NÃO QUER</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TKyhb6FRKMI/AAAAAAAAAHA/hRC-CxkmlvM/s1600/livros.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524968343696648386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TKyhb6FRKMI/AAAAAAAAAHA/hRC-CxkmlvM/s320/livros.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há de se reconhecer: o brasileiro lê pouco, se comparado a outros países. O problema é educacional e há tempos ele faz parte do dia – a – dia dos cidadãos. Em contrapartida, “nunca na história deste país”, o acesso à leitura esteve à nossa disposição de modo tão caro. Hoje, basta caminhar pelas ruas de grandes centros ou de cidades do interior, para encontrar brechós repletos de títulos de qualidade em suas prateleiras e/ou espalhados pelo chão ou em barracas levantadas pelas calçadas, vendendo livros por R$5,00. Alguns chegam a custar R$1,00.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocar a culpa apenas no alto custo dos livros cobrados pelas livrarias espalhadas pelos shoppings do país ( como muitos costumam argumentar ) seria “chover no molhado”, transferir responsabilidades. É claro, temos bibliotecas públicas em péssimo estado e em pouco número ( elas fazem empréstimos de livros, gratuitamente ), jovens e professores desmotivados, a instituição familiar em plena falência e escolas caindo aos pedaços, entre tantos outros problemas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, eximir políticos de culpabilidade seria admitir a desinformação. Tal quadro poderia ser revertido – não importante à porcentagem – caso houvesse mais investimentos em cultura e educação por parte de prefeituras, governos estaduais, e porque não dizer, o Federal. É certo que nossos políticos – nem todos, mas a maioria – entendem pouco sobre o assunto. Basta verificar a baixa qualidade de nosso legislativo ( em todos os âmbitos ) e de representantes do executivo país afora, dia sim, dia não, envolvidos em fraudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dinheiro que poderia ir para a cultura e para a educação é desviado para os mais diversos tipos de falcatruas, fazendo transferências, por vezes, via cueca ( uma das inúmeras formas inventadas por eles para driblar o fisco ). Por conta disto, é mais fácil construir viadutos e pracinhas, para superfaturar tais obras e ganhar um por fora, do que injetar reais ( R$ ) em educação, não importando a idade de quem venha a ser beneficiado. Na contramão do que seria o correto a ser feito, parlamentares e membros do Executivo, insistem em dar às costas para tais evidências, ajudando a desestimular ainda mais o argumento do leitor habitual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema também é que passamos mais tempo à frente da TV e de computadores. Manusear um livro dá mais trabalho do que apertar um simples botão de controle remoto. Exige, discernimento, o que só pode ser obtido, justamente, por meio de leitura de bons autores. Deu no &lt;strong&gt;The Economist: “O Brasil é um país de não – leitores&lt;/strong&gt;”. O texto publicado pela conceituada revista britânica demonstra que o brasileiro lê em média, 1,8 livros não acadêmicos a cada 12 meses. Se comparados a outros países, lê – se, na “terra de Machado de Assis” – conforme estatística apresentada pelo periódico europeu - , &lt;strong&gt;“menos da metade do que se lê nos&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Estados Unidos ou na Europa”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a reportagem, após pesquisa realizada em 30 países, o Brasil ficou na 27ª posição no quesito “leitura” . Nossos vizinhos argentinos ficaram na nossa frente, em 18ª lugar. E os ingleses vão além, pois expõem que nós investimos apenas 5,2 horas por semana em leituras em livros. A Universidade Federal do Rio de Janeiro ( UFRJ ) nos acrescenta dados. Em recente estudo, 60% dos entrevistados disseram preferir veículos mais modernos e rápidos de atualização. De acordo com a UFRJ, só 32% das pessoas ouvidas confessaram gostar de ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura no “país do futebol” vai mal, pois a rádio e a internet também superam o ato de ler os livros. Aqui, importante se faz mencionar: não há a intenção de desmerecer os outros diversos meios de comunicação existentes por meio de simples comparação, mas, sim, demonstrar que o livro está em terceiro ou quarto plano para quem vive no Brasil. Em suma, somos um país formado por não – leitores. Argumentos para comprovar tal tese existem aos quatro cantos do Brasil. Mas todos somos, se não culpados, no mínimo, cúmplices, por tal situação. Sendo assim, hoje só não lê quem não quer&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tem um real aí?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ricardo Nascimento é professor de português, literatura e autor do livro "Vida que Segue".&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-3793505912229602814?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/3793505912229602814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/10/so-nao-le-quem-nao-quer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/3793505912229602814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/3793505912229602814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/10/so-nao-le-quem-nao-quer.html' title='SÓ NÃO LÊ QUEM NÃO QUER'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TKyhb6FRKMI/AAAAAAAAAHA/hRC-CxkmlvM/s72-c/livros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-8015834301409133483</id><published>2010-10-03T14:06:00.000-07:00</published><updated>2010-10-03T14:30:58.349-07:00</updated><title type='text'>CULTURA, FILOLOGIA E CONCEITO ENTRE OS CELTAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TKj02j9BgrI/AAAAAAAAAG4/AtJ_dew_OWo/s1600/celta1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523934161171219122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 290px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TKj02j9BgrI/AAAAAAAAAG4/AtJ_dew_OWo/s320/celta1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma das civilizações mais interessantes no estudo da antiguidade é a etnia Celta, que ocupava o espaço geográfico da Lutécia, bem conhecido por nós como Paris ( mapa da ocupação celta ). A formação do povo francês se deu na Proto – História, isto é, período entre a Pré – História e a História, que é determinado com a Idade do Cobre e Idade do Ferro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A civilização celta era de origem ariana e caucasiana, e o seu tronco lingüístico era indo – europeu, sob forte influência de línguas anglo – saxônicas. Os celtas eram divididos em povos e tribos, com rituais próprios, leis e costumes distintos, sem apresentarem uma unidade política, porém o comportamento religioso era polarizado por todos, com a cultura druída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cultura lingüística do termo celta, exploramos o seu significado com a interpretação grega da palavra, como &lt;em&gt;galatai&lt;/em&gt;, que significa “invasor” e a interpretação latina da palavra celta, como &lt;em&gt;gallus&lt;/em&gt;, que em francês, surge a definição gaulês. Nem todos, é claro, eram gauleses. O termo é genérico para aqueles que viviam na antiga Gália e não tinham origem gaulesa. A Gália ocupava os espaços da França, Bélgica, o extremo oeste da Alemanha e o Norte da Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gauleses viviam da agricultura, caça, pesca e bebiam cerveja, como todos os povos do norte da Europa. Hoje, os franceses degustam um bom vinho, devido a influência romana, após a conquista de Julius Cesaris, no ano 51 a.C; na Batalha de Alésia, derrotando Vercingetorix. Os cultos religiosos eram celebrados pelos guardiões do saber, ou seja, os próprios druidas, que exerciam a função de sacerdotes e tinham diversas funções na sociedade gaulesa. A origem da palavra celta &lt;strong&gt;dru – wi – des&lt;/strong&gt;, quer dizer, “muito sábio”. O conhecimento era transmitido via oral, apesar do profundo conhecimento dos druidas da escrita, carregado de cultura etrusca, enfim, berço cultural da Península Itálica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A classe dos druidas era subdividida: em &lt;strong&gt;bardos&lt;/strong&gt;, que dominavam a arte da oratória, da poesia, sátiras ou louvores e os&lt;strong&gt; ovados&lt;/strong&gt;, que celebravam os cultos, dominando a medicina e a adivinhação. As heranças gaulesas deixada para os romanos é simplesmente gigantesca. A primeira e mais significativa é no plano militar. Eram bons ferreiros, criaram a espada moderna para combates, o surgimento do barril, substituindo as ânforas de barro para armazenar água, vinho e azeite, prontamente usada pelos gregos e romanos, e por ultimo, o sabonete. A herança cultural dos celtas é completa, que respingou não só nos europeus, mas na maioria dos povos euro – americanos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-8015834301409133483?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/8015834301409133483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/10/cultura-filologia-e-conceito-entre-os.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/8015834301409133483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/8015834301409133483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/10/cultura-filologia-e-conceito-entre-os.html' title='CULTURA, FILOLOGIA E CONCEITO ENTRE OS CELTAS'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TKj02j9BgrI/AAAAAAAAAG4/AtJ_dew_OWo/s72-c/celta1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-5437459323957287781</id><published>2010-10-02T10:22:00.000-07:00</published><updated>2010-10-02T10:49:04.919-07:00</updated><title type='text'>A CULTURA NO PLURAL</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TKdwDMVyNXI/AAAAAAAAAGw/szJomZgQXzo/s1600/afrodite.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523506668147717490" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 179px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TKdwDMVyNXI/AAAAAAAAAGw/szJomZgQXzo/s320/afrodite.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A cultura e a história cultural são ciências de grande relevância desde o século XVIII na Alemanha, com a &lt;em&gt;Kulturgeschichte&lt;/em&gt;, tendo como pioneiros deste estudo, membros da aristocracia rural e urbana européia, que defendiam a cultura erudita e consolidava estereótipos da cultura popular, marginalizada e deturpada pelas elites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o historiador e antropólogo Michel de Certeau ( 1925 – 1986 ) os “valores” que aparentemente eram sólidos, caem por terra, como o patriotismo, regras, ritos destruídos e os “antigos” são desacreditados. A ruptura com valores tradicionais atingiu, em cheio, os setores político, religioso e social, filtrada na economia e até na pátria. A educação escolar brasileira, por exemplo, era ensinada no século XIX, &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt;, com um conteúdo fundamentalmente cívico, valorizando o aspecto cultural europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruptura ganha força no campo físico e intelectual, com valores desacreditados. Muitas vezes, essas rupturas acontecem, explorando a violência contra representações ou instituições, uma recusa ao não – significado. Um sistema social falido, como bem relatou o sociólogo Richard Sennet, com o clássico “Declínio do Homem Público” esmiuçando a crise social na Inglaterra e França entre 1789 e 1848, tendo como sementes dessas crises o socialismo e os reflexos do liberalismo econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura tem linguagem própria, principalmente, como porta de entrada de uma felicidade mitológica, plena, cultivando sonhos que se multiplicam; como férias, aposentadoria, viagens, atendendo todas as classes, como no caso da sexualidade – ficção no ato de ver – um imaginário prazeroso que transgride os valores com voyeurs. A publicidade exerce este papel, principalmente na cultura do consumo, criando um conceito de plena felicidade, nas ruas e nas cidades, com uma linguagem mural e repertório de imagens nos labirintos urbanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo também faz parte deste estudo cultural, com o erotismo e o imaginário na sociedade contemporânea, exaltando o deslumbramento do corpo perfeito, a estética na sua essência, templo da saúde, felicidade e bem – estar. As referências, é claro, estão nas academias e revistas com mulheres desnudas como alegoria, uma herança &lt;em&gt;sui generis&lt;/em&gt;, da cultura helênica ou grega, com corpos endeusados, como da deusa do amor e da beleza Afrodite ( foto ), entretanto, observamos um verdadeiro atentado ao pudor, sem ser puritano é claro, desde que apresente uma postura teatral. O valor do corpo, ganha um novo sentido ainda nos primórdios da cristandade, como o corpo de Cristo, não no sentido estético, mas sim, espiritual, alimentando perante as massas, o conceito de “pecado da carne”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-5437459323957287781?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/5437459323957287781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/10/cultura-no-plural.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/5437459323957287781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/5437459323957287781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/10/cultura-no-plural.html' title='A CULTURA NO PLURAL'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TKdwDMVyNXI/AAAAAAAAAGw/szJomZgQXzo/s72-c/afrodite.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-1689670935653122383</id><published>2010-09-29T16:17:00.000-07:00</published><updated>2010-09-29T19:08:48.890-07:00</updated><title type='text'>O LATIM, AS LÍNGUAS VERNÁCULAS E OS DIALETOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TKPL3LFxpSI/AAAAAAAAAGo/bLUyU6A59-o/s1600/fragmento+textual.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522481716816618786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TKPL3LFxpSI/AAAAAAAAAGo/bLUyU6A59-o/s320/fragmento+textual.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo o historiador das culturas Peter Burke, o estudo social da linguagem e da arte da conversação, só é possível com uma integração entre o trabalho intelectual do sociólogo, linguista e do etnólogo, buscando um diálogo racional das ciências e do entendimento dos tipos de linguagem. O historiador garimpou textos do final da Idade Média – ou início do Renascimento Moderno – para mapear o processo de alfabetização na Itália, construindo uma pirâmide etária cultural dos florentinos, napolitanos, romanos, toscanos, venezianos entre outros grupos sociais na Península Itálica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo de alfabetização das famílias patrícias urbanas dos séculos XV e XVI, fortalecia os laços familiares, a integração de dialetos e do próprio latim clássico, perante a nobreza italiana e o latim vulgar com a massa popular na cultura oral e escrita. A língua latina mostrou a sua força no Sacro Império Romano – Germânico, porém as reformas protestantes de Martinho Lutero, João Calvino e Henrique VIII, popularizou as línguas vernáculas como o alemão, o francês e o inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na análise do historiador Don F. McKenzie, uma tribo neozelandesa absorveu a língua inglesa durante o processo de aculturação, porém exigiu dos colonizadores do século XIX a preservação do dialeto &lt;strong&gt;maori &lt;/strong&gt;e tradução inclusive da Bíblia para o dialeto. Esta tribo neozelandesa apresentou um comportamento de resistência, procurando manter o seu dialeto. Seguindo a mesma linha, a Igreja Ortodoxa quinhentista, realizou o Concílio de Brest – Litovsk, no Reino da Polônia – Lituânia, aceitando a supremacia papal, desde que pudesse manter o seu culto em eslavo eclesiástico arcaico e traduzindo os testamentos religiosos para a língua eslava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A formação dos Estados Nacionais contribuiu na integração lingüística da Itália, França, Portugal, Alemanha entre outros Estados, ainda em formação sociocultural, porém os dialetos eram considerados pela burguesia culta européia, algo retrógrado e um impedimento no desenvolvimento do Estado no campo jurídico, político e social. No processo de unificação da Itália ( 1871 ), o dialeto toscano torna – se a língua oficial da Península Italiana, tentando fragmentar antigos dialetos, apesar da resistência dos dialetos napolitano e siciliano. O Paraguai é um país bilíngüe, valorizando, sobretudo, as suas raízes culturais, tendo como &lt;em&gt;leitmotiv&lt;/em&gt; o dialeto guarani. Na Espanha, os dialetos tem um peso significativo nas questões políticas, culturais e sociais; dividindo o país com regionalismo ortodoxo, enriquecendo este país Ibérico com galego, basco e catalão, com pitadas filológicas do grego e árabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, o latim não perde a sua força na Idade Moderna e parte da Idade Contemporânea no meio acadêmico e eclesiástico, atendendo um contexto internacional no campo diplomático e jurídico. A língua molda os Estados e fortalece o nacionalismo, desde o século XIX. Na visão de Peter Burke: “&lt;em&gt;Quando a questione della língua surge, ela significa que grandes mudanças estão&lt;/em&gt; &lt;em&gt;ocorrendo. O historiador precisa refletir sobre elas&lt;/em&gt;”; sem desconsiderar os dialetos que representam culturas locais ou regionais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-1689670935653122383?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/1689670935653122383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/o-latim-as-linguas-vernaculas-e-os.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1689670935653122383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1689670935653122383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/o-latim-as-linguas-vernaculas-e-os.html' title='O LATIM, AS LÍNGUAS VERNÁCULAS E OS DIALETOS'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TKPL3LFxpSI/AAAAAAAAAGo/bLUyU6A59-o/s72-c/fragmento+textual.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-350682509789106904</id><published>2010-09-29T08:11:00.000-07:00</published><updated>2010-09-29T08:21:26.312-07:00</updated><title type='text'>DIALÉTICA NA MODERNIDADE</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TKNZWS6eqtI/AAAAAAAAAGg/LnYD9XAtA9s/s1600/edwardSaid.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522355807655471826" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 246px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TKNZWS6eqtI/AAAAAAAAAGg/LnYD9XAtA9s/s320/edwardSaid.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo filósofos, historiadores e antropólogos da pós - modernidade, o tempo da modernidade foi construído e consolidado com uma dialética razão e loucura, tendo como primeiro ícone moderno no campo da metafísica, René Descartes na Idade Moderna, estendendo – se até o término da Guerra Fria ( 1945 – 1991 ). O livro do historiador anglo – egípcio Eric Hobsbawn “Era dos Extremos” enaltece a luta de forças opostas, ou seja, tecnologia sendo utilizada pelos grupos dominadores, taxadas por eles mesmos como “civilizados” para a consolidação desses grupos através do barbarismo, com forte apelo ideológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tentativa de “civilizar” regiões que sustentavam uma cultura própria foi fundamental para o nascimento do fundamentalismo no Oriente Médio, o que exigiu do intelectual Edward Said ( foto ) a publicação do clássico “Orientalismo”. Este livro costura a relação entre árabes e euro – americanos, não só no campo da geopolítica, entrando também no campo das mentalidades e do aspecto cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década passada pude ler a obra “Desconstrução e ética” do filósofo Jacques Derrida, uma obra que desconstrói conceitos e estereótipos nada modernos e sim arcaicos sobre o mundo e sobre nós mesmos no âmbito cultural – científico. A modernidade representa uma profunda crise de identidade, o existencialismo do filósofo Jean – Paul Sartre ganhou mentes de intelectuais burgueses e comunistas, de uma forma única na era da biopolítica .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, assistimos a multiplicação do fundamentalismo e da barbárie nas religiões, na política, na economia, enfim, uma crise existencial enraizada desde a década de 50, presente no nosso cotidiano, mas poucos conseguem relatar com propriedade e sensibilidade a crise entre grupos étnicos, bem escrito, como o escritor argelino Albert Camus, com a obra “Estrangeiro”, uma ótica sobre um africano em terras francesas e subjugado no ápice do neocolonialismo. O século que passou deixou marcas ideológicas, existentes em países que acreditam na eterna Guerra Fria, além é claro, das cicatrizes do pós – guerra e pós – colonialismo, acirrando um velho problema entre o Oriente e o Ocidente, alimentando um dialética que não enfraquece nunca!.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-350682509789106904?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/350682509789106904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/dialetica-na-modernidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/350682509789106904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/350682509789106904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/dialetica-na-modernidade.html' title='DIALÉTICA NA MODERNIDADE'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TKNZWS6eqtI/AAAAAAAAAGg/LnYD9XAtA9s/s72-c/edwardSaid.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-8476532610961648689</id><published>2010-09-26T13:48:00.000-07:00</published><updated>2010-09-26T14:11:05.902-07:00</updated><title type='text'>UMA PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: JESUS CRISTO RIU?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJ-0i98tkPI/AAAAAAAAAGY/Q-EL_IYSHgs/s1600/Cristo+na+BasÃ&amp;shy;lica+de+Sofia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521330181017276658" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 239px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJ-0i98tkPI/AAAAAAAAAGY/Q-EL_IYSHgs/s320/Cristo%2Bna%2BBas%25C3%25ADlica%2Bde%2BSofia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como professor de Hitória e historiógrafo, eu pude analisar o filme e ler a obra “O Nome da Rosa” do escritor italiano Umberto Eco, descrevendo a postura detetivesca e cultural de uma das maiores mentes da intelectualidade italiana. Netas duas oportunidades eu procurei analisar a seguinte pergunta: Jesus riu? O historiador medievalista Jacques Le Goff foi em busca das respostas com o trabalho intelectual dos teólogos medievais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Antigo Testamento, encontramos palavras que apresentam uma forte ligação com a palavra riso. Temos logo de cara duas palavras: sâhaq, que qualifica “alegre ou positivo” e lâac, que apresenta um riso irônico, zombeteiro ou maldoso. Na cultura grega existem termos diferenciados, porém uma mesma raiz do conceito: gelán, “rir”, e Katagelán, “zombar de”. Na Idade Média o &lt;em&gt;risus&lt;/em&gt; ganha um conceito de pecado, voltado para o prazer ainda na Alta Idade Média . Os teólogos deixaram um legado artístico e cultural, com marcas de um Cristo, com um semblante sério ou de sofrimento na cruz com as artes sacras bizantinas e ortodoxas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filósofo grego Aristóteles dizia nas suas interpretações, que o riso é próprio do homem, e este questionamento ganhava novas interpretações com autores cristãos, que estudavam o&lt;em&gt; homo&lt;/em&gt; &lt;em&gt;risibilis&lt;/em&gt;, não no sentido de ridicularizar o homem com uma postura irônica, e sim como um ser que apresenta espontaneamente o riso naturalmente. Os teólogos relatam nas suas análises, que na Idade Média, ninguém ri sozinho. Para Lê Goff: &lt;em&gt;“De que, de quem se ri, com quem se ri&lt;/em&gt;?” Como um bom herdeiro dos Annales na França, o historiador foi nas estruturas sociais e nas mentalidades da cultura do riso, de uma forma coletiva e a risada mostra a sociabilidade no mundo medieval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Idade Média Central, o homem cristão apresentava uma leve liberdade com o riso, tendo como o espaço significativo para este exercício, a literatura cômica, tendo estudiosos das línguas latina e dialetos regionais no meio acadêmico. Na chamada Baixa Idade Média, o aristotélico Rabelais fez a seguinte declaração:&lt;em&gt; “rir é próprio do homem”&lt;/em&gt; . Nem o Rei da França São Luís agüentou o riso na sexta – feira, dia da morte de Cristo. No filme e na obra literária de Umberto Eco, temos um personagem fictício ultra – conservador e monge Jorge de Burgos, como um inimigo cruel do riso numa Igreja recalque, porém o riso não é obra do diabo e sim do homem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-8476532610961648689?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/8476532610961648689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/uma-pergunta-que-nao-quer-calar-jesus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/8476532610961648689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/8476532610961648689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/uma-pergunta-que-nao-quer-calar-jesus.html' title='UMA PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: JESUS CRISTO RIU?'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJ-0i98tkPI/AAAAAAAAAGY/Q-EL_IYSHgs/s72-c/Cristo%2Bna%2BBas%25C3%25ADlica%2Bde%2BSofia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-1373110284545534618</id><published>2010-09-25T16:34:00.000-07:00</published><updated>2010-09-25T17:26:35.270-07:00</updated><title type='text'>ESCRAVOS NO SEGUNDO REINADO ( 1840 - 1889 )</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJ6SQ60DN9I/AAAAAAAAAGQ/MCFLj5VzvnA/s1600/senhor_e_seus_escravos_sd.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521011012565940178" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJ6SQ60DN9I/AAAAAAAAAGQ/MCFLj5VzvnA/s320/senhor_e_seus_escravos_sd.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O século XIX ficou marcado por mudanças no setor econômico, principalmente na Europa com intensa atividade industrial atendendo mercados como o Brasil, que encontrou uma nova e rica fonte de riqueza na agricultura. O Café! A indústria cafeeira ainda engatinhava, além de outras fontes econômicas como a cana que ficou em segundo plano desde a formação das capitanias, o tabaco e o algodão da Província do Maranhão, que perdia mercados por causa do “Cotton Belt” ( Cinturão de Algodão ) dos EUA, o maior produtor do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a atividade econômica funcionou com os escravos aqui no Brasil, mesmo depois do fim do tráfico negreiro, a Lei Bill Aberdeen (1850) que favorecia os ingleses no quesito mercado consumidor no continente africano. Com isso, chega ao fim o ciclo de entrada de escravos no Império, que, segundo Celso Furtado, entraram cerca de 4 milhões de escravos Bantos e Sudaneses entre 1550 – 1850.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo apresentando diferentes grupos étnicos e dialetos, dois grupos bem definidos tomavam conta do cenário escravocrata: os Ladinos e os Boçais. Os escravos Ladinos eram geralmente urbanos, alguns Malês conheciam a matemática, tinham uma formação cultural mais apurada e um certo preconceito com os Boçais que viviam no campo. O historiador Ciro Flamarion Cardoso relata uma breve pesquisa feita por ele, que um certo escravo na fazenda Jaguaribe, em Pernambuco, tinha renda e comprou a carta de alforria para ele, esposa e filhos. Depois de ter conquistado a liberdade, comprou dois escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escravidão não era novidade entre os negros na África, algumas tribos subjugavam grupos rivais com escravidão. Durante o Segundo Reinado, abolicionistas conquistaram algumas leis extremamente frágeis como as Leis dos Sexagenários (1885), do Ventre – Livre (1871), com o apoio de intelectuais abolicionistas como Joaquim Nabuco, José do Patrocínio e do poeta Castro Alves. A Lei Áurea ( 1888 ) gerou um caos social, principalmente na República que absorveu milhares de escravos que viviam na ociosidade, sem perspectiva de vida e uma elite tentando branquear o Brasil com imigrantes europeus, formando um inchaço público no país. Mesmo com o fim da escravidão, muitos negros foram marginalizados na República Velha ( 1889 – 1930 ) colocados em verdadeiros depósitos de gente, nos cortiços. Mesmo assim, os negros deixaram um legado cultural significativo desde a gastronomia até no sincretismo religioso. Uma das marcas da cultura plural no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-1373110284545534618?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/1373110284545534618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/escravos-no-segundo-reinado-1840-1889.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1373110284545534618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1373110284545534618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/escravos-no-segundo-reinado-1840-1889.html' title='ESCRAVOS NO SEGUNDO REINADO ( 1840 - 1889 )'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJ6SQ60DN9I/AAAAAAAAAGQ/MCFLj5VzvnA/s72-c/senhor_e_seus_escravos_sd.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-8585672549559530763</id><published>2010-09-25T12:33:00.000-07:00</published><updated>2010-09-25T12:41:44.484-07:00</updated><title type='text'>A NOVA CLASSE DE CIRURGIÕES</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJ5QMM-K-DI/AAAAAAAAAGI/PJ44NfAHRgk/s1600/Lima+Barreto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520938363773450290" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 217px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJ5QMM-K-DI/AAAAAAAAAGI/PJ44NfAHRgk/s320/Lima+Barreto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou ao barbeiro duas vezes à semana. Ele é um tipo distinto, asseado. É italiano, calvo, magro, usa o bigode raspado à americana e não exala nunca o famoso hálito de alho que foi causa de grande aborrecimento para Thackeray ( novelista inglês ), o qual afirmou, mesmo, ser tal coisa um dos apanágios dessa honesta gente. Além disso o seu elegante casaco de alpaca está sempre delicadamente perfumado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem hábil no ofício,e, se me submeto com paciência às rápidas evoluções depilatórias de uma aguçada navalha – aço Sheffield puro -, faço – o, contudo, um pouco desconfiado. Respiro tranqüilo, ao findar – se cada operação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o bom do homem possui um defeito, comum a muitos barbeiros: é loquaz. Fala muito, exageradamente, com todos os fregueses sobre todos os assuntos, enxertando, com freqüência, termos exóticos, alemães, ingleses, franceses, e até esperanto, nas suas prolixas orações que se tornam, afinal, verdadeiras saladas de palavras, intencionalmente confusas...capazes de fazer ao V. d’O Paiz ( periódico do último quartel do século XIX ) ralar – se de inveja se as ouvisse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio eu respondia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi mau!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A operação era logo suspensa. O meu fígaro interrompia – a para melhor ouvir e melhor poder objetar. Ah! Ele sempre objetava! Às vezes risonho, com ares superiores; quase sempre, porém, de sobrolho contraído ele aproximava do meu assustado nariz o afiado gume, ameaçador e firme. Essas emoções me enervam. Resolvi, então, calar – me. Ainda algumas vezes esgotou ele a sua facindia [ sic ], mas percebendo que me desagradava, foi diminuindo, até cessar por completo, os seus discursos. Pude, pois, durante certo tempo, gozar do seu mutismo ao barbear...prazer, na realidade calmo e delicioso!&lt;br /&gt;Em princípios do ano findo fui obrigado a retirar – me do Rio para terras longínquas e selvagens. Depois de muito viajar fiz alto em um arraial, o Santo Antônio dos Silveira do Pomba, lugarejo perdido nos confins de Minas. Só aí foi que senti a falta do meu italiano! O barbeiro do local era feroz, e mais feroz ainda a navalha dele! Que navalha, santo Deus! Tirava – me cada laca de pele que me fazia estremecer. O homem era dos tais que tiram pele e deixam cabelo!...Mas ai! que podia eu fazer contra? Se eu o censurasse tenho certeza de que ele me mataria!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim torturado passei lá ano e meio, quase. Até que, em meados de junho, em noite úmida e escura, desço na Central... cheio de saudades e cheio de vontade de liquidar a espessa barba que deixara crescer havia duas semanas...mudara – se o meu amigo. Abandonara o andar térreo à rua Ouvidor e fora instalar – se em soberbo prédio à avenida Central...Só ele ocupava dois pavimentos! Confesso que hesitei...Assim, porém, que vislumbrei o meu falador amigo, desocupado, animei – me e atravessei o luxuoso salão iluminado à eletricidade com ventiladores a girar etc... e sob os olhares altamente analisadores de alguns elegantes encostados às ombreiras, em palestra...Custou – lhe reconhecer- me!... O meu grande estado hirsuto fê – lo estranhar – me. Depois indagou das minhas viagens, das causas delas, do seu resultado etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que linguagem diferente, a dele!...A frase era polida, cuidada, bem construída, isenta dos antigos, anglicismo, galicismo etc... A atitude, os gestos dele eram bem outros! Muito parecidos com os de um segundo secretário!... Por sobre isso a maravilhosa instalação a me intrigar! Que melhoramentos! Que rios de dinheiro teria custado!...Indaguei, medroso, do motivo de todo aquele aparato de luz e progresso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu lhe explico senhor Anacleto. A causa disso é a reforma da instrução.&lt;br /&gt;- Que reforma?&lt;br /&gt;- Pois não sabe? Há outra reforma da instrução. Brevemente será publicada com todas as minúcias. Nem se compara às outras...Verá! Olhe...sempre a nós, barbeiros, feriu – nos esse tratamento pejorativo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BARRETO, Lima. Origem: Manuscritos da Fundação Biblioteca Nacional. Coleção Lima Barreto ( conto incompleto )&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-8585672549559530763?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/8585672549559530763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/nova-classe-de-cirurgioes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/8585672549559530763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/8585672549559530763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/nova-classe-de-cirurgioes.html' title='A NOVA CLASSE DE CIRURGIÕES'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJ5QMM-K-DI/AAAAAAAAAGI/PJ44NfAHRgk/s72-c/Lima+Barreto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-4580009552038199000</id><published>2010-09-24T14:54:00.000-07:00</published><updated>2010-09-24T16:07:15.350-07:00</updated><title type='text'>SOLILÓQUIOS, MONÓLOGOS E AFORISMOS NUM BOTECO DO ATERRADO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJ0uqiyqkBI/AAAAAAAAAGA/YSB4xjq5gj0/s1600/garÃ§on.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520620026654789650" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 290px; CURSOR: hand; HEIGHT: 252px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJ0uqiyqkBI/AAAAAAAAAGA/YSB4xjq5gj0/s320/gar%C3%A7on.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O sujeito estava sentado, num canto do bar, quando eu cheguei para buscar a Brahma de cada dia, que nos é dada principalmente no domingo, bem gelada, vale ressaltar. Ao vê-lo, percebi sua luta inglória em busca do equilíbrio. Tive vontade de rir, mas lembrei que eu também ando de tempos em tempos na corda bamba que divide a razão do pé na jaca. Resolvi tomar uma ali mesmo no balcão antes de encher a bolsa térmica, afim de observá-lo por mais alguns minutos, tamanha a curiosidade que me despertou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele entremeava seus devaneios contemplando o nada. Apontava para o céu. Passava as duas mãos no rosto. Cruzava os dedos sobre os joelhos sobrepostos. Às vezes, balançava a cabeça positivamente, como se seu corpo estivesse a concordar ou consentir com os seus pensamentos. Outras vezes chacoalhava-a, numa repentina convulsão, mostrando dissidência e descontentamento com os zumbidos que insistiam em habitar-lhe a mente. Nestas horas, chegava ponto de exibir caretas e trejeitos contorcidos. Talvez sua alma doesse um pouco, ou seriam os primeiros sinais do arrependimento cortante que faz a segunda-feira parecer um purgatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, seguiu o extasiado com a sua coreografia particular, bamboleando, desgovernado, de um lado para o outro numa performance de alto grau de dificuldade, demonstrando um desempenho atlético de bastante flexibilidade, digno de um ginasta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse a efusão desta dança boemia com os seus grunhidos, gemidos, ruídos e contorcionismos, havia também um sinal inteligente que se expressava por meio de palavras, aforismos e algumas tentativas de construir frases. Nestes momentos ficava claro o esforço do autor em compreender e interpretar o ambiente – apesar dos seus olhos insistirem em fechar – além de sua vontade de interagir com os demais bebericadores, já que seus sentidos clamavam por um interlocutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, como já tinha passado a vista no jornal logo de manhãzinha, resolvi me dedicar a boa ação e tentei um&lt;strong&gt; approach&lt;/strong&gt; com o solitário. Já no primeiro passo que dei em sua direção fui avisado pelo dono do estabelecimento: Esse aí deve ter tomado umas doze doses da branquinha desde que chegou. Desisti de chegar tão perto. Dei dois passos para trás, apoiei – me no balcão com o calejado cotovelo e fiquei tentando, de longe, explorar a mente daquele homem que persistia ditando seu monólogo conjuntural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu esforço não foi em vão. Qual um antropólogo diante de uma civilização não conhecida ou como um Darwin em Galápagos, notei que os resmungos do ébrio cidadão tinham uma concretude quase poética e uma profundidade não capta pelos transeuntes – ou será que a lucidez me abandonou também? – Seja como for, reproduzo abaixo as expressões altissonantes ou ditos sentenciosos do retinto “caniano”, seguidas das minhas cambaleantes e combalidas interpretações naquele póstumo domingo num bar do Aterrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o bicho: manifestação ecoada no intuito de corroborar com a exasperação coletiva dos dilemas morais, físicos, psicológicos, esportivos, comportamentais, conjugais, financeiros, etc; proclamados pelos “coporreligionários” presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa quieto: solicitação emitida quando o bate – papo despretensioso dava lugar a alcovitaria rasteira. Não mexe com isso não: exclamação pronunciada quando adentrava ao recinto alguma senhora a fim de adquirir algum produto ou buscar o marido perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse curto repertório, que mais se assemelha a um tira gosto vocabular do que propriamente a uma refeição completa, seguiu invariavelmente por umas duas horas. O solilóquio só foi interrompido no instante em que surgiu à porta do boteco minha esposa. Naquele exato instante, o poeta levantou os olhos em minha direção, esfregou uma mão na outra, sorriu de soslaio e soltou estrondoso verbete: DEMOROOOOOOUUU!!! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Renato Barozzi Cassimiro é cronista, professor e Mestre em História ( USS )&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-4580009552038199000?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/4580009552038199000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/soliloquios-monologos-e-aforismos-num.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/4580009552038199000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/4580009552038199000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/soliloquios-monologos-e-aforismos-num.html' title='SOLILÓQUIOS, MONÓLOGOS E AFORISMOS NUM BOTECO DO ATERRADO'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJ0uqiyqkBI/AAAAAAAAAGA/YSB4xjq5gj0/s72-c/gar%C3%A7on.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-2679235814523699282</id><published>2010-09-24T07:39:00.000-07:00</published><updated>2010-09-24T08:24:38.409-07:00</updated><title type='text'>O VAPOR DA FILOSOFIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJy612UtO0I/AAAAAAAAAF4/vjRxeK80RmI/s1600/dostoievski.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520492677527583554" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 242px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJy612UtO0I/AAAAAAAAAF4/vjRxeK80RmI/s320/dostoievski.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A formação intelectual e cultural do Estado russo ganha credibilidade entre os eslavos, tendo como os principais pioneiros da &lt;em&gt;intelligentsia,&lt;/em&gt; os escritores Tolstoi e Dostoievski ( foto ), que iluminavam a cultura literária russa, com forte apelo do pensamento francês, no governo absolutista da czarina Catarina, a Grande ( 1762 – 1796 ), porém valorizando as raízes da língua russa e a cultura oriental entre os eslavos, abraçando as heranças dos bizantinos, com o primeiro “César” russo, Ivan, o Terrível ( 1530 – 1584 ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Revolução Russa ( 1917 ) mudou radicalmente a vida dos intelectuais, devido a perseguição implacável de Lênin, com os formadores de opinião. Toda a nata de pensadores russa e burguesa foi perseguida e expulsa. Lênin queria transformar a Rússia em centro ideológico do mundo, implantando um regime ideológico extremista, e eliminando a cultura acadêmica tradicional da burguesia – cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandra “Tosltaia”, filha do grande escritor Tolstoi, ficou estarrecida quando soube do interesse de Lênin em transformar a casa do seu pai numa propriedade pública, eliminando as raízes culturais e literárias do escritor eslavo. “Tolstaia” tinha um desejo de transformar a casa em um museu ou casa da cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lênin era antimetafísica e ateu convicto, desprezando o “etnocentrismo romano – germânico”, buscando novos valores e novos “deuses”( ele próprio e Karl Marx ). Vários intelectuais foram presos e obrigados a sair da Rússia, assistindo o aprofundamento da miséria humana, numa Rússia faminta e pedindo grãos para o governo norte – americano, numa época em que o materialismo deveria ser eliminado no Império Soviético. As universidades de Moscou e São Petersburgo fecharam suas portas para os principais intelectuais, dentre os quais destaco Nicolai Losski, um filósofo e estudioso da história da filosofia e do pensamento de Spinoza e Nikolai Berdiaev, um socrático russo e escritor gabaritado, que embarcou no exílio, com os demais intelectuais numa Europa desconhecida, no chamado “Vapor da Filosofia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;intelligentsia&lt;/em&gt; russa buscou abrigo em cidades como Berlim, Praga e Paris, observando e lendo o principal jornal vermelho Pravda, deturpando as principais atividades intelectuais dos exilados, e o espírito de liberdade, com uma retórica tosca e com o historicismo ( nacionalismo e pan – eslavismo ). A autocracia czarista foi violentamente substituída pela autocracia bolchevique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filósofo Schopenhauer foi um crítico do seu tempo, mostrando um mundo cruel, implacável numa selva ideológica com leis duras. O pensamento, é claro, era um reflexo da Europa pós – I Guerra Mundial ( 1914 – 1918 ), buscando uma crítica racional e moderna. A situação dos pensadores era nada boa, passando por privações, como fome e miséria. Vários intelectuais ganharam um trocado criando jornais para os emigrantes russos e intensa atividade literária na Universidade de Praga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Berlim, os pensadores ganharam credibilidade no meio acadêmico, porém a ascensão do nazismo obrigou a burguesia com raízes judaicas, numa nova diáspora, seguindo para a capital francesa. A insegurança e o medo da polícia secreta soviética assustava os russos, como observou um membro da comunidade eslava em Paris:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Aqueles que não viveram sob o regime soviético podem achar difícil imaginar a psicologia das pessoas que deixaram aquele paraíso na primeira década da nova ordem (...) mas naquela época ninguém que pertencera à velha Rússia podia estar seguro de sua vida e de seu bem – estar até o último minuto de sua existência. Uma palavra descuidada (...) uma batida seca na porta (...) uma carta escrita de forma descuidada. Não conseguíamos descuidar nos livrar da reação instintiva de medo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Mesmo assim, a intelectualidade ganhou um relativo espaço no meio acadêmico, dando palestras ou cursos sobre Dostoievski, Pasternak e Tolstoi na Sorbonne. Os filósofos interpretavam as impressões do escritor Dostoievski sobre a metafísica dos russos e a luta constante contra o ateísmo moderno. A luta entre o liberalismo e o marxismo totalitário, exigiu da &lt;em&gt;intelligentsia,&lt;/em&gt; uma reflexão sobre as idéias absolutas e relativas, prontamente debatidas por Hegel e Kant no século XVIII, e a busca do martelo de Nietzsche, com o objetivo de estilhaçar a ideologia marxista, com metáforas e pensamento crítico.&lt;br /&gt;O filósofo Heidegger foi um fiel crítico da anticultura metafísica e do materialismo histórico no século XX, agradando o estado soviético, que por sinal, absorveu o positivismo de Augusto Comte. Temos uma síntese do caos russo, com a análise do escritor e historiador russo Andrei Siniavski: “&lt;em&gt;Uma inversão: na União Soviética os cozinheiros começaram a administrar o&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Estado, enquanto no exterior, exílio, os intelectuais se tornaram cozinheiros (...)”&lt;/em&gt; O resultado não poderia ser mais desastroso. De um rico Estado em cultura literária e arte bizantina, tornou – se numa cozinha com cozinheiros cortando e sangrando a história literária da Rússia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-2679235814523699282?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/2679235814523699282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/o-vapor-da-filosofia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/2679235814523699282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/2679235814523699282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/o-vapor-da-filosofia.html' title='O VAPOR DA FILOSOFIA'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJy612UtO0I/AAAAAAAAAF4/vjRxeK80RmI/s72-c/dostoievski.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-268781702896231218</id><published>2010-09-23T15:34:00.000-07:00</published><updated>2010-09-23T19:27:43.599-07:00</updated><title type='text'>A ALFABETIZAÇÃO NA ITÁLIA MODERNA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJvZdXO_2BI/AAAAAAAAAFw/7fCkJXJhtpY/s1600/Gutemberg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520244866749028370" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 186px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJvZdXO_2BI/AAAAAAAAAFw/7fCkJXJhtpY/s320/Gutemberg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor e historiador da Universidade de Cambridge ( Inglaterra ) Peter Burke, fez uma belíssima pesquisa científica sobre a formação da língua vernácula italiana, apresentando paradigmas na alfabetização dos italianos entre os séculos XIV, XV e XVI, esmiuçando quatro estilos de alfabetização com os negócios, família, Igreja e Estado que foram fundamentais na formação cultural e intelectual na terra dos Médici e Dante Alighieri. Segundo o historiador, o uso da alfabetização ganhou um forte interesse na segunda metade do século XX, após o grande interesse de novas nações com o processo de alfabetização e o estudo do caso entre antropólogos e sociólogos nos principais centros acadêmicos dos EUA e Europa, enaltecendo a escrita e a língua latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uso da alfabetização nos negócios foi importante para a consolidação da classe burguesa entre os séculos XIV e XV, exigindo o mínimo de conhecimento contábil e das letras mercantis &lt;em&gt;( lettera&lt;/em&gt; &lt;em&gt;merchantescha&lt;/em&gt; ), permitindo desta forma, uma melhor organização do corpo burocrático e na consolidação dos negócios nos anos trezentos e quatrocentos na Itália Moderna. A enorme quantidade de notas, recibos, contratos e livros de contabilidade, assusta até hoje pesquisadores deste período histórico. Segundo Burke, foram encontrados cerca de 500 livros de contabilidade, com uma riqueza de informações, dando ênfase nos cálculos aritméticos dos florentinos na Baixa Idade Média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo domínio da alfabetização é o familiar, mais especificamente o da família patrícia urbana, analisando as cartas familiares, fazendo uma distinção entre três tipos de documento familiar: os documentos como &lt;em&gt;post mordem&lt;/em&gt;, ou seja, testamentos, inventários etc. Estes documentos deveriam ser muito bem guardados em cofres para o caso de uma disputa familiar pela herança do falecido. O segundo modelo de carta tem um forte apelo emocional e até passional, como cartas de esposas a seus maridos, dando detalhes domésticos e de grupos sociais que eram vinculados. O terceiro e último uso da alfabetização familiar, pode ser definido como “memórias”, com ou sem uma mentalidade saudosista, com uma característica de miscelânea, relatada com característica economicista e poética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os membros do clero eram obviamente letrados para a celebração de missas e estudo de textos sagrados de caráter teológico, apresentando neste grupo, o maior número de letrados entre os séculos XV e XVI, entretanto, foram encontrados nestes dois séculos, eclesiásticos iletrados que escandalizou membros do Baixo e Alto Clero, porém existiam leigos letrados em Florença, com um nível cultural apurado. Por outro lado, os letrados eram um problema para a Igreja, temendo o avanço da literatura ortodoxa e pagã desde o surgimento da imprensa de Gutemberg ( foto ). O clero temia que os leigos lessem obras “heréticas” numa Europa que sentia os efeitos da literatura protestante, já disponível naquela época. A Inquisição teve um papel fundamental na censura de textos e obras, traduzidas do latim para as línguas vernáculas e condenações, como aconteceu com o moleiro Menocchio&lt;em&gt; ( O queijo e os vermes - GINZBURG, Carlo&lt;/em&gt; )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alfabetização teve uma importância primária na burocratização dos Estados, dando importância no funcionalismo, remonta no mínimo, o tempo da antiga Mesopotâmia com os escribas, que construíram um Estado com leis, implementando uma alfabetização técnica para a sociedade mesopotâmica. No Egito Antigo, segundo o estudo do historiador Ciro Flamarion Cardoso, os egípcios lapidaram o Estado com documentos jurídicos, formalizada pela&lt;em&gt; intelligentsia&lt;/em&gt; egípcia. No caso dos italianos, ocorreu uma conexão entre escrita e administração nos estados maiores como Milão, Veneza, Florença, Roma e Nápoles. Estes estados apresentavam relatórios, leis, censos, enfim, dados e registros fundamentais na alfabetização dos estados, permitindo um melhor controle da Igreja sobre o seu rebanho e do Estado sobre os seus súditos. O controle era excessivo inclusive com o sexo feminino. Entre os séculos XIV e XV, alguns homens argumentavam que as meninas não deveriam apresentar qualquer interesse pela escrita e leitura, sugerindo a permanência delas em casa, esperando o seu futuro marido e um total esquecimento da escola. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-268781702896231218?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/268781702896231218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/alfabetizacao-na-italia-moderna.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/268781702896231218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/268781702896231218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/alfabetizacao-na-italia-moderna.html' title='A ALFABETIZAÇÃO NA ITÁLIA MODERNA'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJvZdXO_2BI/AAAAAAAAAFw/7fCkJXJhtpY/s72-c/Gutemberg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-6383859961054859893</id><published>2010-09-22T19:07:00.000-07:00</published><updated>2010-09-22T19:52:36.192-07:00</updated><title type='text'>UM CERTO POETA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJq5An-415I/AAAAAAAAAFo/l8L2Ktv48QU/s1600/rainer_maria_rilke.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519927713679857554" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 263px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJq5An-415I/AAAAAAAAAFo/l8L2Ktv48QU/s320/rainer_maria_rilke.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta leveza espiritual era uma das marcas registradas do escritor e poeta tcheco Rainer Maria Rilke ( 1875 – 1926 ). Este artista da sensibilidade humana, era um neo -romântico vanguardista e um pensador lírico, estudado por mentes brilhantes como Pedro Süsseking e Manuel Bandeira, enaltecendo as prosas do poeta, que tinha um amplo domínio da língua alemã. Sua escrita refinada alimentava as almas mais agudas e sensitivas, buscando a transparência da sua alma e conceitos humanos que ficam perdidos dentro dos espíritos que estão entregues as angústias e dilemas do nosso cotidiano. Entre 1902 e 1908, o poeta escreveu com uma sutileza&lt;em&gt; sui generis&lt;/em&gt; e finura como poucos, rabiscando linhas de uma forma subjetiva, dando ênfase nos rumos de uma forma poética:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O mundo estava no rosto da amada&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O mundo estava no rosto da amada – e logo converteu – se em nada, em mundo fora de&lt;/em&gt; &lt;em&gt;alcance, mundo – além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque não o bebi quando o encontrei no rosto amado, um mundo à mão, ali, aroma em minha boca, eu só seu rei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, eu bebi. Com que sede eu bebi. Mas eu também estava pleno de mundo, e bebendo, eu mesmo transbordei.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Rilke escreveu cartas para o amigo, intelectual e jovem Franz Xaver Kappus, com doses homeopáticas de ânimo e sabedoria, nos momentos de inquietações e sofrimento da sociedade, buscando o bem com ele mesmo e ajudando o próximo, sem interesses mundanos, buscando uma auto – reflexão em um mundo tão cruel. O medo, o novo, são elementos que representam a doce loucura kafkiana, ou seja, uma verdadeira metamorfose, um fenômeno natural em que todos nós passamos, com rupturas, bebendo até transbordar com sapiência da vida. Fonte inesgotável dos grandes poetas. Segundo o filósofo alemão Nietzsche: “Eu não sou louco, o mundo que é louco!”. Neste mundo pós – moderno e louco, precisamos fazer o bem, com homeopatia de amor! Só assim, enxergaremos melhor o sistema, a nossa sociedade como um clínico geral observa os seus pacientes, com um raio – x no mínimo elementar. Sua obra é um testamento para todos os apaixonados pela vida, com pitadas de humanismo e talvez o último representante do Modernismo. O último suspiro de um período romântico na nossa literatura. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-6383859961054859893?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/6383859961054859893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/um-certo-poeta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6383859961054859893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6383859961054859893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/um-certo-poeta.html' title='UM CERTO POETA'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJq5An-415I/AAAAAAAAAFo/l8L2Ktv48QU/s72-c/rainer_maria_rilke.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-3245405603212344770</id><published>2010-09-22T17:55:00.000-07:00</published><updated>2010-09-22T17:56:56.771-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livro Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leitura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Giovani Miguez'/><title type='text'>LEIA E PASSE ADIANTE</title><content type='html'>&lt;div class="Conteudo" style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Do Blog do Giovani Miguez:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você gosta de ler?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;Já pensou na possibilidade de ler um bom livro e ir um pouco além da simples recomendação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de sugerir-lhe, então, uma ideia:&lt;strong&gt;leia e passe adiante&lt;/strong&gt;. Com isso, além de socializar uma publicação através de um generoso ato, você estará contribuindo para que mais pessoas tenham acesso ao conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler e passar adiante é a ideia central do&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Livro Social -&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;uma modesta iniciativa deste blog que pretende promover entre os leitores e visitantes esta saudável prática de incentivo à leitura e formação de novos leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia é simples: você pode "socializar" aquele livro que não te interessa mais em lugar público para ser encontrado e lido por outras pessoas que, então, farão o mesmo; ou, ainda presentear amigos com livros "socializados", ou seja, identificados com o&amp;nbsp;&lt;a href="http://giovanimiguez.com/livrosocial/adesivo.pdf" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;adesivo da iniciativa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, para que os mesmos leiam e passem a idéia adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É simples participar: (1) Leia um bom livro; (2) Adesive-o; e, (3) Socialize a publicação.&amp;nbsp;Simples assim, não acha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Para estimular esta ideia, adotarei com meta pessoal "socializar" anualmente 120 exemplares.&amp;nbsp;Estes estarão com orientações que levem o próximo leitor a repetir o mesmo procedimento:&amp;nbsp;&lt;strong&gt;ler&lt;/strong&gt;,&amp;nbsp;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://giovanimiguez.com/livrosocial/adesivo.pdf" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;adesivar&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;strong&gt;passar adiante&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretendendo com essa iniciativa criar uma corrente que incentive outras pessoas a fazerem o mesmo com outros livros, disseminando, assim, entre as pessoas o saudável hábito da leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poe isso,&amp;nbsp;&lt;a href="http://giovanimiguez.com/livrosocial/adesivo.pdf" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;adesive agora mesmo aquele livro que está empoeirando na sua estante&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, passe-o adiante e, se possível, mantenha-me informado sobre livros socializados através do email&amp;nbsp;&lt;a href="http://giovanimiguez.com/faleconosco.php" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;livrosocial@giovanimiguez.com&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Desta forma, podemos divulgar as obras já socializadas que todos os leitores deste blog possam acompanhar a iniciativa.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-3245405603212344770?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/3245405603212344770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/responsabilidade-social.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/3245405603212344770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/3245405603212344770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/responsabilidade-social.html' title='LEIA E PASSE ADIANTE'/><author><name>Giovani Miguez</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_luRZPhIvz9Y/TP2SK9PDgjI/AAAAAAAAEFU/DTW_J8yAPj8/S220/avatarMiguez.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-62530683328007319</id><published>2010-09-20T15:55:00.001-07:00</published><updated>2010-09-20T16:10:54.093-07:00</updated><title type='text'>MARCAS DA MODERNIDADE!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJfpXOu0F7I/AAAAAAAAAFg/Jda2cKqpVQM/s1600/latour.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519136453666543538" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 260px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJfpXOu0F7I/AAAAAAAAAFg/Jda2cKqpVQM/s320/latour.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma determinada ocasião, eu li a obra do sociólogo polonês Zigmunt Bauman “Mal – Estar da Pós – Modernidade”( 1 ), esmiuçando as características sociais e culturais do homem moderno e sua crise de identidade após a queda do conflito ideológico entre capitalistas e socialistas. Por outro lado, temos o filósofo Bruno Latour( foto ) que disse o seguinte: “jamais fomos modernos!”, estudando grupos diversos, interligados e suas naturezas de uma forma antropológica, relatando as margens sociais e não o seu centro, seguindo o caminho inverso da maioria dos antropólogos ( 2 ). Ninguém tem dúvida que existem marcas da História Contemporânea como o nascimento das ideologias esquerda e direita durante a Revolução Francesa, com jacobinos e girondinos e concretizados com os bolcheviques e mencheviques na Revolução Russa, uma luta de classes e conceitos que quase se tornaram absolutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O século XX ficou marcado pelas duas Grandes Guerras, desenvolvimento dos recursos tecnológicos como a robótica e a internet que revolucionou a cultura contemporânea. Depois que o historiador Eric Hobsbawn mostrou as extremidades do século XX entre 1917 e 1991( 3 ), estas diferenças ficaram mais intensas com fome que nunca acaba do Congo ao interior da China, conflitos étnicos entre Tutsi e Hutus na África subsaariana com apoio de países ricos que mancham diamantes com sangue de crianças escravizadas e mulheres violentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da queda do muro de Berlim, nasce talvez uma das principais marcas da história contemporânea com o neoliberalismo econômico, uma nova globalização e formação de blocos econômicos que foram varridos com a crise econômica em 2008. Nesta primeira década do século XXI, assistimos literalmente novos rumos da política internacional dos EUA, erros primários e gastos excessivos no Iraque e Afeganistão. Países emergentes como Índia, China e Brasil já ocupam um novo espaço nas relações internacionais, explorando suas riquezas naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil possui um enorme potencial, tem água em abundância com sua reserva subterrânea, conhecido como aquífero guarani, que vai da Argentina até o Estado de Goiás. Temos a floresta amazônica que concentra a maior biodiversidade deste planeta, com plantas e animais catalogados por universidades brasileiras e estrangeiras e para finalizar, o país concentra riquezas minerais em Minas Gerais com ferro, bronze, manganês, bauxita entre outros materiais que são exportados e bem utilizados nas indústrias brasileiras. Estas matérias – primas, com certeza, serão estudadas e catalogadas pelos historiadores e professores do futuro que poderão discutir com precisão a história contemporânea neste início do século XXI.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;BIBLIOGRAFIA:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;( 1 ) BAUMAN, Zigmunt: Mal - Estar da Pós - Modernidade, Jorge Zahar - Rio de Janeiro, RJ - 1998.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;( 2 ) LATOUR, Bruno: Jamais Fomos Modernos, Editora 34 - São Paulo, SP - 1994.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;( 3 ) HOBSBAWN, Eric - A Era dos Extremos - Companhia das Letras -São Paulo, SP - 1995.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-62530683328007319?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/62530683328007319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/marcas-da-modernidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/62530683328007319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/62530683328007319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/marcas-da-modernidade.html' title='MARCAS DA MODERNIDADE!'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJfpXOu0F7I/AAAAAAAAAFg/Jda2cKqpVQM/s72-c/latour.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-6999295018553035784</id><published>2010-09-19T12:10:00.000-07:00</published><updated>2010-09-19T12:18:25.981-07:00</updated><title type='text'>A Literatura está em perigo?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJZh4CIuf5I/AAAAAAAAAFY/VkIAAHjF13U/s1600/tzvetan-todorov.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5518706008663162770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJZh4CIuf5I/AAAAAAAAAFY/VkIAAHjF13U/s320/tzvetan-todorov.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teórico da Literatura Tzvetan Todorov ( foto ) esmiúça a formação intelectual no meio escolar e acadêmico, analisando o estruturalismo e suas nuanças, dando ênfase na idéia de que não existe uma Literatura pura e construindo um novo viés na formação intelectual do homem com o pensamento literário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a minha formação educacional e intelectual na infância, eu estudei e entrei em contato com a Literatura Brasileira, seguindo o método tradicional de estudar e contextualizar a obra de uma forma “disciplinar” e institucional, somente como uma matéria escolar, aprendendo com periodização e deixando que este método tradicional ocupasse o verdadeiro valor da Literatura, ou seja, como um agente de conhecimento sobre o mundo, a vida e o meu eu, bem analisada pelo teórico da Literatura, historiador e ensaísta búlgaro Tzvetan Todorov, com uma crítica contundente ao estruturalismo literário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma tendência niilista, o historiador faz uma crítica ao conhecimento absoluto do pensamento literário e construindo um novo viés na formação intelectual do homem com a Literatura de uma forma plural e consistente. Para Todorov, a herança maior da Literatura é a estética da escrita e na formação erudita do homem com a pluralidade de obras e grandes escritores entre o Renascimento Literário e o Iluminismo no século XVIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, temos raríssimas exceções de escritores que aprofundam o ser através da sensibilidade poética na escrita, como no caso de Shakespeare, que por sinal era um grande dramaturgo, dizia: “um grande dramaturgo tem uma visão profunda sobre a essência do amor” com muito frenesi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A herança maior de Eurípides com o filósofo Sócrates não foram as doutrinas filosóficas e sim a compreensão do homem em si, buscando a compreensão universal do seu ser no universo físico e metafísico. A Literatura não é pura, tem suas variantes e ideologias, porém busca a verdade como o principal pilar na formação do homem, uma verdade kantiana, sem absolutismo e concretizando relatividades, mas com algo fundamental, um espírito crítico e fragmentando a “literatura mecânica”, como bem definiu Gustave Flaubert: “sempre me esforcei para atingir a alma das coisas”. Esta é a função do escritor com o seu leitor. Impregnar almas, repensando sobre formação dos nossos jovens desde a escola regular até a faculdade, reconstruindo a educação e formação literária dos leitores, eliminando paradigmas do passado com uma nova realidade, um novo mundo!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-6999295018553035784?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/6999295018553035784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/literatura-esta-em-perigo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6999295018553035784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/6999295018553035784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/literatura-esta-em-perigo.html' title='A Literatura está em perigo?'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJZh4CIuf5I/AAAAAAAAAFY/VkIAAHjF13U/s72-c/tzvetan-todorov.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-7496470042384330864</id><published>2010-09-18T15:13:00.000-07:00</published><updated>2010-09-18T15:51:25.644-07:00</updated><title type='text'>OPUS DEI E O NASCIMENTO DO OCIDENTE: MENTALIDADE, CULTURA E CRISTANDADE NA IDADE MÉDIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJU7sLfETJI/AAAAAAAAAFQ/gtaPaFHan1Y/s1600/carlos+magno.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5518382548595788946" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 174px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJU7sLfETJI/AAAAAAAAAFQ/gtaPaFHan1Y/s320/carlos+magno.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O pecador ainda que seja Rei, é escravo, não de um único&lt;br /&gt;homem,mas de tantos senhores quantos sejam seus vícios”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Santo Agostinho&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o historiador Hilário Franco Júnior, a Idade Média pode ser dividida em três períodos: a Alta Idade Média que compreende a queda de Roma em 476 d.C até o ápice do feudalismo clássico que nasceu no antigo e renascentista Império Carolíngio, no século IX. A Idade Média Central com a consolidação do Sacro Império Romano – Germânico entre os séculos X e XIII, tendo o domínio intelectual, corporal e cultural do clero nos feudos e nas cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E temos a Baixa Idade Média entre os séculos XIV e XVI, com a decadência do sistema feudal, a polarização da Peste Negra que alterou significativamente a demografia da Europa em quase 50% [ 1 ]. Temos então, o nascimento do Ocidente pós – queda de Roma com o Concilio de Cartago no século IV, e formalizando a Igreja como única instituição religiosa na Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Alta Idade Média, como toda a Idade Média, é rica em paradoxos entre a cultura heleno – latina pagã e a cultura judaica – cristã, surgindo uma mentalidade puritana e bem ortodoxa dentro da Igreja, vigiando e punindo, com raras exceções de liberdade. O historiador e herdeiro direto da Escola dos Annales Jacques Le Goff, compara com muita competência a cristandade com a mitologia grega e o seu politeísmo, ou seja, temos uma religião monoteísta com um Deus supremo, mas com figuras santas que prestam contas para um Deus maior, assim como deuses gregos prestavam contas para Zeus [ 2 ].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Europa passava por um turbilhão de emoções com a chegada de novos povos bárbaros, que buscavam terras férteis e temperança, fugindo de climas áridos e extremamente frios, atravessando os Monteis Urais, derrubando definitivamente as barreiras romanas que se encurtaram até o rio Danúbio desde a queda de Adriano, imperador romano da Dinastia dos Antoninos ( 96 – 192 d.C ). A Idade Média é bem definida em dois grupos bem distintos: os estabelecidos e os outsiders [ 3 ] , termos explorados no estudo sociológico de Norbert Elias sobre uma comunidade inglesa, mas também podemos dizer que é uma herança medieval com os “puros”( insiders ) e “pecadores” ( outsiders ), numa dialética entre a vida material e espiritual, principalmente tendo como tema pertinente na época o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papa Gregório, O Grande definia o corpo de “abominável vestimenta da alma”, como templo da luxúria e gula, entretanto, o corpo também é exaltado na cristandade com o corpo de Cristo e o seu sangue na Santa Ceia, regatando o valor da carne e do sangue: “O Verbo se fez carne”( I, 14 – 18 ) verdadeira opus dei, como podemos encontrar no Evangelho de João. Na história da sexualidade medieval, a mulher é o pecado: “A mulher , pois, vendo que o fruto daquela árvore era bom para se comer, e era formoso, e agradável à vista, tomou dele, e comeu, e deu ao seu marido, que comeu do mesmo fruto com ela” ( III, 21 ). A redenção vem com a Maria, mãe de Deus, símbolo da pureza e do espírito feminino. [ 4 ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Idade Média Central temos o ápice do sistema feudal, funcionando com os oratores ( aqueles que oram ), bellatores ( aqueles que protegem o feudo ) e os laboratores ( aqueles que trabalham no campo, os servos ). A cultura mítica está presente neste período histórico com a Cocanha, um país imaginário, com fartura e abundância de alimentos e bebidas típicas da época, sem trabalho e ociosidade, algo considerado pecaminoso na Igreja [ 5 ]. Carlos Magno ( Foto ) tenta restaurar a formação geográfica do antigo Império Romano, buscando resistência das invasões árabes, liderado pelo bem conhecido Gibr Al Tarik, que controlava as zonas portuárias na maioria das cidades na Península Ibérica e região franca e combatido por Carlos Martel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Baixa Idade Média representa a falência múltipla da sociedade medieval com doenças, conflitos entre camponeses e jacquerries ( urbanos ), Guerra dos Cem anos entre franceses e ingleses e a Guerra de Reconquista entre árabes e europeus. Na mentalidade cristã medieval, a doença foi enviada por Deus para castigar os pecadores, fruto da doença da alma [ 1 ]. O conflito entre cristãos e muçulmanos ganha consistência na Península Ibérica, cercando cidades como Lisboa, Celta, Vigo, Coimbra, deixando um legado cultural e filológico significativo [ 6 ].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a decadência do feudalismo, o burguês medieval ganha força econômica e descrédito da Igreja com a chamada usura, obter lucro, algo considerado imoral para a instituição religiosa até o fim da Idade Moderna. Muitos foram excomungados e enterrados sem receber extrema unção, ou seja, porta fechada para o paraíso e porta de entrada para o inferno [ 7 ]. Entre a Península Balcânica e o Oriente Médio, temos a consolidação do Império Otomano e o fim do Império Bizantino, conquistado pelo muçulmano Maomé II [ 8 ]. A Idade Média é repleta de estereótipos, considerada por alguns como “Idade das Trevas”, pelo simples fato de uma minoria ter monopolizado o saber e as idéias, por outro lado, o historiador Jacques Le Goff define este tempo como o molde do homem moderno e contemporâneo. Para Le Goff, a Idade Média vai além do seu tempo cronológico e encerra o seu ciclo na Revolução Francesa ( 1789 ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ 1 ] FRANCO JR, Hilário – A Idade Média: O Nascimento do Ocidente – São Paulo: Editora Brasiliense, 2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ 2 ] LE GOFF, Jacques – Deus da Idade Média: Conversas com Jean – Louc Pouthier – São Paulo: Editora Civilização Brasileira, 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ 3 ] ELIAS, Norbert – Os Estabelecidos e os Outsiders – Rio de Janeiro: Editora Jorge Zahar, 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ 4 ] LE GOFF, Jacques e TRUONG, Nicolas: Uma história do corpo na Idade Média – Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira – São Paulo, 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ 5 ] JR HILÁRIO, Franco – A Cocanha: o mito de um país imaginário, Cotia, SP - Editora Ateliê, 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ 6 ] SARAMAGO, José – História do cerco de Lisboa: Companhia das Letras, São Paulo, 1989 &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[ 7 ] LE GOFF, Jacques - A Bolsa e a Vida - Editora Civilização Brasileira, São Paulo, 2007.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[ 8 ] GIBBON, Edward - Declínio e Queda do Império Romano - Companhia das Letras, 2006.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-7496470042384330864?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/7496470042384330864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/opus-dei-e-o-nascimento-do-ocidente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/7496470042384330864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/7496470042384330864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/opus-dei-e-o-nascimento-do-ocidente.html' title='OPUS DEI E O NASCIMENTO DO OCIDENTE: MENTALIDADE, CULTURA E CRISTANDADE NA IDADE MÉDIA'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJU7sLfETJI/AAAAAAAAAFQ/gtaPaFHan1Y/s72-c/carlos+magno.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-1037480252704130220</id><published>2010-09-16T17:19:00.000-07:00</published><updated>2010-09-16T17:41:12.642-07:00</updated><title type='text'>ENCERRANDO CICLOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJK4ajk-I8I/AAAAAAAAAFI/y-gZnRMCV1A/s1600/fernado+pessoa+2.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517675259848696770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 209px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJK4ajk-I8I/AAAAAAAAAFI/y-gZnRMCV1A/s320/fernado+pessoa+2.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.&lt;br /&gt;Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu...&lt;br /&gt;Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o que melhor fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...&lt;br /&gt;Por isso é tão importante ( por mais doloroso que seja! ) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração...e o desfazer – se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixa ir embora, Soltar. Desprender – se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará! Lembre – se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode ser mesmo difícil, mas é muito importante.&lt;br /&gt;Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa, mais na sua vida. Feche a porta e mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna – te uma pessoa melhor e assegura – te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..E&lt;br /&gt;Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.&lt;br /&gt;Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu...&lt;br /&gt;Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o que melhor fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...&lt;br /&gt;Por isso é tão importante ( por mais doloroso que seja! ) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração...e o desfazer – se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixa ir embora, Soltar. Desprender – se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará! Lembre – se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode ser mesmo difícil, mas é muito importante.&lt;br /&gt;Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa, mais na sua vida. Feche a porta e mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna – te uma pessoa melhor e assegura – te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..E&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.&lt;br /&gt;Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu...&lt;br /&gt;Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o que melhor fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...&lt;br /&gt;Por isso é tão importante ( por mais doloroso que seja! ) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração...e o desfazer – se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixa ir embora, Soltar. Desprender – se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará! Lembre – se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode ser mesmo difícil, mas é muito importante.&lt;br /&gt;Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa, mais na sua vida. Feche a porta e mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna – te uma pessoa melhor e assegura – te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..E&lt;br /&gt;Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.&lt;br /&gt;Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu...&lt;br /&gt;Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o que melhor fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...&lt;br /&gt;Por isso é tão importante ( por mais doloroso que seja! ) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração...e o desfazer – se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixa ir embora, Soltar. Desprender – se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará! Lembre – se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode ser mesmo difícil, mas é muito importante.&lt;br /&gt;Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa, mais na sua vida. Feche a porta e mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna – te uma pessoa melhor e assegura – te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..E&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.&lt;br /&gt;Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu...&lt;br /&gt;Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o que melhor fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...&lt;br /&gt;Por isso é tão importante ( por mais doloroso que seja! ) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração...e o desfazer – se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixa ir embora, Soltar. Desprender – se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará! Lembre – se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode ser mesmo difícil, mas é muito importante.&lt;br /&gt;Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa, mais na sua vida. Feche a porta e mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna – te uma pessoa melhor e assegura – te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..E lembra - te: tudo que chega, chega sempre por alguma razão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;                                                                                          &lt;strong&gt;FERNANDO PESSOA  &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-1037480252704130220?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/1037480252704130220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/encerrando-ciclos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1037480252704130220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1037480252704130220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/encerrando-ciclos.html' title='ENCERRANDO CICLOS'/><author><name>Djalma Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17287983036673375036</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TLkQtETDzsI/AAAAAAAAAHk/-6DYUA0QVlA/S220/IMG018-01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJK4ajk-I8I/AAAAAAAAAFI/y-gZnRMCV1A/s72-c/fernado+pessoa+2.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-129605884938482957.post-1261733300918654456</id><published>2010-09-15T05:59:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T06:17:01.977-07:00</updated><title type='text'>História, Literatura e Mitologia: ontem e hoje</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJDErne-vfI/AAAAAAAAAFA/Ftde39sr3NI/s1600/dioniso.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517125797141200370" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 251px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1THPxm1twws/TJDErne-vfI/AAAAAAAAAFA/Ftde39sr3NI/s320/dioniso.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor Umberto Eco defende a tese que a leitura é uma necessidade biológica, buscando costurar História, Literatura e fatos mitológicos. O poeta grego Homero que inspirou escritores hors – concours em prosa e verso, como o romano Virgílio e o florentino renascentista Dante Alighieri, uniram o mundo real, a geografia do belíssimo Egeu com relatos mitológicos. Nada é mais clássico que o bem conhecido “A Guerra de Tróia”, em que espartanos gregos e troianos lutam pela conquista da linda Helena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Helena é uma grande metáfora, ela representa a própria Grécia, ou seja, representa a beleza geográfica e cultural da própria civilização helênica. A consolidação da literatura grega veio com a obra “Odisséia”, que também une o verdadeiro espaço geográfico e a odisséia dos deuses gregos e do irreal Ulisses. No Egito Antigo, encontramos uma cultura também politeísta, com uma forte crença em deuses que estavam inseridos na natureza, interferindo na economia, na literatura com a obra “O livro dos Mortos”, descrevendo a vida post mordem do faraó Menés até Cleópatra, com pitadas de mitologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No governo de Amenófis IV ou Akhenaton e Nefertiti, foi implantado o monoteísmo cultuando o deus Aton ( o deus Sol ) fortalecendo a divindade tanto no Alto Egito como no Baixo Egito na XVIII Dinastia. A tentativa de Akhenaton de eliminar do cenário social os demais deuses como Ptah, Osíris, Imhotep, entre outros, causou um profundo impacto cultural, econômico por terem abandonado a Cidade – Estado de Tebas e político com a falta de credibilidade e truculência de Akhenaton e Nefertiti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No governo de Cleópatra ( 70 a.C - 30 a.C ), os egípcios ficaram escandalizados com a divindade da rainha do Egito com o deus Dioniso ( foto ), o deus do vinho, realizando uma verdadeira orgia, tendo a participação do militar romano Marco Antônio ( 80 a.C – 30 a.C ), facilitando assim, a queda da última dinastia egípcia. No início da Idade Média, os navegadores escandinavos Vikings faziam oferendas para o deus Thor, buscando vitórias e força diante das adversidades em alto mar e nas terras distantes e desconhecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mitologia indígena e contemporânea é rica em fatos que são passados via oral de pai para filho. Existe a mitologia da prática do canibalismo, que o inimigo devorado chega com maior facilidade no paraíso, e facilitando também a vida dos nativos canibais. Temos a obra de Monteiro Lobato “Sítio do Picapau Amarelo”, rica em figuras mitológicas como o Saci, Cuca ou o marquês de Rabicó, que mexeu com a infância de muita gente. No Oriente Médio temos a literatura mitológica do “Ali Baba e os quarenta ladrões” ou a narração da persa Sherazade que conta a história das mil e uma noites, enfim, a relação entre Mitologia, Literatura e História é estreita e só enriquece o imaginário da nossa espécie, com obras de grande relevância para as pessoas de todas as idades. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/129605884938482957-1261733300918654456?l=www.blogdodjalma.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdodjalma.com/feeds/1261733300918654456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/historia-literatura-e-mitologia-ontem-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1261733300918654456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/129605884938482957/posts/default/1261733300918654456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdodjalma.com/2010/09/historia-literatura-e-mitologia-ontem-e.html' ti
